{"id":13542,"date":"2021-12-23T23:59:53","date_gmt":"2021-12-24T02:59:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=13542"},"modified":"2022-01-03T23:20:34","modified_gmt":"2022-01-04T02:20:34","slug":"conto-de-natal-tropical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=13542","title":{"rendered":"Conto de Natal Tropical"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-para-artigo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13543\" width=\"599\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-para-artigo.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-para-artigo-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-para-artigo-696x463.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/foto-para-artigo-631x420.jpg 631w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Mar\u00edlia Marx Jordan<\/strong> -<\/span> <strong>Meteorologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em hidrologia pela Escola Polit\u00e9cnica Federal de Lausanne, Su\u00ed\u00e7a, onde mora atualmente.&nbsp; Escritora, descendente de alem\u00e3es que se estabeleceram em Te\u00f3filo Otoni&nbsp;e bisneta do Pastor Hollerbach, h\u00e1 v\u00e1rios anos vem se&nbsp; dedicando a pesquisar a coloniza\u00e7\u00e3o estrangeira na regi\u00e3o do Mucuri.<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Ah&#8230; o Stollen&#8230; <\/strong>Outro dia um amigo me perguntou sobre essa tradi\u00e7\u00e3o natalina perpetuada nas comunidades brasileiras de descendentes germ\u00e2nicos e sobre a maneira como a receita chegou ao Mucuri. Fui pesquisar, encontrei respostas e imaginei teorias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Stollen \u00e9 uma a tradi\u00e7\u00e3o muito antiga e origin\u00e1ria da Sax\u00f4nia. Sua fabrica\u00e7\u00e3o estava ligada aos ritos pag\u00e3os do solst\u00edcio de inverno. Os crist\u00e3os a recuperaram e o fizeram t\u00e3o bem, que come\u00e7aram a dizer que a forma do Stollen imitava um rec\u00e9m-nascido (Jesus) bem embrulhado numa coberta, como era o h\u00e1bito de enrolar os beb\u00eas h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira refer\u00eancia escrita da exist\u00eancia do Stollen data de 1330. Num documento sobre os impostos a serem pagos por uma confraria de padeiros h\u00e1 uma refer\u00eancia sobre uma obriga\u00e7\u00e3o que lhes era feita de entregar n\u00e3o sei quantos quilos de Stollen aos senhores de certo lugar da Sax\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XVI, o Stollen j\u00e1 se tornara um alimento t\u00edpico da \u00e9poca de natal e conhecidos pelo nome de Stollen do Cristo (Christstollen) ou Stollen de Natal (Weihnachtsstollen). Eram preparados nas casas particulares, vendidos nas padarias e tamb\u00e9m nas feiras e nos mercados. Na \u00e9poca a receita era simples e n\u00e3o se assemelhava em nada ao Stollen de hoje em dia. N\u00e3o tinha frutas secas ou temperos, apenas farinha, ovos, \u00f3leo e \u00e1gua, j\u00e1 que a Igreja Cat\u00f3lica proibia o consumo de leite e manteiga durante esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim do s\u00e9culo XVI, dois irm\u00e3os padeiros pediram ao papa uma autoriza\u00e7\u00e3o especial para o uso da manteiga e do leite nos stollens de natal. No in\u00edcio, a autoriza\u00e7\u00e3o foi dada apenas para os stollens a serem consumidos pelas fam\u00edlias de certos pr\u00edncipes e nobres, mas pouco a pouco ela passou a ser geral. O que motivara o pedido dos irm\u00e3os padeiros n\u00e3o fora o gosto do \u00f3leo, que n\u00e3o era l\u00e1 muito bom, mas seu pre\u00e7o, bem mais alto que o da manteiga.