{"id":15904,"date":"2022-07-08T11:24:12","date_gmt":"2022-07-08T14:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=15904"},"modified":"2022-07-08T11:24:13","modified_gmt":"2022-07-08T14:24:13","slug":"anuario-brasileiro-de-seguranca-publica-2022-houve-crescimento-das-chamadas-190-sobre-violencia-domestica-e-reducao-das-chamadas-para-demais-motivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=15904","title":{"rendered":"Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2022: houve crescimento das chamadas 190 sobre viol\u00eancia dom\u00e9stica e redu\u00e7\u00e3o das chamadas para demais motivos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Juliana-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15905\" width=\"374\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Juliana-1.jpg 650w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Juliana-1-286x300.jpg 286w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Juliana-1-401x420.jpg 401w\" sizes=\"(max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><figcaption><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>.<\/strong><br><strong>Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF.<\/strong><br><strong>Pesquisadora GEPAF\/UFVJM.<\/strong><br><strong>Coordenadora do Projeto MLV.<\/strong><br><strong>Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dentre as tem\u00e1ticas abordadas no texto de mais de quinhentas laudas, publicizado pela equipe do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica no \u00faltimo m\u00eas, encontra-se o destaque sobre as chamadas de emerg\u00eancia realizadas para o n\u00famero 190.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo foi constatado, entre os anos de 2020 e 2021 houve um acr\u00e9scimo de 23 mil novas chamadas. Isso pode ser um indicativo de que os casos t\u00eam sido mais corriqueiros. Por outro lado, pode indicar que as pessoas est\u00e3o menos tolerantes \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra as mulheres, uma vez que, o acionamento da pol\u00edcia pode ser feito por qualquer pessoa que tome conhecimento da situa\u00e7\u00e3o, sendo desnecess\u00e1rio que a den\u00fancia seja feita pela pessoa vitimada.<\/p>\n\n\n\n<p>Alerto que este dado considera, t\u00e3o somente, as chamadas para o 190, o que n\u00e3o engloba os acionamentos via telefone feitas pelos demandantes para outros n\u00fameros, assim como ocorre nos munic\u00edpios menores, onde n\u00e3o h\u00e1 a disponibiliza\u00e7\u00e3o do \u201cDisque 190\u201d. De fato, este \u00e9 um importante gargalo a ser considerado na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres e, infelizmente, pouco explorado. \u201cAo menos uma pessoa ligou, por minuto, em 2021, para o 190, denunciando agress\u00f5es decorrentes de viol\u00eancia dom\u00e9stica\u201d. Esta informa\u00e7\u00e3o segue associada \u00e0 relevante queda das chamadas 190 (5,3%), para den\u00fancia de crimes n\u00e3o relacionados \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>A indica\u00e7\u00e3o do estudo remete \u00e0 evid\u00eancia de que as pol\u00edcias militares estaduais est\u00e3o sendo cada vez mais demandadas a prestarem, ao menos, atendimento inicial \u00e0s mulheres vitimadas, o que requer das corpora\u00e7\u00f5es a qualifica\u00e7\u00e3o pertinente para que direitos sejam garantidos e a prote\u00e7\u00e3o seja efetivada. Conforme consta no documento, \u201cO que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de n\u00e3o apenas os efetivos das unidades especializadas no atendimento \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, mas todo o efetivo policial estar sensibilizado e capacitado para atender essas mulheres\u201d. Nesse sentido, um mau atendimento no momento de maior fragilidade daquela que se encontra em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, pode significar \u201cperdermos essa mulher para sempre\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere aos feminic\u00eddios, fen\u00f4meno que gera not\u00f3ria repercuss\u00e3o social, algumas unidades da federa\u00e7\u00e3o &#8211; Estados, registraram redu\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias desse tipo, embora tenham constatado um aumento das chamadas via 190, que indicaram epis\u00f3dios violentos em andamento contra mulheres. \u00c9 o caso dos Estados do Acre e de S\u00e3o Paulo. Por outro lado, outros dois Estados \u2013 Pernambuco e Rio de Janeiro, apresentaram o cen\u00e1rio inverso. Naqueles territ\u00f3rios registrou-se a redu\u00e7\u00e3o das chamadas 190 e o aumento dos feminic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>O destaque \u00e0s chamadas 190 mostra-se importante para que sejam observadas as lacunas persistentes quanto ao acesso das mulheres \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica e ao sistema de justi\u00e7a. Trata-se de registrar que o Disque 190 ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel em todas as localidades, o que alerta para a adequa\u00e7\u00e3o das campanhas de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e a formula\u00e7\u00e3o urgente de estrat\u00e9gias capazes de conceder o primordial nesse contexto: o acesso aos servi\u00e7os. <strong>Refer\u00eancia: <\/strong>Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentre as tem\u00e1ticas abordadas no texto de mais de quinhentas laudas, publicizado pela equipe do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica no \u00faltimo m\u00eas, encontra-se o destaque sobre as chamadas de emerg\u00eancia realizadas para o n\u00famero 190. Segundo foi constatado, entre os anos de 2020 e 2021 houve um acr\u00e9scimo de 23 mil novas chamadas. 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