{"id":25460,"date":"2024-07-25T21:31:22","date_gmt":"2024-07-26T00:31:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=25460"},"modified":"2024-07-25T21:31:22","modified_gmt":"2024-07-26T00:31:22","slug":"o-anuario-brasileiro-de-seguranca-publica-2024-mostra-o-cenario-das-mortes-violentas-intencionais-no-brasil-e-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=25460","title":{"rendered":"O Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica 2024 mostra o cen\u00e1rio das Mortes Violentas Intencionais no Brasil e em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"942\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Juliana-Lemes-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-25461\" style=\"width:318px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Juliana-Lemes-2.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Juliana-Lemes-2-223x300.jpg 223w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Juliana-Lemes-2-696x937.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Juliana-Lemes-2-312x420.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz.<\/strong><br><strong>Doutora em Pol\u00edtica Social (UFF).<\/strong><br><strong>Conselheira do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/strong><br><strong>Contato: <\/strong><a href=\"mailto:lemes.jlc@gmail.com\">lemes.jlc@gmail.com<\/a><strong> | @julianalemesoficial<\/strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil, houve redu\u00e7\u00e3o de 3,4% da taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), mas o pa\u00eds permaneceu com \u00edndices acima da m\u00e9dia regional (Am\u00e9rica Latina e Caribe), que registrou 18,8% em 2022. No ano passado, a taxa brasileira alcan\u00e7ou 22,8%, o que significa dizer que para cada grupo de 100 mil habitantes, quase 23 pessoas foram mortas. Mais que o triplo da m\u00e9dia da taxa global de homic\u00eddios (5,8%). Minas Gerais foi um dos 6 estados a registrar eleva\u00e7\u00e3o da taxa de MVI, tendo como destaque estadual, as Regi\u00f5es Geogr\u00e1ficas Intermedi\u00e1rias (RGI) de Governador Valadares, Te\u00f3filo Otoni e Ipatinga.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"681\" height=\"540\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Tabela-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-25462\" style=\"width:541px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Tabela-1.jpg 681w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Tabela-1-300x238.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Tabela-1-530x420.jpg 530w\" sizes=\"(max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O <strong>Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica alcan\u00e7ou, em 2024, sua 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o<\/strong>. Produzido anualmente pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), exp\u00f5e dados atualizados e an\u00e1lises qualificadas capazes de subsidiar a tomada de decis\u00e3o de gestores, especialmente, os ocupantes das cadeiras dos governos, seja qual for a inst\u00e2ncia. A equipe analisou informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelas 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o (UF). No estudo, as MVI s\u00e3o classificadas como homic\u00eddios dolosos, feminic\u00eddios, latroc\u00ednios (roubos seguidos de morte), les\u00f5es corporais seguidas de morte, mortes de policiais (vitimiza\u00e7\u00e3o policial) e mortes por interven\u00e7\u00e3o policial (letalidade policial). Para melhor apresentar e aproximar as informa\u00e7\u00f5es diante das distintas realidades do Brasil, o F\u00f3rum utilizou o par\u00e2metro de divis\u00e3o regional constru\u00eddo pelo IBGE em 2017. Assim, todos os munic\u00edpios do pa\u00eds foram subdivididos em 133 Regi\u00f5es Geogr\u00e1ficas Intermedi\u00e1rias (RGI). Dentre as quais, 13 (treze) s\u00e3o mineiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostrou