{"id":12560,"date":"2021-10-14T23:32:52","date_gmt":"2021-10-15T02:32:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=12560"},"modified":"2021-10-17T09:27:36","modified_gmt":"2021-10-17T12:27:36","slug":"breves-comentarios-acerca-das-nefastas-consequencias-do-crime-organizado-transnacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=12560","title":{"rendered":"BREVES COMENT\u00c1RIOS ACERCA DAS NEFASTAS CONSEQU\u00caNCIAS DO CRIME ORGANIZADO TRANSNACIONAL"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Irrefut\u00e1veis amea\u00e7as ao cen\u00e1rio social<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/294b8ea5-de4b-4bd6-8342-613e605f8eec.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12561\" width=\"542\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/294b8ea5-de4b-4bd6-8342-613e605f8eec.jpg 650w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/294b8ea5-de4b-4bd6-8342-613e605f8eec-300x221.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/294b8ea5-de4b-4bd6-8342-613e605f8eec-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/294b8ea5-de4b-4bd6-8342-613e605f8eec-570x420.jpg 570w\" sizes=\"(max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><figcaption><strong><strong>Jeferson Botelho Pereira &#8211; <\/strong>Professor de Direito Penal e Processo<\/strong><br><strong>Penal. Especializa\u00e7\u00e3o em Combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, Antiterrorismo<\/strong><br><strong>e combate ao crime organizado pela Universidade de Salamanca<\/strong><br><strong>&#8211; Espanha. Mestrando em Ci\u00eancias das Religi\u00f5es pela Faculdade<\/strong><br><strong>Unida de Vit\u00f3ria\/ES. Advogado e autor de obras jur\u00eddicas. Palestrante.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse has-small-font-size\"><em>O crime organizado \u00e9 uma atividade transnacional, com liga\u00e7\u00f5es com o terrorismo internacional, provendo-lhe apoio log\u00edstico e financeiro por interm\u00e9dio da estrutura empresarial desenvolvida por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, e constituindo-se em uma amea\u00e7a \u00e0 estabilidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica de diversos pa\u00edses. O crime organizado j\u00e1 foi exclusivamente um problema interno de muitos pa\u00edses. Mas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os sindicatos do crime ampliaram geograficamente as suas liga\u00e7\u00f5es, ultrapassando fronteiras e desconsiderando os estados nacionais. Isso se deveu, em grande parte, \u00e0s&nbsp;facilidades criadas pela maior circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os entre os pa\u00edses, decorrentes da globaliza\u00e7\u00e3o dos mercados. As redes do crime organizado utilizam a dissimula\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o, a chantagem e as amea\u00e7as para conseguirem prote\u00e7\u00e3o para as suas atividades criminosas e continuarem operando livremente. O car\u00e1ter transnacional da amea\u00e7a significa que nenhum pa\u00eds pode combat\u00ea-la&nbsp;sozinho. A luta contra o tr\u00e1fico de drogas precisa de constante vontade pol\u00edtica e de importantes recursos, os pa\u00edses devem trocar informa\u00e7\u00f5es, realizar opera\u00e7\u00f5es conjuntas e prestar assist\u00eancia m\u00fatua. O r\u00e1pido crescimento da criminalidade transnacional, a sua natureza adapt\u00e1vel, os diversos motivos de elementos criminosos, bem como a aus\u00eancia de um c\u00f3digo penal internacional abrangente s\u00e3o as principais condi\u00e7\u00f5es e as vari\u00e1veis que tornam o crime transnacional um complexo amorfo e uma amea\u00e7a. Embora o impacto da globaliza\u00e7\u00e3o nos Estados pobres continua a ser objeto de aceso debate, n\u00e3o h\u00e1 grande diverg\u00eancia sobre a forma como criminosos transnacionais t\u00eam prosperado na nova economia global.<\/em>&nbsp;<strong>(Prof. Jeferson Botelho)<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>RESUMO.<\/strong>&nbsp;O presente trabalho tem por escopo prec\u00edpuo analisar o Imp\u00e9rio do Crime Organizado transnacional com irrefut\u00e1veis amea\u00e7as ao cen\u00e1rio social, com \u00eanfase no Brasil e na Espanha, fazendo nascer a necessidade de uni\u00e3o entre as Na\u00e7\u00f5es a fim de estabelecer pol\u00edticas macrossociol\u00f3gicas no estancamento das ra\u00edzes criminais a n\u00edvel internacional. Destarte, relevante frisar que o arcabou\u00e7o estrutural do trabalho em foco comp\u00f5e-se de sete, desde a introdu\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica, passando pela rica abordagem \u00e0s normas internacionais de combate ao crime organizado transnacional, a dicotomia do poder de mando, do objeto do crime organizado, com destaque para o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas, corrup\u00e7\u00e3o, terrorismo, tr\u00e1fico de pessoas e \u00f3rg\u00e3os, pirataria e prostitui\u00e7\u00e3o, destacando tamb\u00e9m os 5 e 6, com detida exposi\u00e7\u00e3o das principais organiza\u00e7\u00f5es criminosas internacionais e do Brasil, al\u00e9m de explicar a fun\u00e7\u00e3o do crime organizado para o controle social, numa aparente constru\u00e7\u00e3o paradoxal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-Chave:<\/strong>&nbsp;Imp\u00e9rio criminoso. Crime Organizado Transnacional. Fac\u00e7\u00f5es criminosas. Brasil. Espanha. Amea\u00e7a transnacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SUM\u00c1RIO<\/strong>:&nbsp;1. INTRODU\u00c7\u00c3O. &nbsp;2. NORMAS INTERNACIONAIS DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO. 2.1 Da Conven\u00e7\u00e3o de Palermo. 2.2 Conven\u00e7\u00f5es internacionais antiterrorismo. 2.3 Conven\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra o tr\u00e1fico de drogas. 2.4 Conven\u00e7\u00e3o para a Supress\u00e3o do Tr\u00e1fico de Pessoas e da Explora\u00e7\u00e3o da Prostitui\u00e7\u00e3o de Outrem. 2.5 Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre o <strong>Cibercrime.<\/strong> 2.6 A Conven\u00e7\u00e3o sobre Preven\u00e7\u00e3o e Repress\u00e3o ao crime de Corrup\u00e7\u00e3o &#8211; Conven\u00e7\u00e3o de M\u00e9rida. 2.7 Do Acordo bilateral entre Brasil e Espanha no combate ao crime de Corrup\u00e7\u00e3o. &nbsp;2.8 Da Legisla\u00e7\u00e3o Hispano-Brasileiro. 3. DICOTOMIA DO PODER DE MANDO. 3.1 Crime de colarinho branco. &nbsp;3.2 Crime de Colarinho azul. 4. DO OBJETO DO CRIME ORGANIZADO. 4.1 Crime organizado para o Narcotr\u00e1fico. 4.2 Crime organizado para a corrup\u00e7\u00e3o.4.3 Crime organizado para o Terrorismo. &nbsp;4.4 Crime organizado para o tr\u00e1fico de pessoas. 4.5 Crime organizado para a Pirataria. 5. ORGANIZA\u00c7\u00d5ES CRIMINAIS INTERNACIONAIS. 5.1 As Tr\u00edades Chinesas. 5.2&nbsp;A Yakuza. 5.3 A Cosa Nostra. &nbsp;5.4 A Camorra. 5.5. M\u00e1fia &#8216;Ndrangheta; 5.6 ETA. 5.7 M\u00e1fia Russa. 5.8 Do Cartel de Medelim. 5.9 Do Cartel de Sinaloa. 5.10 Movimento de Resist\u00eancia Ham\u00e1s. 6. ORGANIZA\u00c7\u00d5ES CRIMINOSAS NO BRASIL. &nbsp;6.1 FDN &#8211; Fam\u00edlia do Norte. &nbsp;6.2 Primeiro Comando da Capital \u2013 PPC. 6.3 Comando Vermelho. 7. CRIA\u00c7\u00c3O DE ORG\u00c3OS ESPECIALIZADOS A PARTIR DA EXIST\u00caNCIA DO CRIME ORGANIZADO. REFLEX\u00d5ES FINAIS.&nbsp;REFER\u00caNCIAS.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse has-small-font-size\"><em>Ocuparam minha p\u00e1tria, Expulsaram o meu povo, Anularam minha identidade, E me chamaram de terrorista, Confiscaram minha propriedade, Arrancaram meu pomar, Demoliram minha casa, E me chamaram de terrorista, Legislaram leis fascistas, Praticaram odiada apartheid, Destru\u00edram, Dividiram, Humilharam, E me chamaram de terrorista, Assassinaram minhas alegrias, Sequestraram minhas esperan\u00e7as, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barb\u00e1ries, Eles... mataram um terrorista. (Mahmud Darwish)<\/em><\/pre>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crime organizado tem causado s\u00e9rias sequelas e preocupa\u00e7\u00f5es a toda sociedade mundial. S\u00e3o perdas sociais irrepar\u00e1veis, de toda ordem, econ\u00f4mica, sentimental, afeta\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, nefastas consequ\u00eancias sociais. As a\u00e7\u00f5es criminosas s\u00e3o organizadas vistas sob duas matrizes. Uma delas sem a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos e outra com apoio de agentes p\u00fablicos. Qualquer que seja a atividade ilegal, ign\u00f3bil, avassaladora, com ou sem a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos, ela \u00e9 sempre perniciosa para a estrutura do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas com a participa\u00e7\u00e3o de gest\u00f5es p\u00fablicas, as chagas sociais se apresentam com extrema gravidade em detrimento da implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas essenciais e imprescind\u00edveis para o crescimento de um povo, e assim, uma vez negligenciadas, t\u00eam a potencialidade de provocar profundas perdas econ\u00f4micas, enfraquecimento de sua credibilidade, contribuindo para aumentar as desigualdades sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00eddia tem divulgado informa\u00e7\u00f5es absurdas de poss\u00edvel participa\u00e7\u00e3o do crime organizado em pol\u00edticas p\u00fablicas, em substitui\u00e7\u00e3o ao Estado ortodoxo. Toma-se o t\u00e9trico exemplo de se determinar numa comunidade a cessa\u00e7\u00e3o de casos de furtos, roubos ou homic\u00eddios em determinado territ\u00f3rio ou espa\u00e7o de tempo, a fim de se evitar o comparecimento da pol\u00edcia naquela comunidade. Fala-se na exist\u00eancia de um verdadeiro estado paralelo, que procura substitui-lo na presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia material, m\u00e9dica, odontol\u00f3gica, social, e toda sorte de ajuda sem burocracia e sem o receio da lei de responsabilidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o presente ensaio tem por fim colimado, desenvolver estudos acerca da implanta\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio do Crime Organizado numa comunidade, o desenvolvimento de sua dicotomia em rela\u00e7\u00e3o ao poder de domina\u00e7\u00e3o, an\u00e1lises sobre crime de colarinho azul ao crime de colarinho branco, a tem\u00e1tica das organiza\u00e7\u00f5es criminosas no direito comparado e a sua esdr\u00faxula e inaceit\u00e1vel fun\u00e7\u00e3o como fator de controle social, evidentemente sem elucubra\u00e7\u00f5es exaustivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. NORMAS INTERNACIONAIS DE COMBATE AO CRIME ORGANIZADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No presente cap\u00edtulo, pretende-se discorrer sobre as principais normas internacionais de combate ao crime organizado, sem pretens\u00e3o de exaurir o assunto, mas fazendo breves abordagens acerca da Conven\u00e7\u00e3o de Palermo, Conven\u00e7\u00f5es internacionais sobre Terrorismo, normas das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Tr\u00e1fico de drogas, tr\u00e1fico de pessoas e prostitui\u00e7\u00e3o, crimes cibern\u00e9ticos, e Conven\u00e7\u00f5es Internacionais de combate \u00e0 Corrup\u00e7\u00e3o, a exemplo da Conven\u00e7\u00e3o de M\u00e9rida.<\/p>\n\n\n\n<p> <strong>2. 1 Da Conven\u00e7\u00e3o de Palermo<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"535\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12573\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12573\" class=\"wp-image-12573\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-300x229.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-696x532.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-550x420.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"521\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12574\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12574\" class=\"wp-image-12574\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1-300x223.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1-265x198.jpg 265w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1-696x518.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4764c38d-f975-4b0f-a778-6c1cc7a5c9d1-564x420.jpg 564w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"516\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12576\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12576\" class=\"wp-image-12576\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c-300x221.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c-696x513.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cd0c6075-c459-4a8d-b5bd-9c0ffecdef7c-570x420.jpg 570w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas Contra o Crime Organizado Transnacional, ou Conven\u00e7\u00e3o de Palermo, possui por objetivo a promo\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o internacional para prevenir e combater mais eficazmente a criminalidade organizada transnacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (Conven\u00e7\u00e3o de Palermo) adotada na Assembleia Geral da ONU, na cidade de Nova Iorque, em 15\/11\/2000, foi precedida de projeto debatido no D\u00e9cimo Congresso da ONU sobre a Preven\u00e7\u00e3o do Delito e Tratamento do Delinquente, realizado em Viena\/\u00c1ustria, no per\u00edodo de 10 a 17 de abril daquele mesmo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o entrou em vigor internacional, em 29\/09\/2003, e entrou em vigor para o Brasil, em 28\/02\/2004. Foi incorporada ao ordenamento jur\u00eddico brasileiro em 12\/03\/2004, por for\u00e7a do Decreto n\u00ba 5.015 tendo a finalidade de definir e combater de forma eficaz o crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo no artigo 2\u00ba da referida Conven\u00e7\u00e3o estabelece as terminologias necess\u00e1rias para a ado\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses-partes. Assim, define grupo criminoso organizado, como sendo o grupo estruturado de tr\u00eas ou mais pessoas, existente h\u00e1 algum tempo e atuando concertadamente com o prop\u00f3sito de cometer uma ou mais infra\u00e7\u00f5es graves ou enunciadas na presente Conven\u00e7\u00e3o, com a inten\u00e7\u00e3o de obter, direta ou indiretamente, um benef\u00edcio econ\u00f4mico ou outro benef\u00edcio material.