{"id":30762,"date":"2025-08-06T23:31:17","date_gmt":"2025-08-07T02:31:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=30762"},"modified":"2025-08-06T23:31:18","modified_gmt":"2025-08-07T02:31:18","slug":"evite-os-61-socos-siga-as-6-etapas-do-plano-de-denuncia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=30762","title":{"rendered":"Evite os 61 socos: siga as 6 etapas do Plano de Den\u00fancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"942\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-01-19-as-09.25.00_23934bde.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30763\" style=\"width:317px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-01-19-as-09.25.00_23934bde.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-01-19-as-09.25.00_23934bde-223x300.jpg 223w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-01-19-as-09.25.00_23934bde-696x937.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-01-19-as-09.25.00_23934bde-312x420.jpg 312w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><strong>Juliana Lemes da Cruz.<\/strong><br><strong>Doutora em Pol\u00edtica Social (UFF).<\/strong><br><strong>Conselheira do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/strong><br><strong>Contato: <\/strong><a href=\"mailto:lemes.jlc@gmail.com\">lemes.jlc@gmail.com<\/a><strong> | @julianalemesoficial<\/strong><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">O caso da mulher agredida pelo namorado no espa\u00e7o de um elevador gerou uma revolta popular incomum. Isso porque, n\u00e3o foi uma agress\u00e3o corriqueira, daquelas que muitas mulheres deixam passar e que familiares que presenciam arriscam negligenciar. O epis\u00f3dio que repercutiu nesta semana foi chocante at\u00e9 para profissionais de seguran\u00e7a p\u00fablica bastante experimentados na \u00e1rea.<\/pre>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"600\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-06-as-13.44.25_e840687c.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30764\" style=\"width:367px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-06-as-13.44.25_e840687c.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-06-as-13.44.25_e840687c-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-06-as-13.44.25_e840687c-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-08-06-as-13.44.25_e840687c-420x420.jpg 420w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se tornou p\u00fablica pela divulga\u00e7\u00e3o de imagens do sistema de seguran\u00e7a de um condom\u00ednio localizado em Natal, capital do Rio Grande do Norte. As imagens mostram um casal, aparentemente discutindo, logo em seguida, o homem, identificado como Igor Cabral, de 29 anos, efetua uma sequ\u00eancia de 61 socos no rosto da mulher, de 35 anos, identificada como Juliana Soares. A a\u00e7\u00e3o durou pouco mais de 30 segundos e resultou em um rosto desfigurado e a pris\u00e3o em flagrante do autor. A mo\u00e7a sofreu [&#8230;] fraturas no nariz, na mand\u00edbula, na estrutura \u00f3ssea do globo ocular, na bochecha e na base superior do maxilar\u201d. Juliana precisar\u00e1 de cirurgia para reconstru\u00e7\u00e3o facial. O v\u00eddeo circula nas redes sociais e para muitas pessoas \u00e9 \u201cinassist\u00edvel\u201d, por tamanha crueldade a olho nu, entendida como tentativa de feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tamanha repercuss\u00e3o, sempre h\u00e1 quem pergunte: \u201cMas, o que ela fez?\u201d. De imediato, a resposta n\u00e3o pode ser outra: nada justifica tamanha viol\u00eancia. Logo, o que ela falou ou fez anteriormente n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o. A quest\u00e3o seria a seguinte: \u201cO que levou o acusado a se sentir autorizado a manifestar toda sua raiva em 61 socos no rosto da sua namorada?\u201d. O que socialmente se permite contra as mulheres para um homem ousar ser filmado atuando daquela forma? O sentimento de impunidade ou o costume de reagir daquela forma frente a uma frustra\u00e7\u00e3o? O que ocorreu chama a aten\u00e7\u00e3o para uma quest\u00e3o importante: a identifica\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o r\u00e1pida, frente aos primeiros ind\u00edcios ou pistas de que a rela\u00e7\u00e3o oferece riscos, tanto \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica da mulher, quanto \u00e0 sa\u00fade ps\u00edquica.