<\/p>\n\n\n\n<p>O h\u00e1bito de comer Stollens aumentando, os padeiros de diferentes cidades da Sax\u00f4nia come\u00e7aram a desenvolver outras receitas e a fazerem concorr\u00eancia entre si. As brigas entre as confrarias de padeiros se degeneraram e, em 1615, alguns padeiros passaram a incendiar as padarias das cidades concorrentes. A viol\u00eancia aumentou e as rixas se transformaram numa batalha que ficou conhecida na hist\u00f3ria da Sax\u00f4nia pelo nome de \u00abGuerra dos Stollens\u00bb. Para acalmar a situa\u00e7\u00e3o, os governos tomaram uma s\u00e9rie de medidas protecionistas e certas cidades proibiram que os padeiros de outros lugares viessem vender seus Stollens em suas feiras e mercados. Os infratores corriam estavam sujeitos a multas ou pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1721, para comemorar o fim das Guerras do Norte, o pr\u00edncipe sax\u00e3o Augusto o Forte, organizou uma festa grandiosa, o \u201cZeithainer Lustlager\u201d (algo que pode ser traduzido como acampamento de festas ou de prazer do vilarejo de Zeithayn), e convidou v\u00e1rias cabe\u00e7as coroadas da Europa. A festa durou um m\u00eas, houve desfile militar das tropas, apresenta\u00e7\u00f5es de \u00f3peras, um fogo de artif\u00edcio que durou cinco horas e milh\u00f5es de outras coisas maravilhosas que deixaram todo mundo pasmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos destaques principais do festival foi um Stollen gigante preparado pelo mestre padeiro de Dresden, com a ajuda de sessenta padeiros. O monstro pesava 1800 quilos, tinha cerca de 7 metros de cumprimento, 3 de largura, 30 cent\u00edmetros de espessura. Foi assado num forno constru\u00eddo especialmente e carregado at\u00e9 o lugar da festa por uma carro\u00e7a puxada por oito cavalos. Dizem que foi dividido em 24.000 por\u00e7\u00f5es que em seguida foram distribu\u00eddas aos convidados e aos soldados.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante este s\u00e9culo, os padeiros e cozinheiros introduziram uma novidade na receita, as \u00abespeciarias\u00bb, sobretudo a canela. A novidade agradou a \u201cCompanhia das \u00cdndias Orientais\u201d, que possu\u00eda o monop\u00f3lio dessa importa\u00e7\u00e3o e que estimulou seu emprego no Stollen. A partir desse momento, uma grande parte do lucro da empresa passou a ser feito nessa \u00e9poca do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente cada cidade sax\u00e3 desenvolveu sua pr\u00f3pria receita de Stollen, usando frutas secas ou cristalizadas, acrescentando especiarias diferentes, colocando recheio de massa de am\u00eandoas ou de chocolate. Hoje em dia, cada uma delas afirma que \u00e9 o ber\u00e7o do Stollen e que possui a receita original, mas na verdade ningu\u00e9m sabe onde ele foi inventado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Stollen gigante da festa do pr\u00edncipe Augusto, contribuiu a reputa\u00e7\u00e3o da receita que passou a ser conhecida fora da Sax\u00f4nia. A partir do fim do s\u00e9culo XVIII, in\u00edcio do XIX, o h\u00e1bito dos Stollens natalinos chegou aos outros pa\u00edses europeus de cultura germ\u00e2nica. A viagem do Stollen continuou e no s\u00e9culo XIX, sua receita partiu para o Novo Mundo nas malas dos emigrantes sax\u00f5es que eram padeiros ou donas de casa da burguesia. Na \u00e9poca, as outras donas de casa raramente possu\u00edam livros de receitas e caso os possu\u00edssem faltava-lhes o dinheiro necess\u00e1rio para comprar os ingredientes do Stollen, um produto de luxo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os imigrantes que chegaram a Te\u00f3filo Otoni em 1856, havia um padeiro, Carl Friedrich Rausch, origin\u00e1rio de D\u00fcben na Sax\u00f4nia. Trouxera suas economias e abriu uma padaria. N\u00e3o havia trigo em Filad\u00e9lfia. Nem leite, nem manteiga, nem especiarias e nem frutas secas ou cristalizadas. Duvido muito que Rausch tenha conseguido fazer stollen com farinha de mandioca ou de milho. Sua padaria fazia p\u00e3o de milho e de mandioca e para garantir uma melhor qualidade de vida, Rausch abriu tamb\u00e9m uma loja de tecidos. N\u00e3o foi atrav\u00e9s dele que o Stollen chegou ao Mucuri.