{"id":13700,"date":"2022-01-07T13:13:55","date_gmt":"2022-01-07T16:13:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=13700"},"modified":"2022-01-07T13:14:00","modified_gmt":"2022-01-07T16:14:00","slug":"quem-comecou-de-boa-o-ano-de-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=13700","title":{"rendered":"Quem come\u00e7ou \u201cde boa\u201d o ano de 2022?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Juliana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13701\" width=\"300\" height=\"316\"\/><figcaption><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>.<\/strong><br><strong>Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF.<\/strong><br><strong>Pesquisadora GEPAF\/UFVJM.<\/strong><br><strong>Coordenadora do Projeto MLV.<\/strong><br><strong>Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/vicio-tecnologia-15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13702\" width=\"463\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/vicio-tecnologia-15.jpg 602w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/vicio-tecnologia-15-300x287.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/vicio-tecnologia-15-439x420.jpg 439w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Enfrentar mais um ano de crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e sanit\u00e1ria \u00e9 um teste de resist\u00eancia psicol\u00f3gica a todos os brasileiros, apesar das investidas otimistas de setores espec\u00edficos e indiv\u00edduos que buscaram uma sobrevida em meio ao caos. Fato \u00e9 que, quem se julga bem diante de tanto transtorno, s\u00f3 pode n\u00e3o estar conectado \u00e0 realidade. Quais as marcas 2021 deixou na hist\u00f3ria pessoal de cada um de n\u00f3s? De que forma os acontecimentos do ano anterior chacoalharam sua vida? S\u00e3o quest\u00f5es norteadoras para os passos \u00e0 diante, no curso do ano de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 persistente pandemia do novo coronav\u00edrus e respectivas variantes, fomos \u201cpremiados\u201d por intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas devastadoras em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds. Uma ag\u00eancia de meteorologia norte-americana chegou a afirmar que, no ano de 2021, o sul do estado da Bahia foi a regi\u00e3o do mundo que recebeu o maior volume de chuvas em um \u00fanico m\u00eas. \u00c9! Dezembro de 2021 foi traum\u00e1tico para moradores de munic\u00edpios inteiros e angustiante para quem est\u00e1 de longe e tomou conhecimento do ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Correntes de solidariedade se formaram em todo o Brasil e tamb\u00e9m no exterior. Diante da dor que assola tanta gente, qual a f\u00f3rmula para come\u00e7ar \u201cde boa\u201d o 2022?<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, esta quest\u00e3o \u00e9 uma clara inc\u00f3gnita. Por outro lado, o que temos visto s\u00e3o ataques severos \u00e0 sa\u00fade mental da coletividade, que esteve e permanece em risco diante de tanta turbul\u00eancia. Em tempos de recomend\u00e1vel isolamento social, onde alguns setores ainda n\u00e3o retornaram totalmente \u00e0s atividades, as redes sociais foram potencializadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nelas, as postagens mostram, em regra, a parte feliz da vida, e, ao mesmo tempo, que esconde o vazio de exist\u00eancias sem sentido e disfar\u00e7a as dores da alma. Diante de tanta imagem e v\u00eddeo que exibe o que parece ser o que realmente n\u00e3o \u00e9, haja capacidade individual de leitura e interpreta\u00e7\u00e3o. Aquele que posta o que quer que vejam, na verdade, pode ser que n\u00e3o usufrua daquele momento, mas, que tenha vontade que ele seja daquele jeito, em plenitude. Os que consomem esse tipo de conte\u00fado t\u00eam ci\u00eancia de que tudo pode representar uma ilus\u00e3o, mas, por vezes, acaba cedendo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados similares e envolvendo outro grupo de seguidores. Assim, a m\u00e1quina gira.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio de vidas fake, n\u00e3o fogem \u00e0 regra, os relacionamentos interpessoais rasos e disfuncionais. Nesse momento que, na tentativa de compreender minimamente o que ocorre no mundo, nos agarramos \u00e0s ideias de Zygmunt Bauman, que apresenta os elementos da modernidade l\u00edquida. Associamos, sem muito esfor\u00e7o, a inconst\u00e2ncia e liquidez das rela\u00e7\u00f5es ao que ele interpreta sobre essa forma de viver. Como&nbsp;<a>pode&nbsp;<\/a>algu\u00e9m chegar \u201cde boa\u201d em 2022, diante da escassez de aten\u00e7\u00e3o, afeto e apre\u00e7o ao pr\u00f3ximo? A verdade do cora\u00e7\u00e3o passou a ser escondida por armaduras imagin\u00e1rias que t\u00eam o nome de \u201cdefesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Falo de algo n\u00e3o est\u00e1tico e jamais, raso. Com o argumento da necessidade de defesa do que sente o cora\u00e7\u00e3o, tornamo-nos incapazes de demonstrar os sentimentos sem que tenhamos o temor do risco de essa postura ser ridicularizada frente a outrem. Reconhecemos, \u00e0s vezes, a duras penas, que onde o sentimento n\u00e3o se acha livre, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a empatia. Protegidos com a armadura imagin\u00e1ria n\u00e3o acessamos nossa pr\u00f3pria ess\u00eancia para conferir-lhe vida, tampouco, acessamos nosso semelhante de modo genu\u00edno. Engrossamos, nesse ritmo, as rela\u00e7\u00f5es superficiais e constru\u00eddas sobre a areia.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo ano promete ser ainda mais desafiador n\u00e3o apenas para os indiv\u00edduos em suas quest\u00f5es particulares, mas para toda a coletividade. \u00c9 ano de elei\u00e7\u00f5es, de Copa do Mundo e de expectativa da retomada gradativa daquele modo de vida presencial que t\u00ednhamos at\u00e9 o final do ano de 2019. Os desafios permanecem crescentes diante do aprofundamento da crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica do pa\u00eds, somado \u00e0 evidente crise existencial coletiva. 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