{"id":14573,"date":"2022-03-18T23:57:01","date_gmt":"2022-03-19T02:57:01","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=14573"},"modified":"2022-03-18T23:57:03","modified_gmt":"2022-03-19T02:57:03","slug":"eu-quero-mas-isso-me-faz-bem-dez-perguntas-para-evitar-ciladas-relacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=14573","title":{"rendered":"Eu quero! Mas, isso me faz bem? Dez perguntas para evitar ciladas relacionais"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Juliana-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14574\" width=\"376\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Juliana-1.jpg 650w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Juliana-1-286x300.jpg 286w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Juliana-1-401x420.jpg 401w\" sizes=\"(max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/><figcaption><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>.<\/strong><br><strong>Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF.<\/strong><br><strong>Pesquisadora GEPAF\/UFVJM.<\/strong><br><strong>Coordenadora do Projeto MLV.<\/strong><br><strong>Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Amor ou cilada? Esta foi a chamada para um bate papo que fui convidada a participar como debatedora. O momento contou com as contribui\u00e7\u00f5es de Eduarda Khoury, psic\u00f3loga comportamental e a media\u00e7\u00e3o de T\u00e2maro Mendes, psic\u00f3logo atuante na Universidade Federal dos Vales do Jequinhonha e Mucuri \u2013 Campus Te\u00f3filo Otoni\/MG. A transmiss\u00e3o aconteceu ao vivo pela plataforma do Youtube do Centro Acad\u00eamico de Medicina \u2013 CAMTO | <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ZinhQRMl7jo\">https:\/\/youtu.be\/ZinhQRMl7jo<\/a> |.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Eduarda-e-Juliana.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14575\" width=\"634\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Eduarda-e-Juliana.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Eduarda-e-Juliana-300x164.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Eduarda-e-Juliana-696x380.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 634px) 100vw, 634px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, profissionais como a Eduarda (Duda) e eu, dedicamo-nos ao estudo continuado das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero em raz\u00e3o das demandas que nos chegam. Elas surgem em forma de pessoas \u201cdespeda\u00e7adas\u201d emocionalmente e exaustas de tanto lutar para transformar suas realidades. Trata-se de situa\u00e7\u00f5es familiares que envolvem membros distintos, assim como in\u00edcios, meios e t\u00e9rminos de relacionamentos afetivo-conjugais marcados por sofrimento e priva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecemos! N\u00e3o \u00e9 simples falar sobre isso quando estamos expostos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que nos afligem. Por isso, temos a tend\u00eancia de perceber o problema, primeiro, no terreno vizinho e s\u00f3 depois, se alertados, enxergamos o problema que est\u00e1 latente no nosso quintal. Esse nosso espa\u00e7o, \u00e9 o campo relacional, de sociabilidade. Onde apreendemos a conviv\u00eancia com outras pessoas em meio \u00e0 dan\u00e7a inconstante da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das quest\u00f5es mais pr\u00f3prias do cotidiano e alvo de discuss\u00f5es em cada espa\u00e7o de aprendizado social envolve relacionamentos \u00edntimos de afeto. Aqui, enfatizamos as rela\u00e7\u00f5es heterossexuais, mas, o discorrido, aplica-se tamb\u00e9m \u00e0s homossexuais e\/ou quaisquer outras que envolvam pessoas, suas puls\u00f5es vitais e afetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossos esfor\u00e7os foram para ressaltar ao longo do debate o qu\u00e3o necess\u00e1rio faz-se que as pessoas reconhe\u00e7am os formatos de relacionamentos que est\u00e3o se propondo a vivenciar. Eduarda e eu, pontuamos uma s\u00e9rie de palavras-chave que direcionariam aos aspectos mais conflitantes das rela\u00e7\u00f5es. Falamos do sentimento de ci\u00fame e suas formas, por vezes, singela, de anular a individualidade de algu\u00e9m; do quanto o ci\u00fame expressa a inseguran\u00e7a do indiv\u00edduo sobre suas quest\u00f5es mais \u00edntimas; e como este sentimento revela a dimens\u00e3o do controle sobre o outro que, naturalmente, \u00e9 absorvido em relacionamentos conjugais como algo aceit\u00e1vel e comum. Afinal, quem j\u00e1 n\u00e3o ouviu a express\u00e3o: \u201cSe n\u00e3o tem ci\u00fame de voc\u00ea \u00e9 porque n\u00e3o te ama? \u201d. Estas e outras afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o corriqueiras e tendemos a absorv\u00ea-las sem qualquer questionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, se alertas forem acionados no in\u00edcio dos relacionamentos afetivos, h\u00e1 possibilidade de se evitar a progress\u00e3o dos ciclos de abuso ou, as ciladas relacionais. Mas, de que forma podemos identificar e barrar esse avan\u00e7o? Pois bem. Exponho uma quest\u00e3o de partida e que foi sinalizada pela Eduarda durante o debate:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>Mesmo que minha mente e meu corpo queiram estar com aquela pessoa, a situa\u00e7\u00e3o que estou vivendo ao seu lado est\u00e1 me fazendo bem? <\/u><\/strong>Se a resposta imediata for n\u00e3o, repense essa rela\u00e7\u00e3o que voc\u00ea aceitou para sua vida.