<\/p>\n\n\n\n<p>Os outros padeiros que chegaram nessa mesma d\u00e9cada eram prussianos e tamb\u00e9m n\u00e3o deve ter sido atrav\u00e9s deles que a receita do Stollen chegou. Isso s\u00f3 aconteceu bem mais tarde. Quando os colonos j\u00e1 instalados, come\u00e7aram a criar vacas, a fabricar manteiga e a vender leite e manteiga, e no momento em que a farinha de trigo passou a ser vendida nos armaz\u00e9ns da cidade. Al\u00e9m disso, tudo indica que o Stollen foi introduzido por algu\u00e9m que sabia fabricar passas e cidra cristalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse algu\u00e9m parece ter sido uma das filhas do Pastor Hollerbach. N\u00e3o posso confirmar, mas a teoria me parece v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>Johann Leonhard Hollerbach era um homem culto e alegre. Gostava de ler, conversar, escutar m\u00fasica, festejar e &#8230; comer bem. Coisas que raramente podia fazer no Mucuri. Uma vez por ano, ele viajava at\u00e9 o sul da Bahia, nas proximidades de Nova Vi\u00e7osa, onde existia uma pequena comunidade de protestantes vivendo na Col\u00f4nia Leopoldina. Esta col\u00f4nia, a primeira a existir no Brasil, fora fundada em 1818 por um naturalista alem\u00e3o e um grupo de su\u00ed\u00e7os vindos do cant\u00e3o de Neuch\u00e2tel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas cartas, o pastor Hollerbach falava de Leopoldina com imenso carinho. Suas viagens at\u00e9 l\u00e1 eram suas f\u00e9rias anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fazendeiros de Leopoldina eram ricos e am\u00e1veis com o pastor. N\u00e3o precisavam de seu ombro amigo para chorar suas m\u00e1goas e reclamarem da vida dura que levavam. Hollerbach podia conversar sobre outros assuntos, falar franc\u00eas, escutar m\u00fasica tocada por algu\u00e9m que sabia tocar piano. E, melhor ainda, o piano n\u00e3o era desafinado! O pastor era um organista pass\u00e1vel, mas o \u00f3rg\u00e3o de sua igreja estava em p\u00e9ssimo estado. Pior ainda que o \u00f3rg\u00e3o era sua voz, que conseguia ser mais desafinada que o instrumento. Al\u00e9m disso, uma das maiores qualidades de Leopoldina \u00e9 que nessa col\u00f4nia ele comia bem! Voltava de bom humor para enfrentar a vida no Mucuri.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora uma das pessoas de quem o pastor mais gostava em Leopoldina, era a \u201cmam\u00e3e Krull\u201d. Dona de uma das mais ricas fazendas do local e propriet\u00e1ria de um monte de escravos. O Pastor era contra o uso de escravos, mas que fazer?&nbsp; Ele adorava a Mam\u00e3e Krull, que al\u00e9m de o paparicar, era uma cozinheira de m\u00e3o cheia.<\/p>\n\n\n\n<p>O pastor tinha quatro filhas. As duas mais velhas se casaram e a quarta, era menina demais, ainda frequentava os bancos escolares. A terceira filha, Clara, havia terminado a escola e n\u00e3o queria se casar. Queria ser independente e ganhar sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pastor a enviou para a Col\u00f4nia Leopoldina, onde ela foi trabalhar na casa de Mam\u00e3e Krull e aprender a administrar uma casa e a cozinhar. Mam\u00e3e Krull ensinou a Clara tudo o que sabia e quando sua aluna voltou para o Mucuri, ela lhe ofereceu um livro de receitas impresso em Leipzig.