<\/p>\n\n\n\n<p>Por infra\u00e7\u00e3o grave, entende&nbsp;o ato que constitua infra\u00e7\u00e3o pun\u00edvel com uma pena de priva\u00e7\u00e3o de liberdade, cujo m\u00e1ximo n\u00e3o seja inferior a quatro anos ou com pena superior. Grupo estruturado \u00e9 aquele grupo formado de maneira n\u00e3o fortuita para a pr\u00e1tica imediata de uma infra\u00e7\u00e3o, ainda que os seus membros n\u00e3o tenham fun\u00e7\u00f5es formalmente definidas, que n\u00e3o haja continuidade na sua composi\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o disponha de uma estrutura elaborada.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera-se bens,&nbsp;os ativos de qualquer tipo, corp\u00f3reos ou incorp\u00f3reos, m\u00f3veis ou im\u00f3veis, tang\u00edveis ou intang\u00edveis, e os documentos ou instrumentos jur\u00eddicos que atestem a propriedade ou outros direitos sobre os referidos ativos. Produto do crime s\u00e3o os bens de qualquer tipo, provenientes, direta ou indiretamente, da pr\u00e1tica de um crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera-se bloqueio&#8221; ou &#8220;apreens\u00e3o&#8221;, a proibi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de transferir, converter, dispor ou movimentar bens, ou a cust\u00f3dia ou controle tempor\u00e1rio de bens, por decis\u00e3o de um tribunal ou de outra autoridade competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Confisco \u00e9 a priva\u00e7\u00e3o com car\u00e1ter definitivo de bens, por decis\u00e3o de um tribunal ou outra autoridade competente. A infra\u00e7\u00e3o principal consiste em&nbsp;qualquer infra\u00e7\u00e3o de que derive um produto que possa passar a constituir objeto de uma infra\u00e7\u00e3o definida no Artigo 6 da presente Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrega vigiada \u00e9 a t\u00e9cnica que consiste em permitir que remessas il\u00edcitas ou suspeitas saiam do territ\u00f3rio de um ou mais Estados, os atravessem ou neles entrem, com o conhecimento e sob o controle das suas autoridades competentes, com a finalidade de investigar infra\u00e7\u00f5es e identificar as pessoas envolvidas na sua pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>E por fim, define organiza\u00e7\u00e3o regional de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, como sendo uma organiza\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por Estados soberanos de uma regi\u00e3o determinada, para a qual estes Estados tenham transferido compet\u00eancias nas quest\u00f5es reguladas pela presente Conven\u00e7\u00e3o e que tenha sido devidamente mandatada, em conformidade com os seus procedimentos internos, para assinar, ratificar, aceitar ou aprovar a Conven\u00e7\u00e3o ou a ela aderir; as refer\u00eancias aos &#8220;Estados Partes&#8221; constantes da presente Conven\u00e7\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis a estas organiza\u00e7\u00f5es, nos limites das suas compet\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o enfatiza a necessidade de cada Estado Parte adotar, em conformidade com os princ\u00edpios fundamentais do seu direito interno, as medidas legislativas ou outras que sejam necess\u00e1rias para caracterizar como infra\u00e7\u00e3o penal, quando praticada intencionalmente a lavagem do produto do crime, a corrup\u00e7\u00e3o, a responsabiliza\u00e7\u00e3o das pessoas jur\u00eddicas que participem em infra\u00e7\u00f5es graves envolvendo um grupo criminoso organizado, al\u00e9m de outras condutas perniciosas. Mais de cem pa\u00edses, inclusive o Brasil, assinaram na It\u00e1lia a&nbsp;Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para combater os crimes internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os representantes desses pa\u00edses participaram da confer\u00eancia em Palermo, na Sic\u00edlia, e discutiram formas de combater organiza\u00e7\u00f5es criminosas como a m\u00e1fia e as quadrilhas de traficantes de pessoas. Destarte, ao assinar a nova conven\u00e7\u00e3o, os pa\u00edses concordaram em formular novas leis para combater os mafiosos, punir a lavagem de dinheiro e for\u00e7ar os bancos a fornecer mais informa\u00e7\u00f5es aos investigadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2 Conven\u00e7\u00f5es internacionais sobre Terrorismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante as suas aulas ministradas em sala de aulas, no Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, Crime Organizado e Terrorismo, em 2017, o excelso professor Jos\u00e9 La Mata Amaya, da Universidad DSalamanca, na Espanha, conceituou terrorismo como sendo&nbsp; <em>&#8220;atividade planificada que individualmente ou com uma cobertura de uma organiza\u00e7\u00e3o, com reiterado meios de realiza\u00e7\u00e3o de atos destinados a criar uma situa\u00e7\u00e3o de grave inseguran\u00e7a, temor social ou altera\u00e7\u00e3o da paz p\u00fablica e tem por finalidade de subverter&nbsp; total ou parcialmente a ordem pol\u00edtica constitu\u00edda<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades de terrorismo constituem atualmente uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es do mundo. As agress\u00f5es \u00e0s Torres G\u00eameas nos Estados Unidos em 2011 s\u00e3o ra\u00edzes que formam as estat\u00edsticas de mortes causadas por ataques de grupos e a\u00e7\u00f5es solit\u00e1rias. O mundo comemorava as festividades da chegada do ano de 2017, quando mais um ataque terrorista \u00e9 registrado em Istambul, capital da Turquia, nas primeiras horas do novo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias atuais, as Na\u00e7\u00f5es se mostram preocupadas com os ataques terroristas, e cada vez mais adotam medidas preventivas como rigoroso controle do processo migrat\u00f3rio. Existem algumas iniciativas internacionais de coopera\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o ao terrorismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 a Conven\u00e7\u00e3o relativa \u00e0s infra\u00e7\u00f5es e a certos outros atos cometidos a bordo de aeronaves, assinada em T\u00f3quio em 1963 e promulgada pelo&nbsp;no Brasil por meio do Decreto n\u00ba 66.520\/70. A Conven\u00e7\u00e3o para a Repress\u00e3o ao Apoderamento Il\u00edcito de Aeronaves, assinada em Montreal em 16 de dezembro de 1970 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 70.201\/72. &nbsp;A Conven\u00e7\u00e3o para a Repress\u00e3o aos Atos Il\u00edcitos contra a Seguran\u00e7a da Avia\u00e7\u00e3o Civil, feita em Montreal, em 23\/09\/1971 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 72.383\/73.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o sobre a Preven\u00e7\u00e3o e Puni\u00e7\u00e3o de Crimes contra Pessoas que Gozam de Prote\u00e7\u00e3o Internacional, inclusive Agentes Diplom\u00e1ticos, adotada pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Nova York, em 14 de dezembro de 1973 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 3.167\/99.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro documento importante \u00e9 a Conven\u00e7\u00e3o Internacional contra a Tomada de Ref\u00e9ns, adotada pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 17 de dezembro de 1979, em Nova York e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 3.517\/2000.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o sobre a Prote\u00e7\u00e3o F\u00edsica do Material Nuclear, adotada em Viena em 3 de mar\u00e7o de 1980 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 95\/91. O Protocolo para a Repress\u00e3o de Atos Il\u00edcitos de Viol\u00eancia nos Aeroportos que Prestem Servi\u00e7o \u00e0 Avia\u00e7\u00e3o Civil Internacional, complementar \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o para a Repress\u00e3o de Atos Il\u00edcitos contra a Seguran\u00e7a da Avia\u00e7\u00e3o Civil, conclu\u00eddo em Montreal, em 24 de fevereiro de 1988 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 2.611\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o para a Supress\u00e3o de Atos Il\u00edcitos contra a Seguran\u00e7a da Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima, feita em Roma, em 10 de mar\u00e7o de 1988 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 6.136\/2007. O Protocolo para a Supress\u00e3o de Atos Il\u00edcitos contra a Seguran\u00e7a de Plataformas Fixas localizadas na Plataforma Continental, feito em Roma em 10 de mar\u00e7o de 1988, e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 6.136\/2007.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o sobre a Marca\u00e7\u00e3o de Explosivos Pl\u00e1sticos para Fins de Detec\u00e7\u00e3o, conclu\u00edda em Montreal em 1991 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 4.021\/2001. A importante Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre a Supress\u00e3o de Atentados Terroristas com Bombas, adotada pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 15 de dezembro de 1997, em Nova York e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 4.394\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui mais duas Conven\u00e7\u00f5es internacionais importantes de combate ao terrorismo, a Conven\u00e7\u00e3o Internacional para a Supress\u00e3o do Financiamento do Terrorismo, conclu\u00edda em Nova York em 1999 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 5.640\/2005 e a Conven\u00e7\u00e3o Interamericana contra o Terrorismo (Conven\u00e7\u00e3o de Barbados), conclu\u00edda em Barbados em 2002 e promulgada pelo&nbsp;Decreto n\u00ba 5.639\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.3 Conven\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra o tr\u00e1fico de drogas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"513\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12577\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12577\" class=\"wp-image-12577\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7-300x220.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7-696x510.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/fecbf4f6-4ec1-4277-9cbc-2edb3747e8c7-573x420.jpg 573w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"535\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12580\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12580\" class=\"wp-image-12580\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7-300x229.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7-80x60.jpg 80w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7-696x532.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-7-550x420.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>A droga n\u00e3o respeita fronteiras. O seu car\u00e1ter transnacional de amea\u00e7a significa que nenhum pa\u00eds pode fazer frente por si s\u00f3, o que necessita de a\u00e7\u00e3o integrativa para o combate eficaz e promo\u00e7\u00e3o da paz social. \u00c9 mister perturbar as rotas do tr\u00e1fico, buscar o desenvolvimento social cooperativo entre governos para estancar as redes poderosas do crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo inteiro se organiza por meio de coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua, mormente aderindo a Conven\u00e7\u00f5es e Tratados internacionais. O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU abordou a quest\u00e3o do tr\u00e1fico de drogas como uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Secret\u00e1rio Geral, Ban Ki-moon advertiu que&nbsp;<strong>\u201co tr\u00e1fico de drogas est\u00e1 se convertendo numa amea\u00e7a cada vez mais grave, que afeta todas as regi\u00f5es do mundo\u201d.&nbsp;<\/strong>Os Estados s\u00e3o chamados a fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o internacional, com base numa responsabilidade compartilhada de luta contra as drogas e atividades correlatas, como o tr\u00e1fico de armas e branqueamento de bens, praticados com alta tecnologia, geralmente em atividades organizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O crime organizado transnacional tem crescido a um ritmo sem precedentes nos \u00faltimos anos. Existem numerosos fatores para essa tend\u00eancia. A fragilidade da fiscaliza\u00e7\u00e3o na zona de fronteira \u00e9 um dos principais fatores, a exigir ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica de controle eficiente e otimiza\u00e7\u00e3o de recursos existentes e mais investimentos neste setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O com\u00e9rcio internacional aumento grandiosamente, e os controles internacionais de fronteiras diminu\u00edram, havendo um significativo aumento do tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas, de armas e de outras commodities. Colocam como respons\u00e1veis diretos o avan\u00e7o das telecomunica\u00e7\u00f5es, tecnologia das informa\u00e7\u00f5es, finan\u00e7as internacionais, o que tem facilitado, sobremaneira, a circula\u00e7\u00e3o de capitais e de informa\u00e7\u00f5es por meio de fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta feita, existem v\u00e1rios Tratados e Conven\u00e7\u00f5es Internacionais de coopera\u00e7\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o a tr\u00e1fico de drogas. A Conven\u00e7\u00e3o \u00danica sobre entorpecentes, de 1961, promulgada pelo Decreto n\u00ba 54.216\/64 e a Conven\u00e7\u00e3o sobre as subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas de Viena, de 1971, promulgada pelo Decreto n\u00ba 79.388\/77 s\u00e3o os principais instrumentos de coopera\u00e7\u00e3o internacional de combate ao narcotr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m por meio do Decreto n\u00ba 154 de 26 de junho de 1991, o Brasil promulgou a Conven\u00e7\u00e3o Contra o Tr\u00e1fico Il\u00edcito de Entorpecentes e Subst\u00e2ncias Psicotr\u00f3picas. Acerca desta Conven\u00e7\u00e3o, as partes se mostram profundamente preocupadas com a magnitude e a crescente tend\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o, da demanda e do tr\u00e1fico il\u00edcitos de entorpecentes e de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas, que representam uma grave amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade e ao bem-estar dos seres humanos e que t\u00eam efeitos nefastos sobre as bases econ\u00f4micas, culturais e pol\u00edticas da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>As partes reconhecem os v\u00ednculos que existem entre o tr\u00e1fico il\u00edcito e outras atividades criminosas organizadas, a ele relacionadas, que minam as economias l\u00edcitas de amea\u00e7am a estabilidade, a seguran\u00e7a e a soberania dos Estados. Reconhecem tamb\u00e9m que o tr\u00e1fico