que em 2023, Minas Gerais ficou entre os 6 (seis) estados que avan\u00e7aram na contram\u00e3o do que ocorreu no pa\u00eds no que tange aos n\u00fameros das citadas modalidades violentas, se comparados ao ano de 2022. Al\u00e9m de Minas, que superou a taxa do ano anterior em 3,7%, tamb\u00e9m, apresentaram eleva\u00e7\u00e3o dos \u00edndices, os estados do Amap\u00e1 (39,8%), Mato Grosso (8,1%), Mato Grosso do Sul (6,2%), Pernambuco (6,2%) e Alagoas (1,4). Dentre os 20 estados que reduziram suas taxas, vale destacar Rond\u00f4nia (-14,2%), Rio Grande do Norte (-13,9%) e Paran\u00e1 (-12,8%). O Maranh\u00e3o foi o \u00fanico a manter sua taxa est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, quando se trata de MVI, ao se desconsiderar a varia\u00e7\u00e3o (2022\/2023), verificou-se a maior taxa no Amap\u00e1 (69,9). Ou seja, a cada 100 mil habitantes daquele estado, quase 70 pessoas foram mortas em 2023. Em seguida, apareceram os estados da Bahia (46,5) e Amazonas (40,2), embora, na compara\u00e7\u00e3o com 2022, tenham registrado recuo de 1,3 e 8,2, respectivamente. Dentre os estados com as menores taxas, S\u00e3o Paulo, estado com a maior popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, se destacou com a menor taxa (7,8), seguido de Santa Catarina (8,9) e Distrito Federal (11,1).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse rumo, em compara\u00e7\u00e3o ao ano de 2022, o Anu\u00e1rio 2024 indicou que em 2023, as cidades mais violentas do pa\u00eds com popula\u00e7\u00e3o superior a 100 mil habitantes foram, na sequ\u00eancia: 1\u00ba Santana\/AP; 2\u00ba Cama\u00e7ari\/BA; 3\u00ba Jequi\u00e9\/BA; 4\u00ba Sorriso\/MT; 5\u00ba Sim\u00f5es Filho\/BA; 6\u00ba Feira de Santana\/BA; 7\u00ba Juazeiro\/BA; 8\u00ba Maranguape\/CE; 9\u00ba Macap\u00e1\/AP; e 10\u00ba Eun\u00e1polis\/BA.<\/p>\n\n\n\n<p>Como indicado na tabela 1, em 2023, os dados mostraram que as maiores taxas de MVI em Minas Gerais englobam munic\u00edpios das regi\u00f5es leste e nordeste do estado, onde est\u00e3o localizados os Vales do Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha, que s\u00e3o referentes \u00e0s regi\u00f5es intermedi\u00e1rias de: 1) Governador Valadares (22,9), que superou a m\u00e9dia nacional, liderando o ranking de MG e ficando em 58\u00aa dentre as 133 RGIs do Brasil; 2) Te\u00f3filo Otoni (21,1), na vice-lideran\u00e7a em Minas e 69\u00aa do pa\u00eds; e 3) Ipatinga (18,9), como 3\u00aa de Minas e 83\u00aa em n\u00edvel nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, est\u00e3o as RGIs de Belo Horizonte (17,4); Juiz de Fora (17,3); Divin\u00f3polis (16,9); Patos de Minas (16,4); Montes Claros (10,6); Uberl\u00e2ndia (10,5); Uberaba (8,8); Varginha (8,5); Barbacena (8,3); e Pouso Alegre (6,1). A taxa m\u00e9dia dentre as RGIs mineiras \u00e9 de 14,1, enquanto a taxa da regi\u00e3o sudeste \u00e9 14. Ambas abaixo da taxa m\u00e9dia no Brasil, que \u00e9 22,8 por grupo de 100 mil\/hab.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a realidade da taxa m\u00e9dia brasileira n\u00e3o deve nos servir de \u201cr\u00e9gua\u201d, no sentido de que estar abaixo dela significa tranquilidade ou sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio, uma vez que as evid\u00eancias preocupam e escancaram as desigualdades regionais, tamb\u00e9m, quanto \u00e0 ocorr\u00eancia da viol\u00eancia letal intencional, percebe-se, ano ap\u00f3s ano, a urg\u00eancia de resposta ao problema, diante do agigantamento do desafio de implementar pol\u00edticas p\u00fablicas que alcancem a dimens\u00e3o das especificidades do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, houve redu\u00e7\u00e3o de 3,4% da taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), mas o pa\u00eds permaneceu com \u00edndices acima da m\u00e9dia regional (Am\u00e9rica Latina e Caribe), que registrou 18,8% em 2022. 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