<\/p>\n\n\n\n<p>A Col\u00f4nia Leopoldina era muito mais rica e desenvolvida que o Mucuri. Seus fundadores n\u00e3o haviam plantado apenas caf\u00e9 e as culturas de subsist\u00eancia habituais (feij\u00e3o, mandioca e legumes b\u00e1sicos). Eles tinham trazido sementes europeias e plantado um verdadeiro pomar, com pessegueiros, laranjeiras, parreiras e v\u00e1rias outras \u00e1rvores frut\u00edferas. Mam\u00e3e Krull era a esposa de um dos primeiros colonos que haviam chegado e morava l\u00e1 h\u00e1 muitos anos. Aprendera a viver nos tr\u00f3picos, a utilizar o que tinha entre as m\u00e3os para preparar seus quitutes e a adaptar as receitas de seu pa\u00eds natal, a Sax\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Clara aprendeu uma s\u00e9rie de receitas com Mam\u00e3e Krull, entre elas o Stollen. Mam\u00e3e Krull lhe ensinou a fazer passa de uva, cidra cristalizada e ess\u00eancia de am\u00eandoas com caro\u00e7o de p\u00eassego.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Clara voltou para Filad\u00e9lfia, entregou ao pai os caro\u00e7os de p\u00eassego, de laranja e de cidra que trouxera de Leopoldina e que o pastor plantou no quintal, perto das parreiras que havia comprado ou recebido de Gazzinelli, um italiano que morava nas margens do Mucuri e havia tentado fazer vinho. Hollerbach descendia de viticultores e a regi\u00e3o do Tauber, onde nascera, era famosa por seus vinhos exportados at\u00e9 na Holanda. Al\u00e9m disso, ele havia estudado um pouco de agronomia. Gostava de plantar e era bom, pois uma vez ele ganhou um pr\u00eamio numa feira de horticultura de Te\u00f3filo Otoni.<\/p>\n\n\n\n<p>Clara abriu uma pens\u00e3o que se tornou conhecida dos viajantes que passavam por l\u00e1 a procura de madeiras e pedras preciosas. Sua pens\u00e3o, que vivia cheia, era famosa, sobretudo por causa da cozinha deliciosa que ela servia. Quando as \u00e1rvores come\u00e7aram a dar frutos, Clara iniciou a fabrica\u00e7\u00e3o de frutos cristalizados, passas de uva, ess\u00eancia de falsa-am\u00eandoa. Come\u00e7ou assim a fazer stollens com a receita do livro que mam\u00e3e Krull lhe oferecera.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo mundo apreciando os Stollens e ela tendo trabalho demais na sua pens\u00e3o, ensinou a receita para todas as primas e sobrinhas. Sendo a fam\u00edlia numerosa, a receita se multiplicou. Ela tamb\u00e9m ensinou a receita ao cunhado de suas 3 irm\u00e3s, Augustinho Marx, o dono da padaria que levava seu nome.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se foi exatamente assim que a receita de Stollen chegou a Te\u00f3filo Otoni. Pode ter sido de outra maneira, mas a teoria de ter chegado via Col\u00f4nia Leopoldina e o est\u00e1gio da filha do pastor na cozinha de mam\u00e3e Krull \u00e9 plaus\u00edvel. Sobretudo por causa da introdu\u00e7\u00e3o das culturas de laranja, cidra e p\u00eassego, que j\u00e1 existiam em Leopoldina. Uma \u00fanica d\u00favida subsiste, sobre quem introduziu as frutas. Clara ou o pastor? Vai ver que foi o segundo que gostava de comer e de plantar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mar\u00edlia Marx Jordan &#8211; Meteorologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em hidrologia pela Escola Polit\u00e9cnica Federal de Lausanne, Su\u00ed\u00e7a, onde mora atualmente.&nbsp; Escritora, descendente de alem\u00e3es que se estabeleceram em Te\u00f3filo Otoni&nbsp;e bisneta do Pastor Hollerbach, h\u00e1 v\u00e1rios anos vem se&nbsp; dedicando a pesquisar a coloniza\u00e7\u00e3o estrangeira na regi\u00e3o do Mucuri. 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