il\u00edcito \u00e9 uma atividade criminosa internacional, cuja supress\u00e3o exige aten\u00e7\u00e3o urgente e a mais alta prioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Conscientes de que o tr\u00e1fico il\u00edcito gera consider\u00e1veis rendimentos financeiros e grandes fortunas que permitem \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es criminosas transnacionais invadir, contaminar e corromper as estruturas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, as atividades comerciais e financeiras l\u00edcitas e a sociedade em todos os seus n\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Interessadas em eliminar as causas profundas do problema do uso indevido de entorpecentes e de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas, compreendendo a demanda il\u00edcita de tais drogas e subst\u00e2ncias e os enormes ganhos derivados do tr\u00e1fico il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que s\u00e3o necess\u00e1rias&nbsp;medidas para o controle de determinadas subst\u00e2ncias, tais como precursores, produtos qu\u00edmicos e solventes que s\u00e3o utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de entorpecentes e subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas e que, pela facilidade com que s\u00e3o obtidas, t\u00eam provocado um aumento da fabrica\u00e7\u00e3o clandestina dessas drogas e subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecendo a necessidade de fortalecer e complementar as medidas previstas na Conven\u00e7\u00e3o \u00danica de 1961 sobre Entorpecentes, emendada pelo Protocolo de 1972 de Modifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o \u00danica sobre Entorpecentes, de 1961, e na Conven\u00e7\u00e3o sobre Subst\u00e2ncias Psicotr\u00f3picas de 1971, a fim de enfrentar a magnitude e a expans\u00e3o do tr\u00e1fico il\u00edcito e suas graves consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecendo tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de fortalecer e intensificar os meios jur\u00eddicos efetivos para a coopera\u00e7\u00e3o internacional em mat\u00e9ria penal para suprimir as atividades criminosas internacionais do tr\u00e1fico il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.4&nbsp;Conven\u00e7\u00e3o para a Supress\u00e3o do Tr\u00e1fico de Pessoas e da Explora\u00e7\u00e3o da Prostitui\u00e7\u00e3o de Outrem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12581\" width=\"529\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9-696x696.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-9-420x420.jpg 420w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o aceita internacionalmente para tr\u00e1fico de pessoas encontra-se no Protocolo Adicional \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo \u00e0 Preven\u00e7\u00e3o, Repress\u00e3o e Puni\u00e7\u00e3o do Tr\u00e1fico de Pessoas, em especial de Mulheres e Crian\u00e7as (Palermo, 2000), instrumento j\u00e1 ratificado pelo governo brasileiro, pelo Decreto-lei n\u00ba. 5.017, de 12\/03\/2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o referido Protocolo, a express\u00e3o tr\u00e1fico de pessoas significa, <em>&#8220;o recrutamento, o transporte, a transfer\u00eancia, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo \u00e0 amea\u00e7a ou uso da for\u00e7a ou a outras formas de coa\u00e7\u00e3o, ao rapto, \u00e0 fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade ou \u00e0 entrega ou aceita\u00e7\u00e3o de pagamentos ou benef\u00edcios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de explora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.5 Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre o Cibercrime<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">A pr\u00e1tica do crime \u00e9 t\u00e3o antiga quanto a pr\u00f3pria humanidade. Mas o crime global, a forma\u00e7\u00e3o de redes entre poderosas organiza\u00e7\u00f5es criminosas e seus associados, com atividades compartilhadas em todo o planeta, constitui um novo fen\u00f4meno que afeta profundamente a economia no \u00e2mbito internacional e nacional, a pol\u00edtica, a seguran\u00e7a e, em \u00faltima an\u00e1lise, as sociedades em geral. CASTELLS, 2007, p. 203.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o veloz surgimento da inform\u00e1tica como canal de comunica\u00e7\u00e3o, passou-se a considerar um fato social relevante, fazendo necess\u00e1ria a interven\u00e7\u00e3o do Direito para estabelecer a seguran\u00e7a nessas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, com prote\u00e7\u00e3o integral dos bens jur\u00eddicos porventura lesionados. \u00c9 certo que a Inform\u00e1tica trouxe in\u00fameras conquistas para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, \u00e9 correto afirmar que tamb\u00e9m tem sido instrumento utilizado para a pr\u00e1tica de delitos, notadamente, crimes contra a honra, subtra\u00e7\u00e3o de senhas, crimes de estelionato, pornografia infantil, al\u00e9m de outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Conven\u00e7\u00e3o de Budapeste, de 23 de novembro de 2001, criada na Hungria, pelo Conselho da Europa veio trazer normas internacionais para coopera\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o \u00e0 criminalidade digital. Em vigor desde 2004, a Conven\u00e7\u00e3o de Budapeste \u00e9 um dos mais importantes instrumentos a lidar com aspectos penais substantivos, processuais e cooperativos no combate aos crimes cibern\u00e9ticos e envolve mais de 60 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Convictos da necessidade de prosseguir, com car\u00e1ter priorit\u00e1rio, uma pol\u00edtica criminal comum, com o objetivo de proteger a sociedade contra a criminalidade no ciberespa\u00e7o, designadamente, atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o adequada e da melhoria da coopera\u00e7\u00e3o internacional. Conscientes das profundas mudan\u00e7as provocadas pela digitaliza\u00e7\u00e3o, pela converg\u00eancia e pela globaliza\u00e7\u00e3o permanente das redes inform\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Preocupados com o risco de que as redes inform\u00e1ticas e a informa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, sejam igualmente utilizadas para cometer infra\u00e7\u00f5es criminais e de que as provas dessas infra\u00e7\u00f5es sejam armazenadas e transmitidas atrav\u00e9s dessas redes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Reconhecendo a necessidade de uma coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados e a ind\u00fastria privada no combate \u00e0 cibercriminalidade, bem como a necessidade de proteger os interesses leg\u00edtimos ligados ao uso e desenvolvimento das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acreditando que uma luta efetiva contra a cibercriminalidade requer uma coopera\u00e7\u00e3o internacional em mat\u00e9ria penal acrescida, r\u00e1pida e eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Relevante foi a publica\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00ba 9.637, de 26 de dezembro de 2018, que instituiu a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a da Informa\u00e7\u00e3o &#8211; PNSI, no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, com a finalidade de assegurar a disponibilidade, a integridade, a confidencialidade e a autenticidade da informa\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito nacional. A seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o abrange a seguran\u00e7a cibern\u00e9tica, a defesa cibern\u00e9tica, a seguran\u00e7a f\u00edsica e a prote\u00e7\u00e3o de dados organizacionais e as a\u00e7\u00f5es destinadas a assegurar a disponibilidade, a integridade, a confidencialidade e a autenticidade da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Decreto n\u00ba 10.222, de 05 de fevereiro de 2020, aprovou a Estrat\u00e9gia Nacional de Seguran\u00e7a Cibern\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Estrat\u00e9gia \u00e9 resultado de trabalho realizado por representantes de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, de entidades privadas, e do meio acad\u00eamico, que participaram de uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es t\u00e9cnicas, para debater v\u00e1rios aspectos da seguran\u00e7a cibern\u00e9tica. Ao considerar a vasta gama de assuntos, esses representantes foram divididos em tr\u00eas subgrupos, constitu\u00eddos do seguinte modo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subgrupo 1 &#8211;<\/strong> governan\u00e7a cibern\u00e9tica, dimens\u00e3o normativa, pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, dimens\u00e3o internacional e parcerias estrat\u00e9gicas;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subgrupo 2 &#8211;<\/strong> confian\u00e7a digital e preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as cibern\u00e9ticas; e<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subgrupo 3 &#8211;<\/strong> prote\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica &#8211; prote\u00e7\u00e3o do Governo e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s infraestruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>A tipifica\u00e7\u00e3o do crime digital se deu com grande \u00eanfase com a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.737, de 30 de novembro de 2012, denominada de Lei Carolina Dieckmann, que criou o artigo 154-A do C\u00f3digo Penal, com o nome de invas\u00e3o de dispositivo inform\u00e1tico, cuja conduta criminosa consiste em invadir dispositivo inform\u00e1tico alheio, conectado ou n\u00e3o \u00e0 rede de computadores, mediante viola\u00e7\u00e3o indevida de mecanismo de seguran\u00e7a e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informa\u00e7\u00f5es sem autoriza\u00e7\u00e3o expressa ou t\u00e1cita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem il\u00edcita, com pena de deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 1 (um) ano, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.6 Da Conven\u00e7\u00e3o sobre Preven\u00e7\u00e3o e Repress\u00e3o ao crime de Corrup\u00e7\u00e3o &#8211; Conven\u00e7\u00e3o de M\u00e9rida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra a Corrup\u00e7\u00e3o, adotada pela Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 31 de outubro de 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a Conven\u00e7\u00e3o de M\u00e9rida foi ratificada pelo Brasil por meio do Decreto n\u00ba 5687, de 31 de janeiro de 2006, se comprometendo a combater a corrup\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, conforme enunciados da Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as partes s\u00e3o convencidas de que a corrup\u00e7\u00e3o solapa a legitimidade das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e atenta contra a sociedade, a ordem moral e a justi\u00e7a, bem como contra o desenvolvimento integral dos povos, consideram que a democracia representativa, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a estabilidade, a paz e o desenvolvimento da regi\u00e3o, exige, por sua pr\u00f3pria natureza, o combate a toda forma de corrup\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e aos atos de corrup\u00e7\u00e3o especificamente vinculados a seu exerc\u00edcio. S\u00e3o persuadidas de que o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o refor\u00e7a as institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e evita distor\u00e7\u00f5es na economia, v\u00edcios na gest\u00e3o p\u00fablica e deteriora\u00e7\u00e3o da moral social. E por fim decidem a envidar todos os esfor\u00e7os para prevenir, detectar, punir e erradicar a corrup\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e nos atos de corrup\u00e7\u00e3o especificamente vinculados a seu exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.7 Do Acordo bilateral entre Brasil e Espanha no combate ao crime de Corrup\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante as aulas ministradas no curso de Especializa\u00e7\u00e3o em combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o da Universidad DSalamanca, na Espanha, em janeiro de 2017, o excelso&nbsp;<strong>professor Jos\u00e9 de La Mata Amaya<\/strong>, discorreu sobre as caracter\u00edsticas na nova corrup\u00e7\u00e3o, em especial, sobre a complexidade na tomada de decis\u00f5es, o mecanismo empregado&nbsp;para evitar a descoberta do crime, a tem\u00e1tica dos assessores legais e financeiros, o envolvimento com o crime organizado, a profunda vincula\u00e7\u00e3o com a economia globalizada e vincula\u00e7\u00e3o com outras formas de delinqu\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Informou sobre as regras b\u00e1sicas contra a corrup\u00e7\u00e3o, como recomenda\u00e7\u00f5es para servidores p\u00fablicos e partidos pol\u00edticos, introdu\u00e7\u00e3o de regras de rela\u00e7\u00e3o entre parlamentares e grupos de press\u00e3o, c\u00f3digo de conduta parlamentar sobre preven\u00e7\u00e3o de interesses presentes e interesses financeiros e marco legislativo uniforme e coerente para golpear o cora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico da delinqu\u00eancia organizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca dos elementos centrais, o maestro discorreu sobre a necessidade de leis corretas e eficiente na defini\u00e7\u00e3o dos tipos penais, a cria\u00e7\u00e3o de penas adequadas, eficazes, dissuas\u00f3rias e efetivas, uma investiga\u00e7\u00e3o coordenada, minuciosa e efetiva, nos moldes de uma empresa, sobretudo na conjuga\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os entre pessoas, meios, organiza\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias, a execu\u00e7\u00e3o efetiva que fortale\u00e7a a preven\u00e7\u00e3o geral e especial, confiscat\u00f3ria de benef\u00edcios, a exist\u00eancia de um processo eficaz e sobre a premente necessidade da coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante a esse aspecto, torna-se relevante citar o Acordo Bilateral entre Brasil e Espanha, celebrado em 2016, para a troca de informa\u00e7\u00f5es para o combate a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) e o Instituto de Estudos Fiscais da Espanha (IFA) assinaram no ano passado em Bras\u00edlia, acordo de coopera\u00e7\u00e3o para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos sobre controle, finan\u00e7as, informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, transpar\u00eancia e correi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A parceria foi firmada pelo secret\u00e1rio-executivo da CGU, Carlos Higino, e pelo diretor-geral do IFA, Jos\u00e9 \u00c1lvarez.