{"id":21614,"date":"2023-09-29T10:30:49","date_gmt":"2023-09-29T13:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=21614"},"modified":"2023-09-29T10:30:50","modified_gmt":"2023-09-29T13:30:50","slug":"o-cnj-decide-pela-paridade-de-genero-mudancas-nos-criterios-de-promocao-por-merecimento-ampliara-numero-de-juizas-na-2a-instancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=21614","title":{"rendered":"O CNJ decide pela Paridade de G\u00eanero: mudan\u00e7as nos crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o por merecimento ampliar\u00e1 n\u00famero de ju\u00edzas na 2\u00aa inst\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Juliana-Lemes-2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21615\" width=\"362\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Juliana-Lemes-2-1.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Juliana-Lemes-2-1-223x300.jpg 223w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Juliana-Lemes-2-1-696x937.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Juliana-Lemes-2-1-312x420.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz.<\/strong><\/strong><br><strong><strong>Doutora em Pol\u00edtica Social (UFF).<\/strong><\/strong><br><strong><strong>Conselheira do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/strong><\/strong><br><strong><strong>Contato: julianalemes@id.uff.br | @julianalemesoficial<\/strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/c581b519-1672-4a64-b43a-bb86d698a7bb.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21616\" width=\"559\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/c581b519-1672-4a64-b43a-bb86d698a7bb.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/c581b519-1672-4a64-b43a-bb86d698a7bb-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, em 26\/9, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) deu um importante passo rumo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das disparidades de g\u00eanero no Brasil, que alcan\u00e7a tamb\u00e9m os Tribunais de Justi\u00e7a. Segundo levantamento do CNJ, em 2022, as mulheres ocupavam 38% dos cargos da magistratura do pa\u00eds e na 2\u00aa inst\u00e2ncia, apenas 25%. Em entrevista, a dra. Adriana Ramos de Mello, desembargadora do estado do Rio de Janeiro, afirmou que mais mulheres magistradas permitir\u00e3o que as decis\u00f5es sejam tomadas com a \u00f3tica feminina e que a paridade de g\u00eanero significa representatividade e democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de paridade, por meio da interposi\u00e7\u00e3o de duas listas para promo\u00e7\u00e3o por merecimento e antiguidade, uma mista e outra s\u00f3 de mulheres, foi feita pela conselheira Selise Sanchotene. Embora n\u00e3o tenha conquistado sua integralidade, o CNJ acolheu a inser\u00e7\u00e3o de listas mista (por merecimento e antiguidade) e a de mulheres (por merecimento), at\u00e9 que se chegue \u00e0 propor\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 40% de mulheres e 60% de homens ocupantes da 2\u00aa inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A fala da desembargadora alinha-se ao apelo das mulheres que reivindicam o equil\u00edbrio nos Tribunais de 2\u00aa inst\u00e2ncia, lembrando que no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), dos 33 ministros, apenas 6 s\u00e3o mulheres (1. Nancy Andrighi; 2. Laurita Vaz; 3. Maria Theresa de Assis Moura; 4. Isabel Gallotti; 5. Assusete Magalh\u00e3es; e 6. Regina Helena Costa). J\u00e1 no STF, das 11 cadeiras, 2 s\u00e3o ocupadas por ministras mulheres (1. Rosa Weber; e 2. Carmen L\u00facia). Nessa dire\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a press\u00e3o p\u00fablica sobre o presidente da rep\u00fablica, para a indica\u00e7\u00e3o de uma mulher negra para a ocupa\u00e7\u00e3o da vaga da Ministra Rosa Weber no Superior Tribunal Federal (STF), uma vez que ela deixa o cargo em fun\u00e7\u00e3o da aposentadoria. Argumenta-se que na hist\u00f3ria do STF foram indicados 168 homens e apenas 3 mulheres, nenhuma delas era uma mulher negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, mesmo em destacada condi\u00e7\u00e3o de poder, ju\u00edzas t\u00eam mais dificuldade de promo\u00e7\u00e3o que os ju\u00edzes. Embora marquem posi\u00e7\u00e3o como magistradas, garantindo seus lugares de protagonismo, ocupam mais tempo do que os homens preparando as novas gera\u00e7\u00f5es \u2013 a maternidade. Condi\u00e7\u00e3o que as imp\u00f5e limita\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 progress\u00e3o nas carreiras. Assim como em outras carreiras onde h\u00e1 predomin\u00e2ncia masculina para a tomada de decis\u00f5es que envolvem a coletividade e n\u00e3o um ou outro segmento espec\u00edfico, na magistratura, as mulheres s\u00e3o minoria nos Tribunais dos Estados e em alguns, elas n\u00e3o existem (Rond\u00f4nia e Amap\u00e1). Nessa dire\u00e7\u00e3o, a paridade de g\u00eanero importa n\u00e3o apenas para mitigar as disparidades de g\u00eanero, mas tamb\u00e9m, para qualificar um sistema feito para todos, mas composto majoritariamente por homens. (Imagem: Portal CNJ).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em linhas gerais, em 26\/9, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) deu um importante passo rumo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das disparidades de g\u00eanero no Brasil, que alcan\u00e7a tamb\u00e9m os Tribunais de Justi\u00e7a. Segundo levantamento do CNJ, em 2022, as mulheres ocupavam 38% dos cargos da magistratura do pa\u00eds e na 2\u00aa inst\u00e2ncia, apenas 25%. 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