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Para ajudar nessa empreitada, elaborei <strong>dez<\/strong> perguntas que pretendem ajudar o(a) leitor(a) a construir seus ju\u00edzos de valor sobre os relacionamentos que se prop\u00f5em a conduzir.<\/pre>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>No in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, eu precisei mudar meu comportamento de forma que eu bloqueei ou limitei algo que era, at\u00e9 ent\u00e3o, muito importante pra mim? <strong><u>Sim? Repense!<\/u><\/strong><\/li><li>Quando eu percebi que estava mudando demais a minha forma de viver a vida e me relacionar com outras pessoas, eu fiz alguma coisa para preservar o que me fazia bem anteriormente? <strong><u>N\u00e3o? Repense!<\/u><\/strong><\/li><li>Por qual (is) motivo (s) me submeti a determinadas situa\u00e7\u00f5es se elas n\u00e3o estavam me fazendo bem? <strong><u>Foi pelo outro ou n\u00e3o sabe? Repense!<\/u><\/strong><\/li><li>Cheguei a buscar informa\u00e7\u00f5es de como aquela pessoa se comportava com a (o) parceira (o) em relacionamentos anteriores? <strong><u>N\u00e3o? Procure saber! Isso \u00e9 c\u00edclico e tende a se repetir com voc\u00ea.<\/u><\/strong><\/li><li>Negligenciei (fingir n\u00e3o ver) sinais iniciais que mostravam que aquela rela\u00e7\u00e3o, mais cedo ou mais tarde, n\u00e3o iria dar certo? <strong><u>Sim? Qual a contribui\u00e7\u00e3o disso para o poss\u00edvel abuso vivenciado hoje?<\/u><\/strong><\/li><li>Abri m\u00e3o da minha individualidade (n\u00e3o ou\u00e7o mais as m\u00fasicas que ouvia, n\u00e3o converso mais com pessoas que me faziam bem, n\u00e3o vou mais aos lugares que gostava&#8230;) para atender a vontade da outra pessoa em nome do relacionamento que constru\u00edamos? <strong><u>Sim? Resgate-se, priorize-se e n\u00e3o apague suas redes de apoio.<\/u><\/strong><\/li><li>Acredito (tei) que preciso (aria) encontrar a metade de minha laranja para ser feliz? <strong><u>Sim? Essa tal metade \u00e9 um mito. Voc\u00ea precisa se sentir inteira (o).<\/u><\/strong><\/li><li>Preciso estar ao lado de algu\u00e9m para encontrar um sentido de vida? <strong>Sim? Busque sobre autoestima e fortale\u00e7a seu amor pr\u00f3prio. O sentido de vida independe de outra pessoa caminhar ao lado.<\/strong><\/li><li>Ainda existe uma rela\u00e7\u00e3o comigo mesma (o) estando nessa rela\u00e7\u00e3o de afeto? <strong><u>N\u00e3o? De tanto olhar para o outro, pode ser que voc\u00ea ficou ego\u00edsta consigo mesma (o) e j\u00e1 n\u00e3o se ouve ou se prioriza.<\/u><\/strong><\/li><li>Mantenho as contas das redes sociais conjuntas com o(a) parceiro (a) e\/ou disponibilizo todas as senhas para que n\u00e3o se sinta inseguro (a) e\/ou confie em mim? <strong><u>Sim? N\u00e3o abra m\u00e3o de sua privacidade por quem quer que seja.<\/u><\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es aqui pontuadas foram alguns ganchos poss\u00edveis de serem mobilizados quando tratamos de problematizar situa\u00e7\u00f5es que envolvem ciladas relacionais ou abusos. Nos relacionamentos saud\u00e1veis, os indiv\u00edduos s\u00e3o protagonistas de suas vidas, somam-se um com o outro e n\u00e3o, anulam-se. Nessa din\u00e2mica, tr\u00eas elementos b\u00e1sicos da rela\u00e7\u00e3o afetiva s\u00e3o respeitados: 1) eu; 2) a outra pessoa; 3) o casal. O terceiro elemento \u00e9 o resultado da soma do primeiro e segundo elementos, e jamais, o apagamento de um deles.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Contatos:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>@dudakhoury |@julianalemesoficial |@mendescht<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amor ou cilada? Esta foi a chamada para um bate papo que fui convidada a participar como debatedora. O momento contou com as contribui\u00e7\u00f5es de Eduarda Khoury, psic\u00f3loga comportamental e a media\u00e7\u00e3o de T\u00e2maro Mendes, psic\u00f3logo atuante na Universidade Federal dos Vales do Jequinhonha e Mucuri \u2013 Campus Te\u00f3filo Otoni\/MG. A transmiss\u00e3o aconteceu ao vivo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14575,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[25,24],"tags":[4260,4261,1194],"class_list":["post-14573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-opiniao","tag-ciladas-relacionais","tag-eduarda-khoury","tag-juliana-lemes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14573"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14573"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14576,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14573\/revisions\/14576"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}