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o documento, as institui\u00e7\u00f5es devem desenvolver atividades como: realiza\u00e7\u00e3o de semin\u00e1rios, cursos e programas de especializa\u00e7\u00e3o; promo\u00e7\u00e3o de pesquisas e publica\u00e7\u00f5es; realiza\u00e7\u00e3o de viagens de estudo; troca de conhecimentos e apoio em assuntos de interesses; entre outros. O acordo n\u00e3o implica transfer\u00eancia de recursos financeiros nem pagamento de contrapresta\u00e7\u00f5es entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>A parceria Brasil-Espanha tem ocorrido h\u00e1 v\u00e1rios anos entre os pa\u00edses. J\u00e1 foi firmado, por exemplo, acordo com a Universidade de Salamanca para criar a\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, como mestrado e doutorado na institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, tamb\u00e9m ocorreu semin\u00e1rio internacional entre os pa\u00edses para discutir estrat\u00e9gias e metodologias na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.8 Da Legisla\u00e7\u00e3o Hispano-Brasileiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Espanha prev\u00ea em seu C\u00f3digo Penal, com a reforma de 2015, os crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, suborno, corrup\u00e7\u00e3o privada e terrorismo, enquanto o Brasil prev\u00ea somente a corrup\u00e7\u00e3o passiva e ativa, respectivamente, nos artigos 317 e 333 do C\u00f3digo Penal de 1940.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez o crime de organiza\u00e7\u00e3o criminosa foi recentemente previsto na Lei n\u00ba 12.850\/2013, e o crime de terrorismo teve sua cria\u00e7\u00e3o levado a efeito pela Lei n\u00ba 13.260\/2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Com grande vi\u00e9s acad\u00eamico, os professores Nicol\u00e1s Rodr\u00edguez Garc\u00eda e Eduardo A. Fabi\u00e1n Caparr\u00f3s coordenaram a obra&nbsp;<strong>LA CORRUPCI\u00d3N EM UM MUNDO GLOBALIZADO: An\u00e1lisis Interdisciplinar<\/strong>, que apresenta riqueza did\u00e1tica e conte\u00fado importante ao combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o no mundo globalizado, com \u00eanfase na corrup\u00e7\u00e3o p\u00fablico e privada, ou ainda de servidores estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m de fazer parte na coordena\u00e7\u00e3o dos trabalhos, o excelso professor Eduardo Caparr\u00f3s disserta com brilhantismo sobre corrup\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos estrangeiros e internacionais &#8211; anota\u00e7\u00f5es para um direito penal globalizado, a partir da p\u00e1gina 227 da obra citada em ep\u00edgrafe, pontuando:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8230; El d\u00eda 17 de diciembre de 1997, la OCDE aprob\u00f3 la Convenci\u00f3n sobre Soborno de Funcionarios Publicos Extranjeros em las Transacciones Comerciales Internacionales&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">&#8220;&#8230; La Convenci\u00f3n fue ratificada por Espa\u00f1a em 14 de enero de 2000. Dos d\u00edas antes, el BOE public\u00f3 la Ley Org\u00e1nica 3\/2000, de 11 de enero, de modificaci\u00f3n de la Ley Org\u00e1nica 10\/1995, de 23 de noviembre, del C\u00f3digo Penal, em materia de lucha contra la corrupcci\u00f3n de agentes p\u00fablicos extranjeros en las transaciones comerciales internacionales, por la que se introdujo el art. 445 bis en el citado cuerpo legal. Se trata de um precepto controvertido, de cuestionada naturaleza jur\u00eddica, pero que nos&nbsp;emplaza ante los nuevos perfiles de un fen\u00f3meno que trasciende m\u00e1s all\u00e1 del mero atentado al correto funcionamiento de la Administraci\u00f3n P\u00fablica&#8230; (FABI\u00c1N CAPARR\u00d3S, 2004)<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Brasil, somente em 2002, por meio da Lei n\u00ba 10.467\/2002, criou o&nbsp; II-A, na estrutura do C\u00f3digo Penal p\u00e1trio, instituindo-se os crimes praticados por particulares contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica estrangeira, artigo 337-b, corrup\u00e7\u00e3o ativa em transa\u00e7\u00e3o comercial internacional, consistente em prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a funcion\u00e1rio p\u00fablico estrangeiro, ou a terceira pessoa, para determin\u00e1-lo a praticar, omitir ou retardar ato de of\u00edcio relacionado \u00e0 transa\u00e7\u00e3o comercial internacional, com pena de reclus\u00e3o, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se, claramente, que as novas modalidades de corrup\u00e7\u00e3o como a privada, prevista na legisla\u00e7\u00e3o espanhola, e ainda, sem previs\u00e3o na lei brasileira, exige-se manobras investigativas nos moldes de uma empresa, com destaque para os atores incumbidos dos trabalhos de esclarecimento, al\u00e9m estrat\u00e9gias no combate, notadamente, na coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. DICOTOMIA DO PODER DE MANDO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O poder de mando ou de domina\u00e7\u00e3o resulta de dupla configura\u00e7\u00e3o. Num primeiro momento este poder \u00e9 resultado da forma\u00e7\u00e3o do Estado de direito, onde as Institui\u00e7\u00f5es ortodoxas se estabelecem com a fun\u00e7\u00e3o primordial de cumprir as fun\u00e7\u00f5es delegadas pelo povo, num modelo de estado de direito, tendo por objetivo a realiza\u00e7\u00e3o dos interesses da sociedade. Noutra vertente, aparece outro poder de mando, atuando \u00e0s margens das leis, paralelamente ao poder de dom\u00ednio leg\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto ocorre porque o poder dominante leg\u00edtimo n\u00e3o cumpre com fidelidade as suas fun\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-sociais, dando abertura para o surgimento de outras estruturas marginais, o que se denomina de poder paralelo, concorrendo com as for\u00e7as estatais, muita das vezes com maior cobertura social, como ocorre com o nascimento do crime organizado nas comunidades subnormais, \u00e0s vezes dando maior import\u00e2ncia aos grupos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina tem dividido essas organiza\u00e7\u00f5es criminosas em duas cores. O crime organizado proveniente do colarinho azul e o crime organizado do colarinho branco.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.1 Crime de colarinho branco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi difundido a partir de 1939 pelo soci\u00f3logo americano Edwin Sutherland, o termo&nbsp;crimes do colarinho branco ou&nbsp;white collar crime&nbsp;alude a <em>\u201ccrime&nbsp;cometido por uma pessoa de respeitabilidade e elevado&nbsp;status&nbsp;social em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas ocupa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3.2 Crime de Colarinho azul.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, pode-se afirmar que os crimes do colarinho azul ou&nbsp;blue collar crime&nbsp;s\u00e3o&nbsp;os praticados geralmente por pessoas economicamente menos favorecidas, como furto, roubo, estelionato etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A alus\u00e3o ao colarinho azul deve-se \u00e0&nbsp;cor da gola do macac\u00e3o dos oper\u00e1rios e trabalhadores de f\u00e1bricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os oper\u00e1rios eram chamados de&nbsp;blue-collar&nbsp;(colarinho azul) em raz\u00e3o da cor dos uniformes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os executivos, por sua vez, n\u00e3o usavam macac\u00f5es azuis, por\u00e9m camisas brancas, com colarinhos da mesma cor, raz\u00e3o por que Sutherland op\u00f4s \u00e0 criminalidade dos pobres (blue collar) a&nbsp;white-collar criminality.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. DO OBJETO DO CRIME ORGANIZADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.1 Crime organizado para o Narcotr\u00e1fico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Toda discuss\u00e3o em torno da criminalidade no mundo passa, necessariamente, pela pol\u00edtica de enfrentamento e combate \u00e0s grandes organiza\u00e7\u00f5es criminosas constitu\u00eddas para o com\u00e9rcio&nbsp;il\u00edcito de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que o tr\u00e1fico de drogas fomenta v\u00e1rios outros crimes, como homic\u00eddio, furto, roubo, lavagem de dinheiro, al\u00e9m de outros, respons\u00e1vel por elevar os \u00edndices da chamada criminalidade violenta no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, conforme estat\u00edstica divulgada recentemente, diariamente, s\u00e3o assassinadas no Brasil, perto de 160 pessoas, um montante de 58.400 mil homic\u00eddios por ano, sendo que o tr\u00e1fico de drogas representa, sem d\u00favidas, uma das principais causas motivadoras desses crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>O crime de tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas \u00e9 previsto no artigo 33 da Lei n\u00ba 11.343\/2006, cuja pena prevista \u00e9 de reclus\u00e3o de 05 a 15 anos, al\u00e9m de multa de 500 a 1500 dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de crime comum, que pode ser praticado por qualquer pessoa, n\u00e3o se exigindo qualidade especial do autor do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 crime equiparado a hediondo, inafian\u00e7\u00e1vel e insuscet\u00edvel de gra\u00e7a ou anistia, conforme artigo 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.2 Crime organizado para a corrup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos crimes praticados por funcion\u00e1rio p\u00fablico contra a administra\u00e7\u00e3o em geral. A pena prevista para este crime de corrup\u00e7\u00e3o passiva \u00e9 de reclus\u00e3o, de dois a doze anos, e multa. \u00c9 bom frisar que o crime se caracteriza pela solicita\u00e7\u00e3o ou recebimento, para si ou para outrem, direta&nbsp;ou indiretamente, ainda que fora da fun\u00e7\u00e3o, ou antes, de assumi-la, mas em raz\u00e3o dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A pena \u00e9 aumentada de um ter\u00e7o, se, em consequ\u00eancia da vantagem ou promessa, o funcion\u00e1rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de of\u00edcio ou o pratica infringindo dever funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o funcion\u00e1rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de of\u00edcio, com infra\u00e7\u00e3o de dever funcional, cedendo a pedido ou influ\u00eancia de outrem, a pena \u00e9 de deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano, ou multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sujeito ativo \u00e9 o funcion\u00e1rio p\u00fablico. Comete o crime n\u00e3o s\u00f3 o agente afastado de sua fun\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m aquele que ainda n\u00e3o a assumiu. Sujeito passivo, \u00e9 o Estado, titular do bem jur\u00eddico penalmente tutelado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indispens\u00e1vel para a caracteriza\u00e7\u00e3o do il\u00edcito em estudo que a pr\u00e1tica do ato tenha rela\u00e7\u00e3o com a fun\u00e7\u00e3o do sujeito ativo. O objeto do il\u00edcito \u00e9 a vantagem indevida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.3 Crime organizado para o Terrorismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de m\u00faltiplos enfoques busca-se a origem do terrorismo no mundo. Assim, segundo alfarr\u00e1bios hist\u00f3ricos, o terrorismo foi registrado nos prim\u00f3rdios na Gr\u00e9cia Antiga.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 registros de terrorismo no Imp\u00e9rio Russo quando radicais tentaram depor o czar Alexandre II.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o do terrorismo teria sido colocado em pauta pela primeira vez na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1972, que consagraram os enfoques jur\u00eddico e pol\u00edtico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 registros dando conta que em 1985 teria havido a primeira condena\u00e7\u00e3o do terrorismo por consenso, que passou a prevalecer o enfoque jur\u00eddico, deixando de ser legitimado por meras motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1994, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 49\/60 repudia o terrorismo e convoca os Estados \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o internacional. As causas pol\u00edticas n\u00e3o s\u00e3o sequer mencionadas, um abandono total do enfoque pol\u00edtico dos anos 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas talvez o \u00e1pice das discuss\u00f5es mundiais se deu no ataque aos Estados Unidos de 11 de setembro de 2001, com agress\u00f5es \u00e0s torres g\u00eameas o que provocou a morte de milhares de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, o ataque \u00e0 Casa de Show em Paris, na Fran\u00e7a, em meio a uma crise de refugiados na europa, tamb\u00e9m reacenderam as discuss\u00f5es sobre o terrorismo.<\/p>\n\n\n\n<p>E agora mais recente, mar\u00e7o de 2016, os ataques terroristas em Bruxelas, na B\u00e9lgica, chamando a aten\u00e7\u00e3o da comunidade internacional acerca do perigo que a\u00e7\u00f5es terroristas representam para o mundo moderno.<\/p>\n\n\n\n<p>Num passado muito recente o Brasil foi sede da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es, em 2013 e em 2014, sediou a Copa do Mundo de Futebol.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas de agosto de 2016, o Brasil sediou os Jogos Ol\u00edmpicos, o que contou com a presen\u00e7a de turistas de todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A doutrina costuma dividir os diversos tipos de terrorismo em pelo menos cinco modalidades, a saber:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211;&nbsp;<strong>Terrorismo f\u00edsico<\/strong>&nbsp;&#8211; Caracterizando pelo uso de grave amea\u00e7a, sev\u00edcias, viol\u00eancia, assassinato e tortura para impor seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211;&nbsp;<strong>Terrorismo psicol\u00f3gico<\/strong>&nbsp;&#8211; \u00c9 configurado por meio de indu\u00e7\u00e3o do medo e do terror com a&nbsp;divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias em benef\u00edcio pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211;&nbsp;<strong>Terrorismo de Estado.<\/strong>&nbsp;&#8211; Muito utilizado no Brasil, em especial no governo atual, constituindo-se num recurso usado por governos ou grupos para manipular uma popula\u00e7\u00e3o conforme seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211;&nbsp;<strong>Terrorismo econ\u00f4mico<\/strong>&nbsp;&#8211; Subjugar economicamente uma popula\u00e7\u00e3o por conveni\u00eancia pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211;&nbsp;<strong>Terrorismo religioso<\/strong>&nbsp;&#8211; Quando o incentivo do terrorismo vem de alguma religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em sua obra Cooperaci\u00f3n Penal Internacional, En la del terrorismo, o professor&nbsp;Ramiro Anzit Guerrero, aduz que:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Las instituciones Internacionales est\u00e1n estrechamente ligadas a momentos cr\u00edticos de la hist\u00f3ria en los cuales se hizo imprescindible un cambio en orden mundial. Estos c\u00e2mbios de orden estuvieron enlazados a la finalizaci\u00f3n de grandes contiendas b\u00e9licas (Ej. 1919, 1945), las cuales obligaron a reedificar las estructuras sobre las que se ven\u00edan dessarrollando, hasta ese momento, las relaciones entre los Estados. (GUERREIRO, 2009)<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 recentemente o Brasil n\u00e3o tinha tipificado o crime de terrorismo. Depois de 28(vinte e oito) anos de promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de 1988, o legislador enfim, edita a Lei sobre Terrorismo no Brasil. Projeto de Lei n\u00ba 2016-F de 2015, de autoria do Poder Executivo, transformado em Lei n\u00ba 13.260, de 16 de mar\u00e7o de 2016, regulamentou&nbsp; o disposto no inciso XLIII do art. 5o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, disciplinando o terrorismo, tratando de disposi\u00e7\u00f5es investigat\u00f3rias e processuais e reformulando o conceito de organiza\u00e7\u00e3o terrorista, e por fim altera as Leis nos 7.960, de 21 de dezembro de 1989, e N\u00ba 12.850, de 2 de agosto de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei entrou em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o. A lei foi publicada no dia 17 de mar\u00e7o de 2016, mas houve retifica\u00e7\u00e3o no dia 18 de mar\u00e7o de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma lei composta exatamente por 20(vinte) artigos. As condutas criminosas s\u00e3o definidas a partir do artigo 2\u00ba da lei, com uma estrutura t\u00edpica diferente de tudo que assistimos na produ\u00e7\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O caput do artigo 2\u00ba nos fornece um conceito aberto de terrorismo, naquilo que chamamos de conceito aut\u00eantico contextual, mas ao mesmo tempo eleva o conceito \u00e0 categoria de crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o art. 2\u00ba informa que terrorismo consiste na pr\u00e1tica por um ou mais indiv\u00edduos dos atos previstos neste artigo, por raz\u00f5es de xenofobia, discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia e religi\u00e3o, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrim\u00f4nio, a paz p\u00fablica ou a incolumidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria constitucionalista do tipo n\u00e3o se recomenda a constru\u00e7\u00e3o de tipos penais abertos, dependentes de valora\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, sob pena de causar inseguran\u00e7a jur\u00eddica e ferir os princ\u00edpios da taxatividade e da reserva legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o custa nada perguntar. O que constitui terror social? Esse terror social deve ter uma abrang\u00eancia? Qual seria a abrang\u00eancia? Seria uma abrang\u00eancia municipal, estadual ou federal?<\/p>\n\n\n\n<p>Parece-nos que o terror social pode ser tamb\u00e9m generalizado. O conceito aqui n\u00e3o \u00e9 ligado por uma conjun\u00e7\u00e3o aditiva, mas alternativa, de forma se o terror n\u00e3o for social ele pode ser generalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui o legislador brinca com a liberdade das pessoas, brinca com os ingredientes da tipicidade e com a Lei Complementar n\u00ba 95\/98, que diz respeito a rigorosa observ\u00e2ncia da t\u00e9cnica legislativa. O artigo \u00a7 1\u00ba, 2\u00ba, conceitua atos de terrorismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Destarte, s\u00e3o atos de terrorismo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; usar ou amea\u00e7ar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases t\u00f3xicos, venenos, conte\u00fados biol\u00f3gicos, qu\u00edmicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destrui\u00e7\u00e3o em massa;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com viol\u00eancia, grave amea\u00e7a a pessoa ou servindo-se de mecanismos cibern\u00e9ticos, do controle total ou parcial, ainda que de modo tempor\u00e1rio, de meio de comunica\u00e7\u00e3o ou de transporte, de portos, aeroportos, esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias ou rodovi\u00e1rias, hospitais, casas de sa\u00fade, escolas, est\u00e1dios esportivos, instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou locais onde funcionem servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, instala\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o de energia, instala\u00e7\u00f5es militares, instala\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o, refino e processamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s e institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias e sua rede de atendimento;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>III &#8211; atentar contra a vida ou a integridade f\u00edsica de pessoa:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pena \u00e9 de reclus\u00e3o, de doze a trinta anos, al\u00e9m das san\u00e7\u00f5es correspondentes \u00e0 amea\u00e7a ou \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00a7 1\u00ba, o legislador surpreendeu com sua f\u00e9rtil capacidade de cria\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pune exemplarmente com pena de doze a trinta anos de reclus\u00e3o, a mesma para os casos de homic\u00eddio qualificado, artigo 121, \u00a7 2\u00ba, do CP, o crime de amea\u00e7a de uso ou posse de explosivos, gases t\u00f3xicos, venenos, conte\u00fados biol\u00f3gicos, qu\u00edmicos, nucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>E depois ainda colocou um conte\u00fado anal\u00f3gico, ou outros meios capazes de causar danos ou promover destrui\u00e7\u00e3o em massa. O que seria destrui\u00e7\u00e3o em massa. Duas, tr\u00eas, quatro, cinco mil pessoas? Considerando que o artigo 2\u00ba se refere a pessoas, patrim\u00f4nio, paz p\u00fablica ou incolumidade, se a explos\u00e3o efetiva causar destrui\u00e7\u00e3o de seis casas, o que de terrorismo estaria caracterizado? Considerando a pena de 30 anos, seriam cinco anos para cada casa destru\u00edda?<\/p>\n\n\n\n<p>O inciso IV traz diversas figuras t\u00edpicas de sabotagem e apoderamento com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a a pessoa, inclusive servindo-se de mecanismos cibern\u00e9ticos, total ou parcial, de instala\u00e7\u00f5es e outras servi\u00e7os essenciais, tamb\u00e9m comportamentos abertos a exigir a influ\u00eancia decisiva da hermen\u00eautica constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o inciso V, diz respeito ao atentando contra a vida ou a integridade f\u00edsica de pessoa. \u00c9 o chamado na doutrina de crime de atentado, a n\u00e3o suportar a figura da forma tentada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar o artigo 2\u00ba, tem-se a conduta n\u00e3o criminosa no \u00a7 2\u00ba, do comportamento individual ou coletiva de pessoas em manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por prop\u00f3sitos sociais ou reivindicat\u00f3rios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem preju\u00edzo da tipifica\u00e7\u00e3o penal contida em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que se um terrorista aproveitar-se dessas oportunidades de movimentos sociais para impor seu atos terroristas, estaria ele inume da Lei Antiterrorista?&nbsp; Ser\u00e1 poss\u00edvel responder somente pelos atos excessivos praticados durante uma manifesta\u00e7\u00e3o, ainda que tivesse dolo de praticar atos terroristas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Passaremos ao estudo do artigo 3\u00ba da lei em comento. Temos a seguinte reda\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba Promover, constituir, integrar ou prestar aux\u00edlio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organiza\u00e7\u00e3o terrorista:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> reclus\u00e3o, de cinco a oito anos, e multa. (BRASIL. Lei n\u00ba 13.260, de 16 de mar\u00e7o de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>O crime do artigo 3\u00ba \u00e9 classificado como crime plurinuclear, por formado por 04(quatro) verbos, promover, constituir, integrar e prestar aux\u00edlio. Trata-se de crime doloso, plurissubsistente, admite-se a tentativa, de conte\u00fado normativo quando se refere a organiza\u00e7\u00e3o terrorista, porque ainda n\u00e3o houve defini\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de o que constituiria organiza\u00e7\u00e3o terrorista. A pena \u00e9 cumulativa. Reclus\u00e3o de cinco a oito anos al\u00e9m de multa, sem defini\u00e7\u00e3o do seu valor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O artigo 4\u00ba foi vetado. Desta forma passaremos ao estudo do esquisito artigo 5\u00ba, que traz mais uma vez para a Ci\u00eancia Penal a incrimina\u00e7\u00e3o dos atos preparat\u00f3rios punindo-os como crimes. Vejamos a reda\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 5\u00ba Realizar atos preparat\u00f3rios de terrorismo com o prop\u00f3sito inequ\u00edvoco de consumar tal delito:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pena &#8211;<\/strong> a correspondente ao delito consumado, diminu\u00edda de um quarto at\u00e9 a metade. (BRASIL. Lei n\u00ba 13.260, de 16 de mar\u00e7o de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum no Brasil a puni\u00e7\u00e3o dos atos de execu\u00e7\u00e3o no seu in\u00edcio, chamados crimes de atentado.<\/p>\n\n\n\n<p>A puni\u00e7\u00e3o de atos preparat\u00f3rios como crime aut\u00f4nomo \u00e9 caracterizado no artigo 5\u00ba da Lei Antiterrorista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.4 Crime organizado para o tr\u00e1fico de pessoas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tr\u00e1fico de pessoas, tr\u00e1fico de seres humanos ou, simplesmente TSH \u00e9 um tipo de tr\u00e1fico que tem como objetivo a transfer\u00eancia de pessoas de um lugar a outro, dentro do pa\u00eds ou n\u00e3o. Pode acontecer tanto legal, como ilegalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente no Brasil, o tr\u00e1fico de pessoas \u00e9 maior fonte de renda, superando o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas e do tr\u00e1fico de armas movimentando, aproximadamente, 32 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, segundo dados do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).<\/p>\n\n\n\n<p>A maior incid\u00eancia do tr\u00e1fico internacional de brasileiros ou brasileiras \u00e9 para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o Penal brasileira recentemente modificou a sua tem\u00e1tica por meio da Lei n\u00ba 12.015 de 2009, com redesenho do antigo T\u00edtulo dos crimes contra os costumes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o t\u00edtulo VI passou a tratar dos crimes contra a dignidade sexual, e especificamente no&nbsp;V, passou a tratar do lenoc\u00ednio e do tr\u00e1fico de pessoa para fim de prostitui\u00e7\u00e3o ou outra forma explora\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 231 do C\u00f3digo Penal j\u00e1 havia sido modificado pela Lei n\u00ba 11.106\/2005, e define o crime de tr\u00e1fico internacional de pessoas para fim de prostitui\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por fim, o delito de tr\u00e1fico de pessoas passou a ser tratado no T\u00edtulo dos Crimes contra a Pessoa, especificamente, no artigo 149-A, do C\u00f3digo Penal, com nova reda\u00e7\u00e3o determinada pela Lei n\u00ba 13.344, de 2016, traduzido pela conduta de a<\/strong><strong>genciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante grave amea\u00e7a, viol\u00eancia, coa\u00e7\u00e3o, fraude ou abuso, com a finalidade de:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">I &#8211; remover-lhe \u00f3rg\u00e3os, tecidos ou partes do corpo;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">II &#8211; submet\u00ea-la a trabalho em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 de escravo;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">III &#8211; submet\u00ea-la a qualquer tipo de servid\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">IV &#8211; ado\u00e7\u00e3o ilegal; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">V &#8211; explora\u00e7\u00e3o sexual.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pena para este tipo de delito \u00e9 de reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, aumentada de um ter\u00e7o at\u00e9 a metade se o crime for cometido por funcion\u00e1rio p\u00fablico no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es ou a pretexto de exerc\u00ea-las, de o crime for cometido contra crian\u00e7a, adolescente ou pessoa idosa ou com defici\u00eancia, se o agente se prevalecer de rela\u00e7\u00f5es de parentesco, dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o, de hospitalidade, de depend\u00eancia econ\u00f4mica, de autoridade ou de superioridade hier\u00e1rquica inerente ao exerc\u00edcio de emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o, e ainda se a v\u00edtima do tr\u00e1fico de pessoas for retirada do territ\u00f3rio nacional. A pena \u00e9 reduzida de um a dois ter\u00e7os se o agente for prim\u00e1rio e n\u00e3o integrar organiza\u00e7\u00e3o criminosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.5 Crime organizado para a Pirataria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o de Berna \u00e9 o documento jur\u00eddico da tutela internacional dos direitos autorais, com destaque a aten\u00e7\u00e3o dispensada aos valores da personalidade. Oficializada em 09 de setembro de 1886, estabeleceu o padr\u00e3o sobre Direitos Autorais, ao harmonizar a prote\u00e7\u00e3o de obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas e cient\u00edficas no plano internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, aderiu atrav\u00e9s da Lei n\u00ba 2.738, de 4 de janeiro de 1913, atualmente incorporada pelo Decreto n\u00ba 75.699, de 05\/05\/1975.<\/p>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 29 de outubro de 1971, visa proteger os produtores fonogr\u00e1ficos contra a reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada. \u00c9 conhecida como a Conven\u00e7\u00e3o antipirataria da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. O Brasil tornou-se signat\u00e1rio em 24 de dezembro de 1975, atrav\u00e9s do Decreto n\u00ba 76.909.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira pune a conduta de viola\u00e7\u00e3o aos direitos autorais no artigo 184 do C\u00f3digo Penal que define os crimes contra a propriedade imaterial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. ORGANIZA\u00c7\u00d5ES CRIMINOSAS INTERNACIONAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crime organizado n\u00e3o constitui pesadelo para apenas algumas ou poucas Na\u00e7\u00f5es, pois o mundo inteiro sofre com suas a\u00e7\u00f5es agressivas e nocivas ao bem social.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada Na\u00e7\u00e3o tem sua hist\u00f3ria e sua dor de cabe\u00e7a com o crime organizado, a depender do enfrentamento legal e da seriedade com que as autoridades encaram o dif\u00edcil desafio de prevenir e combater as a\u00e7\u00f5es delet\u00e9rias das quadrilhas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que o \u00eaxito do combate depende tamb\u00e9m da credibilidade e acerto de condutas das autoridades que exercem o poder de mando.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem pretens\u00e3o exaustiva, abordarem neste espa\u00e7o as principais organiza\u00e7\u00f5es criminosas no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, para fins did\u00e1ticos, abordaremos as tr\u00eas principais organiza\u00e7\u00f5es criminosas do mundo, a saber:&nbsp; as Tr\u00edades Chinesas, a Yakuza e a Cosa Nostra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.1 As Tr\u00edades Chinesas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, uma das mais antigas organiza\u00e7\u00f5es criminosas que se tem not\u00edcia se instalou na China. Assim, as Tr\u00edades chinesas remontam ao ano de 1644, quando o imp\u00e9rio Ming foi invadido e uma movimenta\u00e7\u00e3o popular organizou-se a fim de expulsar os invasores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.2 A Yakuza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo do Jap\u00e3o feudal, por volta do s\u00e9culo XVIII, a explora\u00e7\u00e3o de atividades il\u00edcitas se constitu\u00eda num neg\u00f3cio rent\u00e1vel, a exemplo dos cassinos, dos prost\u00edbulos, do tr\u00e1fico de mulheres, do turismo pornogr\u00e1fico, das drogas, armas, lavagem de dinheiro, al\u00e9m de outros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge uma das organiza\u00e7\u00f5es mais conhecidas do mundo, a Yakuza, que al\u00e9m das atividades proibidas, possuem neg\u00f3cios legalizados, como: cinemas, teatros, eventos esportivos, tudo isso para escapar da fiscaliza\u00e7\u00e3o do Estado e anunciar seus outros empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro momento, em que o Jap\u00e3o est\u00e1 em pleno desenvolvimento industrial, os componentes da Yakuza, chantageadores profissionais, aproveitam-se da cultura japonesa da sociedade ser muito moralistas, come\u00e7am a praticar a denominada chantagem corporativa, que funcionava da seguinte forma: um agente da organiza\u00e7\u00e3o criminosa se infiltrava nas empresas, adquirindo a\u00e7\u00f5es e conhecendo do seu funcionamento, exigiam lucros excessivos para n\u00e3o revelarem os segredos da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.3 A Cosa Nostra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Cosa Nostra \u00e9 uma sociedade criminosa secreta que se desenvolveu na primeira metade do s\u00e9culo XIX na regi\u00e3o da Sic\u00edlia, It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cosa Nostra significa &#8220;Coisa nossa&#8221; &#8220;Assunto nosso&#8221; ou &#8220;Nosso assunto&#8221;. A Cosa Nostra tamb\u00e9m se desenvolveu na costa Leste dos Estados Unidos e na Austr\u00e1lia no final do s\u00e9culo XIX, seguindo as ondas de imigrantes do sul da It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Paolo Pezzino[1] &#8220;[&#8230;] a M\u00e1fia \u00e9 um tipo de crime organizado n\u00e3o apenas ativo em v\u00e1rios campos ilegais, mas tamb\u00e9m com tend\u00eancias a exercer fun\u00e7\u00f5es soberanas &#8211; normalmente pertencentes a autoridades p\u00fablicas &#8211; sobre um territ\u00f3rio espec\u00edfico [&#8230;]&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.4 A Camorra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o criminosa denominada Camorra provem do s\u00e9culo XVII, para indicar precipuamente atividades ilegais relacionadas com jogos de azar.<\/p>\n\n\n\n<p>O aparecimento do termo em um documento oficial do&nbsp;Reino de N\u00e1poles, em&nbsp;1735, numa esp\u00e9cie de&nbsp;imposto sobre o jogo,&nbsp;a pagar aos que protegiam as instala\u00e7\u00f5es para o jogo, o risco de disputas e rixas.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a sua complexidade, foi objeto de estudos e livros. Trata-se de uma organiza\u00e7\u00e3o de origem urbana, respons\u00e1vel pelo controle territorial, em virtude de uma rede de informantes e colaboradores atuantes junto \u00e0s classes menos desfavorecidas da It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>A rede criminosa \u00e9 constitu\u00edda por informantes, colaboradores e filiados. Conforme se afirmou alhures, entre os crimes praticados pelo grupo, podem ser relacionados ao jogo clandestino, monop\u00f3lio da produ\u00e7\u00e3o de cimento em Camp\u00e2nia (regi\u00e3o sul da It\u00e1lia), fraude na importa\u00e7\u00e3o de carne, tr\u00e1fico de drogas, contrabando de cigarros, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Reafirma-se que ao contr\u00e1rio da M\u00e1fia Siciliana, de origem rural, a Camorra \u00e9 de origem urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diferen\u00e7a entre a Camorra e a M\u00e1fia Siciliana est\u00e1 no ponto de vista organizacional, enquanto a primeira mant\u00e9m seus grupos unificados, a Camorra nunca conseguiu juntar os cerca de 100 grupos criminais que controlam suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem afirme que em 2004, a Camorra movimentou um mercado de drogas de 500 mil euros por dia, cuja estrat\u00e9gia era a coloca\u00e7\u00e3o de mulheres com crian\u00e7as nos bra\u00e7os ocupando o centro do bairro chamado Fiori (flores), local usado pela Camorra no com\u00e9rcio de coca\u00edna, hero\u00edna e drogas sint\u00e9ticas fabricadas em fundo de quintal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.5 <\/strong><strong>M\u00e1fia &#8216;Ndrangheta<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Ndrangheta \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o mafiosa que se formou na regi\u00e3o da Cal\u00e1bria na It\u00e1lia, sendo considerada atualmente como uma das organiza\u00e7\u00f5es criminosas mais influentes do mundo. Possui tent\u00e1culos no setor p\u00fablico e privado da It\u00e1lia. Em 2010, suas principais atividades criminosas eram tr\u00e1fico de drogas, extors\u00e3o e lavagem de dinheiro, movimentando dinheiro equivalente a 3% do&nbsp;PIB da It\u00e1lia. Segundo estudos divulgados em 2013, seus lucros giraram em torno de \u20ac53 bilh\u00f5es de euros.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a>&#8216;Ndrangheta<\/a> se tornou a organiza\u00e7\u00e3o criminosa mais poderosa da It\u00e1lia e da Europa, gra\u00e7as a suas ramifica\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina para o tr\u00e1fico de coca\u00edna. Segundo estimativas dos investigadores italianos, em torno de 80% da coca\u00edna consumida na Europa foi introduzida pela &#8216;Ndrangheta, tamb\u00e9m especialista na lavagem de dinheiro, por meio de grandes contratos de obras p\u00fablicas e de crimes tradicionais como extors\u00e3o.<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p style=\"font-size:12px\"><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> L\u00edder da m\u00e1fia Ndrangheta come\u00e7a a colaborar com a Pol\u00edcia italiana. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/internacional\/lider-da-mafia-ndrangheta-comeca-a-colaborar-com-policia-italiana-16042021\">https:\/\/noticias.r7.com\/internacional\/lider-da-mafia-ndrangheta-comeca-a-colaborar-com-policia-italiana-16042021<\/a>. Acesso em 13 de outubro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.6 ETA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Euskadi Ta Askatasuna&nbsp;mais conhecida pela sigla&nbsp;ETA,&nbsp;\u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o&nbsp;nacionalista basca armada. \u00c9 a principal organiza\u00e7\u00e3o do&nbsp;Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional Basco&nbsp;e o principal ator do chamado&nbsp;conflito basco.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi fundada em 1959 como um grupo de promo\u00e7\u00e3o da&nbsp;cultura basca. No final dos anos 1960, evoluiu para uma organiza\u00e7\u00e3o,&nbsp;paramilitar separatista, lutando pela independ\u00eancia da regi\u00e3o hist\u00f3rica do Pa\u00eds Basco&nbsp;(Euskal Herria), cujo antigo territ\u00f3rio atualmente se distribui entre a&nbsp;Espanha e a Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 classificada como uma&nbsp;organiza\u00e7\u00e3o terrorista&nbsp;pelos governos da&nbsp;Espanha, da&nbsp;Fran\u00e7a&nbsp;do&nbsp;Reino Unido&nbsp;dos&nbsp;Estados unidos&nbsp;e pela&nbsp;Uni\u00e3o Europeia em bloco.&nbsp;Em geral, a&nbsp;m\u00eddia&nbsp;dom\u00e9stica e internacional tamb\u00e9m se refere aos integrantes do grupo como &#8220;terroristas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1968, a ETA foi responsabilizada pela morte de 829 pessoas e por ferimentos causados a milhares de outras, al\u00e9m de dezenas de sequestros.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que mais de 400 membros da ETA estejam em pris\u00f5es da Espanha, Fran\u00e7a e outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu s\u00edmbolo \u00e9 uma&nbsp;serpente&nbsp;enrolada num&nbsp;machado. Foi fundada por membros dissidentes do&nbsp;Partido Nacionalista Basco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.7 M\u00e1fia Russa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e1fia&nbsp;russa de nome complicado vai na contram\u00e3o da Yakuza no que diz respeito \u00e0 sua estrutura. Com uma organiza\u00e7\u00e3o descentralizada, o grupo torna-se mais dif\u00edcil de ser desmantelado e vai ampliando suas opera\u00e7\u00f5es ano ap\u00f3s ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos gerais, a Solntsevskaya \u00e9 composta por 10 &#8216;brigadas semiaut\u00f4nomas&#8217; que operam minimamente independentes umas das outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Um conselho formado por 12 membros \u00e9 respons\u00e1vel por reunir todos os recursos obtidos com atividades il\u00edcitas e supervision\u00e1-los para &#8216;o melhor proveito da institui\u00e7\u00e3o&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses l\u00edderes, desconhecidos por n\u00f3s, se re\u00fanem em diversas partes do mundo, ao que se sabe, sempre camuflados em ocasi\u00f5es festivas maiores para dificultar o cruzamento de informa\u00e7\u00f5es que possam levar a descoberta de suas identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ser o&nbsp;l\u00edder em tr\u00e1fico de drogas, a organiza\u00e7\u00e3o tem um lucro estimado superior ao da Yakuza em torno de US$ 8,5 bilh\u00f5es entre atividades que permeiam&nbsp;o com\u00e9rcio de drogas (a R\u00fassia tem 0,5% da popula\u00e7\u00e3o mundial, mas consome&nbsp;cerca de 12% de toda a hero\u00edna do planeta) e, principalmente,&nbsp;o tr\u00e1fico de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.8 Do Cartel de Medelim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Cartel de Medell\u00edn \u00e9 uma das organiza\u00e7\u00f5es criminosas da qual mais se tem not\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos no que diz respeito a suas movimenta\u00e7\u00f5es financeiras. Isso porque, no auge, o Cartel liderado por Juan Pablo Escobar e &#8220;Tio&#8221; Joe Ochoa enviava 15 toneladas de coca\u00edna por dia para fora das fronteiras colombianas, o que representava mais de US$ 60 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, a exporta\u00e7\u00e3o de coca\u00edna chegou a superar o caf\u00e9 e se tornou o campe\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto ao Cartel de Cali, os traficantes chegaram a contratar engenheiros russos e americanos para arquitetar as opera\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fico de drogas, mas foram justamente os americanos que conseguiram dar fim ao crime.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.9 Do Cartel de Sinaloa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os cart\u00e9is de droga mexicanos podem diferenciar muito das outras organiza\u00e7\u00f5es nesta sele\u00e7\u00e3o, por\u00e9m trata-se essencialmente apenas de outro ramo do crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o final da d\u00e9cada de 1980, Cartel Sinaloa tem sido respons\u00e1vel pela maioria do tr\u00e1fico de drogas no M\u00e9xico e \u00e9 determinado que o patrim\u00f4nio l\u00edquido at\u00e9 rivalize a fortuna de Pablo Escobar em seu auge.<\/p>\n\n\n\n<p>E como a maioria das organiza\u00e7\u00f5es poderosas, o alcance se estende para pol\u00edcia, mundo dos neg\u00f3cios, pol\u00edtica, e eles s\u00e3o uma for\u00e7a grande internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5.10 Movimento de Resist\u00eancia Ham\u00e1s<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de movimento de Resist\u00eancia Isl\u00e2mica. Tem origem palestina e baseia-se na ideologia sunita.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o divide-se entre as brigadas&nbsp;Izz ad-Din al-Qassam&nbsp;(bra\u00e7o armado), um partido pol\u00edtico e uma estrutura de cunho filantr\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p>O Hamas \u00e9 considerado um dos movimentos isl\u00e2micos e fundamentalistas mais importantes da&nbsp;Palestina.<\/p>\n\n\n\n<p>No idioma \u00e1rabe, o voc\u00e1bulo&nbsp;Ham?s&nbsp;tem o significado de \u201ccordialidade, calor, ardor e entusiasmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua origem remete-se ao ano de 1987, quando o grupo foi institu\u00eddo a partir da Primeira&nbsp;Intifada, manifesta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o da Palestina contra a ocupa\u00e7\u00e3o de Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus criadores foram Mohammad Taha, Abdel Aziz al-Rantissi e Ahmed Yassin.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou ao poder na Palestina no in\u00edcio de 2006, quando foi o grupo vencedor das elei\u00e7\u00f5es do Parlamento, totalizando 76 de um total de 132 assentos no governo palestino, vencendo o grupo Fatah, que ficou com apenas 43 cadeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o do Hamas no poder, a organiza\u00e7\u00e3o entrou em diversos conflitos com o&nbsp;Fatah. Entre esses confrontos, mais de cem cidad\u00e3os palestinos ficaram feridos e 12 morreram.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da Batalha de Gaza, ocorrida em 2007, aconteceu uma das primeiras baixas do Hamas. O grupo foi enfraquecido na Autoridade Palestina na Cisjord\u00e2nia, \u00e1rea em que foi suprido pelo Fatah. Por\u00e9m, ap\u00f3s novos embates, o Hamas conseguiu expulsar o Fatah, controlando totalmente a regi\u00e3o de&nbsp;Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns pa\u00edses, como Reino Unido, Austr\u00e1lia, Estados Unidos, Jap\u00e3o, Israel e Canad\u00e1, afora outras na\u00e7\u00f5es que comp\u00f5e a Uni\u00e3o Europeia (UE), consideram o Hamas como um grupo de car\u00e1ter terrorista, notavelmente por possu\u00edrem as Brigadas&nbsp;Izz ad-Din al-Qassam&nbsp;que, como j\u00e1 foi citado, s\u00e3o seu bra\u00e7o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras regi\u00f5es, que incluem Brasil, Noruega, R\u00fassia e \u00c1frica do Sul, o Hamas n\u00e3o \u00e9 visto como uma frente terrorista.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Jord\u00e2nia, onde o Hamas manteve bases at\u00e9 o final dos anos 1990, o rei Abdullah acabou por destituir a sede do grupo e banir seus l\u00edderes, pois a presen\u00e7a da organiza\u00e7\u00e3o em seu territ\u00f3rio causava desentendimentos entre o governo de Israel e o da Jord\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2011, Ismail Haniya, l\u00edder do Hamas, reprovou a for\u00e7a-tarefa norte-americana que acabou por matar Osama bin Laden, considerado o respons\u00e1vel pelos atos terroristas de 11 de setembro de 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Haniya categorizou bin-Laden como um &#8220;Guerreiro Sagrado&#8221;, conferindo \u00e0s a\u00e7\u00f5es do ex\u00e9rcito dos EUA o status de assassinato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.&nbsp; &nbsp;ORGANIZA\u00c7\u00d5ES CRIMINOSAS NO BRASIL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Formou-se no Brasil uma verdadeira Rep\u00fablica paralela do Crime organizado. Crimes comuns e especiais, com envolvimento de pessoas oriundas do meio comum e pessoas ligadas ao meio pol\u00edtico. Uma indubit\u00e1vel concorr\u00eancia para o cometimento de delitos. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds campe\u00e3o do crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cultura pobre e censur\u00e1vel, gente sem compromissos e sem interesse em prover condi\u00e7\u00f5es sociais para o desenvolvimento populacional, gente de veia corrupta e alma sanguin\u00e1ria.&nbsp;Sobram sabedoria e predisposi\u00e7\u00e3o na perpetra\u00e7\u00e3o do delito. No meio pol\u00edtico n\u00e3o sobra quase ningu\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem exerce fun\u00e7\u00f5es sem se envolver com o crime acaba por cometer desvios de conduta autorizados por lei, o que muitas das vezes vem amparado pela lei, mas tornando-se moralmente ilegal, quando pensamos, por exemplo, naqueles que percebem esdr\u00faxulas vantagens de aux\u00edlio disso e gratifica\u00e7\u00f5es dali, elevando seus sal\u00e1rios a n\u00edveis astron\u00f4micos, estampando o estandarte da imoralidade e dos desprezo. Gente pobre de esp\u00edrito, que se caracteriza por um estilo vida debochado e desalmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, abordaremos as maiores quadrilhas organizadas do Brasil, notadamente no eixo Rio\/S\u00e3o Paulo, sem se descuidar de tecer breves coment\u00e1rios sobre a Fam\u00edlia do Norte.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.1 FDN &#8211; Fam\u00edlia do Norte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Fam\u00edlia do Norte \u00e9 uma das maiores organiza\u00e7\u00f5es criminosas do Brasil, com \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o nos pres\u00eddios do norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa respons\u00e1vel pelo massacre do Complexo Penitenci\u00e1rio An\u00edsio Jobim, em Manaus, que resultou na morte de dezenas de presos, a maioria decapitados, cujos crimes foram perpetrados por presos de outra fac\u00e7\u00e3o criminosa, o que causou repercuss\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma fac\u00e7\u00e3o rival do PCC na regi\u00e3o norte do Brasil, que se apresenta com grande poder de destrui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que desbancou o Primeiro Comando da Capital, grupo criminoso que domina o crime organizado em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do massacre, o que houve foi a n\u00edtida exposi\u00e7\u00e3o das mazelas do sistema prisional no pa\u00eds, com a certeza da aus\u00eancia do estado na pol\u00edtica de execu\u00e7\u00e3o de pena e poss\u00edveis envolvimentos de agentes p\u00fablicos no esquema criminoso, al\u00e9m da disputa de responsabilidade pelo &#8220;acidente pavoroso&#8221;, com acusa\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas por parte dos governos federal e estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra pol\u00eamica do massacre se deu em fun\u00e7\u00e3o do governo anunciar que as fam\u00edlias dos presos mortos seriam indenizadas cada uma com o valor de R\u00a7 50,000 mil reais, ocasionando diverg\u00eancias de opini\u00f5es em torno do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 11\/01\/2017, presos que teriam ordenado a matan\u00e7a em pres\u00eddios de Manaus foram transferidos para pres\u00eddios federais no Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Com a transfer\u00eancia de l\u00edderes do massacre em Manaus, a Fam\u00edlia do Norte &#8211; FDN assume a terceira coloca\u00e7\u00e3o entre as fac\u00e7\u00f5es como maior n\u00famero de integrantes presos em pres\u00eddios federais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.2 Primeiro Comando da Capital &#8211; PCC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro Comando da Capital \u2013 PCC: a fac\u00e7\u00e3o criminosa denominada Primeiro Comando da Capital &#8211; PCC organizou-se a partir de 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi fundado&nbsp;no dia 31 de agosto de 1993, no Interior da Casa de Cust\u00f3dia e Tratamento de Taubat\u00e9. Come\u00e7ou a se articular a partir de 1992, como consequ\u00eancia do Massacre do Carandiru. Originariamente, o PCC era o nome de um time de futebol que disputava o campeonato do pres\u00eddio de Taubat\u00e9, na \u00e9poca denominado de piranh\u00e3o ou masmorra, por ser considerado o mais severo sistema. Coloca como seu objetivo: mudar a pr\u00e1tica carcer\u00e1ria desumana, cheia de injusti\u00e7as opress\u00e3o, torturas, massacres nas pris\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal objetivo foi distorcido, o PCC passou a liderar o tr\u00e1fico e a obter lucro com a extors\u00e3o. Segundo os detentos os integrantes do PCC cortam a orelha das pessoas por pouqu\u00edssimo, por nada estupram visitas, obrigam as fam\u00edlias dos presos a trazer drogas, e impedem fugas, separam a alimenta\u00e7\u00e3o, ficando sempre com a melhor parte.<\/p>\n\n\n\n<p>O PCC cobra a contribui\u00e7\u00e3o daqueles que est\u00e3o em liberdade com os irm\u00e3os dentro da pris\u00e3o atrav\u00e9s de advogados, dinheiro, ajuda aos familiares e a\u00e7\u00e3o de resgate. Sete anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do PCC, os momentos que antecedem a mega-rebeli\u00e3o comandada por esse no Estado de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 demonstravam um clima de tens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A sigla PCC passa a ser s\u00edmbolo de viol\u00eancia e opress\u00e3o. Suas atividades foram expandidas para al\u00e9m dos muros das pris\u00f5es. Al\u00e9m do poder exercido internamente, ele det\u00e9m uma rede de prote\u00e7\u00e3o externa, rede respons\u00e1vel por assaltos, resgates, e atentados a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior rebeli\u00e3o da hist\u00f3ria do Pa\u00eds aconteceu porque o trato n\u00e3o foi cumprido \u2013 No dia 18 de fevereiro de 2001 vinte e nove rebeli\u00f5es foram deflagradas simultaneamente no Estado de S\u00e3o Paulo. O sinal para o in\u00edcio das rebeli\u00f5es come\u00e7ou com tiros para o alto e um toque de sirene dados pelos integrantes do PCC presos no Carandiru.<\/p>\n\n\n\n<p>No interior os motins foram acontecendo quase que no mesmo hor\u00e1rio, aproveitando-se o hor\u00e1rio das visitas. O saldo foi mais de 17 presos mortos, o Estado admite a exist\u00eancia do PCC e passa a ser amea\u00e7ado por este.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre suas reivindica\u00e7\u00f5es: fim dos espancamentos nos pres\u00eddios, mais agilidade na tramita\u00e7\u00e3o dos processos para evitar que presos com penas vencidas continuem detidos, remo\u00e7\u00e3o de diretores de alguns estabelecimentos penais que estariam utilizando m\u00e9todos de tortura e viol\u00eancia. O grupo tamb\u00e9m passa a praticar atividades assistencialistas, pretende fundar ONGs e financiar campanhas pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Primeiro Comando da Capital &#8211; PCC possui um Estatuto que rege as a\u00e7\u00f5es do grupo organizado, contendo n\u00edtidas regras sobre lealdade, respeito, e solidariedade acima de tudo, a luta pela liberdade, justi\u00e7a e paz, a uni\u00e3o da luta contra as injusti\u00e7as e a opress\u00e3o dentro das pris\u00f5es, a contribui\u00e7\u00e3o daqueles que est\u00e3o em Liberdade com os irm\u00e3os dentro da pris\u00e3o atrav\u00e9s de advogados, dinheiro, ajuda aos familiares e a\u00e7\u00e3o de resgate, al\u00e9m de outras condutas normativas do bando organizado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6.3 Comando Vermelho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Comando Vermelho &#8211; CV nasceu no Rio de Janeiro em meados de 1980, inspirado nas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda da luta armada, inclusive nas t\u00e1ticas de guerrilha urbana e rigidez de comando.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Penal C\u00e2ndido Mendes, na Ilha Grande, localizado no sul do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como &#8220;Caldeir\u00e3o do Diabo&#8221;, em uma refer\u00eancia ao pres\u00eddio de Caiena, na Ilha do Diabo, Guiana Francesa, foi ambiente prop\u00edcio para a cria\u00e7\u00e3o de prolifera\u00e7\u00e3o desta fac\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 1920, o pres\u00eddio da Ilha Grande destinava-se a presos idosos em fase terminal de cumprimento de pena. A partir de 1960, o pres\u00eddio se transforma em um dep\u00f3sito de presos, dividindo o mesmo espa\u00e7o, criminosos comuns e os denominados presos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00eddo para abrigar 540 presos, em 1979 contava com 1.284 homens. O resultado foi a conviv\u00eancia entre militantes de esquerda e criminosos, enfrentando um sistema penal desumano, acabou gerando a grande fac\u00e7\u00e3o criminosa Comando Vermelho.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comando Vermelho pratica a\u00e7\u00e3o seletiva: Tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas, tr\u00e1fico de armas e sequestros. As demais atividades s\u00e3o forma de fazer dinheiro para aquisi\u00e7\u00e3o de entorpecentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A fac\u00e7\u00e3o utilizou como fator de crescimento das mesmas estrat\u00e9gias dos cart\u00e9is colombianos, de aplicar parte da renda da venda de drogas em melhorias para a comunidade, como a constru\u00e7\u00e3o de redes de esgoto e seguran\u00e7a, o que a pol\u00edtica nunca realizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim agindo, membros do Comando Vermelho chegaram a conquistar simpatia popular, a ponto de alguns integrantes serem considerados verdadeiras celebridades do crime.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7. &nbsp;CRIA\u00c7\u00c3O DE ORG\u00c3OS ESPECIALIZADOS A PARTIR DA EXIST\u00caNCIA DO CRIME ORGANIZADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que o crime organizado exerce alguma fun\u00e7\u00e3o social? \u00c9 certo que toda organiza\u00e7\u00e3o criminosa causa profundas sequelas para a sociedade. Mas se pensarmos em alguma fun\u00e7\u00e3o que seja importante para o controle social, logo vem \u00e0&nbsp;tona a presta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais alternativas nos aglomerados, onde o Estado ortodoxo se mostra quase sempre ausente. Isto significa que os chefes do crime corriqueiramente fornecem medicamentos, cestas b\u00e1sicas, divers\u00f5es, e outros servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o estado leg\u00edtimo aparece apenas com o estado-pol\u00edcia, normalmente quando um crime \u00e9 praticado e registrado no aglomerado, e se ocorreu o delito, certamente \u00e9 porque o crime organizado permitiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para Camila Nunes Dias, soci\u00f3loga&nbsp;da Universidade Federal do ABC e autora de&nbsp;PCC: Hegemonia nas pris\u00f5es e monop\u00f3lio da viol\u00eancia, em entrevista \u00e0 BBC:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">De forma at\u00e9 paradoxal, a queda dos homic\u00eddios se deve justamente porque em S\u00e3o Paulo o crime est\u00e1 muito mais organizado do que nos outros estados. Quando voc\u00ea tem uma criminalidade organizada o homic\u00eddio perde espa\u00e7o, deixa de ser uma pr\u00e1tica t\u00e3o comum para a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos no \u00e2mbito das atividades il\u00edcitas. (DIAS, 2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o crime organizado, n\u00e3o \u00e9 interessante a presen\u00e7a da pol\u00edcia naquele espa\u00e7o territorial. &nbsp;Noutro sentido, n\u00e3o se pode perder de vista que o crime organizado \u00e9 respons\u00e1vel por legitimar determinados \u00f3rg\u00e3os do poder p\u00fablico. N\u00e3o precisa tanto esfor\u00e7o para justificar os Tratados e Conven\u00e7\u00f5es Internacionais sobre preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o ao crime organizado, em especial, da Conven\u00e7\u00e3o de Palermo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se existe a Pol\u00edcia Especializada no combate ao crime organizado \u00e9 porque existe alguma quadrilha a ser desmantelada. Se existe a Vara do Crime Organizado \u00e9 porque o estado reconhece a exist\u00eancia do crime organizado. Se existem grupos de atua\u00e7\u00e3o no Minist\u00e9rio P\u00fablico de combate do crime organizado, como o GAECO, \u00e9 porque se reconhece a exist\u00eancia do crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria lei reconhece a exist\u00eancia do crime organizado quando tipifica as organiza\u00e7\u00f5es criminosas, a exemplo da Lei n\u00ba 12.850\/2013, que define as organiza\u00e7\u00f5es criminosas. &nbsp;Negar fun\u00e7\u00e3o social do crime organizado \u00e9 fechar os olhos para uma realidade concreta na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>REFLEX\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O controle social \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da vida social. Com ele se asseguram o cumprimento das expectativas de conduta e o interesse das normas que regem a conviv\u00eancia. O controle social determina, assim, os limites da liberdade humana na sociedade, construindo, ao mesmo tempo, um instrumento de socializa\u00e7\u00e3o de seus membros. N\u00e3o h\u00e1 alternativas ao controle social. \u00c9 inimagin\u00e1vel uma sociedade sem controle social. (CONDE, 2005)<\/p>\n\n\n\n<p>O crime organizado j\u00e1 foi exclusivamente um problema interno de muitos pa\u00edses. Mas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os sindicatos do crime ampliaram geograficamente as suas liga\u00e7\u00f5es, ultrapassando fronteiras e desconsiderando os estados nacionais. Isso se deveu, em grande parte, \u00e0s&nbsp;facilidades criadas pela maior circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os entre os pa\u00edses, decorrentes da globaliza\u00e7\u00e3o dos mercados.<\/p>\n\n\n\n<p>As redes do crime organizado utilizam a dissimula\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o, a chantagem e as amea\u00e7as para conseguirem prote\u00e7\u00e3o para as suas atividades criminosas e continuarem operando livremente.<\/p>\n\n\n\n<p>O car\u00e1ter transnacional da amea\u00e7a significa que nenhum pa\u00eds pode combat\u00ea-la&nbsp;sozinho. A luta contra o tr\u00e1fico de drogas precisa de constante vontade pol\u00edtica e de importantes recursos, os pa\u00edses devem trocar informa\u00e7\u00f5es, realizar opera\u00e7\u00f5es conjuntas e prestar assist\u00eancia m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e1pido crescimento da criminalidade transnacional, a sua natureza adapt\u00e1vel, os diversos motivos de elementos criminosos, bem como a aus\u00eancia de um c\u00f3digo penal internacional abrangente s\u00e3o as principais condi\u00e7\u00f5es e as vari\u00e1veis que tornam o crime transnacional um complexo amorfo e uma amea\u00e7a. Embora o impacto da globaliza\u00e7\u00e3o nos Estados pobres continua a ser objeto de aceso debate, n\u00e3o h\u00e1 grande diverg\u00eancia sobre a forma como criminosos transnacionais t\u00eam prosperado na nova economia global.<\/p>\n\n\n\n<p>Os atuais criminosos transnacionais podem operar em m\u00faltiplas jurisdi\u00e7\u00f5es, sem receio de persegui\u00e7\u00e3o e mover milh\u00f5es de d\u00f3lares para ref\u00fagios seguros em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o crime organizado \u00e9 uma atividade transnacional, com liga\u00e7\u00f5es com o terrorismo internacional, provendo-lhe apoio log\u00edstico e financeiro por interm\u00e9dio da estrutura empresarial desenvolvida por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, e constituindo-se em uma amea\u00e7a \u00e0 estabilidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica de diversos pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, torna-se imperiosa a necessidade de enfrentamento ao crime organizado, em especial aquele estruturado para o com\u00e9rcio il\u00edcito de drogas, com ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes, para que a sociedade brasileira possa usufruir de seus direitos assegurados, sem agress\u00f5es e sem perturba\u00e7\u00f5es, sobretudo, o direito da liberdade de ir e vir sem ser molestado e sem vilip\u00eandios aos demais direitos individuais e fundamentais previstos na Carta Magna.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, destaca-se a atua\u00e7\u00e3o das For\u00e7as de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Minas Gerais no combate incisivo ao crime organizado, aos crimes violentos e outras formas de criminalidade, com integra\u00e7\u00e3o de dados, programas e sistemas entre as ag\u00eancias de Seguran\u00e7a do Estado, com perfeito cumprimento \u00e0s normas do artigo 297 da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Minas Gerais, segundo o qual, os sistemas de informa\u00e7\u00f5es pertencentes a \u00f3rg\u00e3os ou entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Estadual relativos \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica ser\u00e3o utilizados de forma integrada pelos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por aquela atividade nos termos na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>E tudo isso reflete em n\u00fameros positivos alcan\u00e7ados pelas ag\u00eancias de seguran\u00e7a p\u00fablica, conduzindo \u00e0 seguran\u00e7a subjetiva e real dos cidad\u00e3os, em face da resposta efetiva das a\u00e7\u00f5es integradas das ag\u00eancias da lei, a exemplo da alvissareira informa\u00e7\u00f5es de que Minas Gerais \u00e9 o Estado mais seguro do pa\u00eds em 2021, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP), referentes aos meses de janeiro a maio.<a href=\"#_ftn1\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, refor\u00e7a-se a ideia de que o crime organizado somente se prospera num territ\u00f3rio qualquer, diante de um estado ausente ou fraco, e assim, quando o bra\u00e7o direito do Estado se imp\u00f5e, como fortaleza de poder de mando, o crime desparece ou perde sua for\u00e7a, e sendo os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o criminal leg\u00edtimos representantes do poder social, estes t\u00eam o dever de fazer valer as leis, e lutar incansavelmente para manuten\u00e7\u00e3o das estruturas sociais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"393\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cb4fc147-1a1a-4c8e-99bd-d6ea0b01c958-2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"12584\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/cb4fc147-1a1a-4c8e-99bd-d6ea0b01c958-2.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=12584\" class=\"wp-image-12584\" 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Metodologia do Sinesp avalia taxas de nove crimes, calculadas de forma proporcional \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ou \u00e0 frota de cada unidade federativa. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.agenciaminas.mg.gov.br\/noticia\/dados-do-ministerio-da-justica-e-seguranca-publica-colocam-minas-como-o-estado-mais-seguro-do-pais\">http:\/\/www.agenciaminas.mg.gov.br\/noticia\/dados-do-ministerio-da-justica-e-seguranca-publica-colocam-minas-como-o-estado-mais-seguro-do-pais<\/a>. Acesso em 14 de outubro de 2021, \u00e0s 11h24min.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>As 15 maiores organiza\u00e7\u00f5es criminosas da hist\u00f3ria<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/papodehomem.com.br\/as-15-maiores-organizacoes-criminosas-da-historia\/&gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BOTELHO, Jeferson Pereira. O crime organizado com \u00eanfase no Tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/jus.com.br\/artigos\/49771\/o-crime-organizado-com-enfase-no-trafico-ilicito-de-drogas&gt;. Acesso em: 20 jan. de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BOTELHO, Jeferson Pereira.&nbsp;<strong>Tr\u00e1fico e Uso Il\u00edcitos de Drogas:&nbsp;<\/strong>uma Atividade Sindical Complexa e Amea\u00e7a Transnacional. S\u00e3o Paulo: Editora JHMizuno, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>BOTELHO, Jeferson Pereira; FERNANDES, Fernanda Kelly Silva Alves.&nbsp;<strong>Manual de Processo Penal.<\/strong>&nbsp;Belo Horizonte: Editora D\u00b4Pl\u00e1cido, 20015.<\/p>\n\n\n\n<p>BOTELHO. Jeferson Pereira. Direito e Justi\u00e7a. Dispon\u00edvel em: &lt;www.jefersonbotelho.com.br&gt;. Acesso em: 02 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL<strong>.&nbsp;C\u00f3digo Penal.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www2.planalto.gov.br\/&gt;. Acesso em 27 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Constitui\u00e7\u00e3o (1988). Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www2.planalto.gov.br&gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Decreto\/lei n\u00ba. 5.017, de 12 de Mar\u00e7o de 2004. Promulga o Protocolo Adicional \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo \u00e0 Preven\u00e7\u00e3o, Repress\u00e3o e Puni\u00e7\u00e3o do Tr\u00e1fico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crian\u00e7as. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www2.planalto.gov.br\/&gt;. Acesso em 27 fev. 2017. BRASIL. Lei n\u00ba 13.260, de 16 de mar\u00e7o de 2016. Regulamenta o disposto no inciso XLIII do art. 5o&nbsp;da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, disciplinando o terrorismo, tratando de disposi\u00e7\u00f5es investigat\u00f3rias e processuais e reformulando o conceito de organiza\u00e7\u00e3o terrorista; e altera as Leis nos7.960, de 21 de dezembro de 1989, e 12.850, de 2 de agosto de 2013. Dispon\u00edvel em<\/p>\n\n\n\n<p>http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2016\/lei\/l13260.htm. Acesso em 03 de mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL.&nbsp;<strong>Decreto-lei n\u00ba 3.689<\/strong>, de 03 de outubro de 1941. Disp\u00f5e sobre o C\u00f3digo Processo Penal Brasileiro. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www2.planalto.gov.br\/&gt;. Acesso em 27 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BRASIL.&nbsp;Lei 11.259. Bras\u00edlia: Di\u00e1rio Oficial, 2005.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Breves coment\u00e1rios sobre a Lei Antiterrorista no Brasil &#8211; A invas\u00e3o terrorista normativa e monstruosa na estrutura jur\u00eddica brasileira. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/jus.com.br\/artigos\/47657\/breves-comentarios-sobre-a-lei-antiterrorista-no-brasil-a-invasao-terrorista-normativa-e-monstruosa-na-estrutura-juridica-brasileira&gt;. Acesso em: 12 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>CONDE, Francisco Munoz.&nbsp;<strong>Direito Penal e Controle Social<\/strong>. Rio de Janeiro: Forense, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Dias, Camila Caldeira Nunes. PCC: Hegemonia Nas Pris\u00f5es e Monop\u00f3lio da Viol\u00eancia. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2013. Cole\u00e7\u00e3o Saberes Monogr\u00e1ficos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FABI\u00c1N CAPARR\u00d3S, Eduardo A.; RODR\u00cdGUEZ GARC\u00cdA, Nicol\u00e1s.&nbsp;<strong>La Corrupcion en un Mundo Globalizado:&nbsp;<\/strong>An\u00e1lisis Interdisciplinar. Salamanca: Editora Ratio Legis, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>GOMES, Luiz Fl\u00e1vio.&nbsp;<strong>Defini\u00e7\u00e3o de crime organizado e a Conven\u00e7\u00e3o de Palermo.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;&lt;http:\/\/www.lfg.com.br&gt;. Acesso em: 11 set. 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>GUERREIRO, Ramiro Anzit.&nbsp;<strong>Coopera\u00e7\u00e3o Internacional Penal na Era do Terrorismo<\/strong>. Buenos Aires: Lajouane, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hamas<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.infoescola.com\/islamismo\/hamas&gt;. Acesso em: 12 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Adriano. Crime organizado: \u00e9 poss\u00edvel definir?&nbsp;<strong>Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico<\/strong>, n. 34, mar. 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.espacoacademico.com.br\/034\/34coliveira.htm&gt;. Acesso em: 27 de fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>PORTO, Roberto.&nbsp;<strong>O crime Organizado e o Sistema Prisional.<\/strong>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Atlas, 2008. Wikip\u00e9dia.&nbsp;<strong>M\u00e1fia.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cosa_nostra&gt;. Acesso em: 27 fev. 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Nota<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">[1] Wikipedia.&nbsp;<strong>M\u00e1fia.&nbsp;<\/strong>Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cosa_nostra&gt;. Acesso em: 15 de set. 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irrefut\u00e1veis amea\u00e7as ao cen\u00e1rio social O crime organizado \u00e9 uma atividade transnacional, com liga\u00e7\u00f5es com o terrorismo internacional, provendo-lhe apoio log\u00edstico e financeiro por interm\u00e9dio da estrutura empresarial desenvolvida por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, e constituindo-se em uma amea\u00e7a \u00e0 estabilidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica de diversos pa\u00edses. 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