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos mostram que minha experi\u00eancia tamb\u00e9m me permite afirmar que situa\u00e7\u00f5es como esta, que resultam em agress\u00e3o severa, n\u00e3o come\u00e7am por ela. A viol\u00eancia admite uma escalada, que pode come\u00e7ar com xingamentos e pequenos empurr\u00f5es. Mas, como aprender a perceber os detalhes, se o senso comum tende a aceitar xingamentos e pequenos empurr\u00f5es como desaven\u00e7as menores que comp\u00f5em um relacionamento de afeto ou conjugal? A resposta comum a esta quest\u00e3o envolve a identifica\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es de desrespeito que SEMPRE ocorrem antes da agress\u00e3o f\u00edsica ou da tortura psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, parece receita de bolo, mas, estar em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, conseguir perceber e dar a devida import\u00e2ncia \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de desrespeito n\u00e3o \u00e9 tarefa simples. Ligar o sinal de alerta pode n\u00e3o ser t\u00e3o simples. Por isso, relembro que \u201co basta\u201d no in\u00edcio de um relacionamento abusivo s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se a mulher tiver consci\u00eancia do que deve ou n\u00e3o tolerar e do valor que ela tem como ser humano. Assim, como, \u201co basta\u201d durante relacionamento que j\u00e1 passaram da fase inicial deve seguir um rito, para que se obtenha sucesso em romper o ciclo violento. Nesse segundo caso, sugiro aten\u00e7\u00e3o ao \u201cPlano de Den\u00fancia\u201d que formulei e inseri na minha defesa de tese de doutorado em 2023, o qual pode ser um farol para muitas mulheres que sabem que precisam reagir, mas ainda se veem sem dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumidamente, o \u201cPlano de Den\u00fancia\u201d foi elaborado considerando 6 etapas, s\u00e3o elas:<\/strong> <strong>1) <\/strong>Fortalecimento de si mesma;<strong> 2)<\/strong> Identifica\u00e7\u00e3o dos aliados; <strong>3)<\/strong> Principais desafios; <strong>4)<\/strong> Elementos facilitadores; <strong>5)<\/strong> Elementos-base para o recome\u00e7o; e <strong>6)<\/strong> A den\u00fancia ou o rompimento do ciclo violento sem que a formaliza\u00e7\u00e3o da den\u00fancia seja feita; o que passo a descrever, pontualmente, na sequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 1 \u2013 Fortalecimento de si mesma<\/strong> \u2013 Envolve o autoquestionamento provocado ou espont\u00e2neo sobre a situa\u00e7\u00e3o vivenciada. Ao perceber o que ocorre, a mulher pode demorar semanas ou meses para se sentir segura em avan\u00e7ar para os pr\u00f3ximos passos. Vale lembrar que um dos aspectos mais importantes nesse processo \u00e9 o fortalecimento emocional, o \u201cempoderar-se\u201d, no sentido da sustenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o de ruptura de certa rela\u00e7\u00e3o abusiva. Enfraquecida, a mulher dificilmente levar\u00e1 \u00e0 frente um plano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, canais p\u00fablicos para informa\u00e7\u00e3o, como o Disque 180, podem ser muito \u00fateis. Por outro lado, sobre o autocuidado com a sa\u00fade mental, no caso de mulheres que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de custear sess\u00f5es terap\u00eauticas com profissionais da psicologia e\/ou n\u00e3o est\u00e3o inseridas em grupos de apoio ou similares, s\u00e3o utilizadas com \u00eaxito, para consultas e orienta\u00e7\u00f5es, as contas nas redes sociais, tanto de profissionais da \u00e1rea, quanto de coletivos de mulheres \u2013 encontradas nas plataformas Youtube, Instagram e Facebook, por exemplo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 2 \u2013 Identifica\u00e7\u00e3o dos aliados<\/strong> \u2013 Relaciona-se desde a identifica\u00e7\u00e3o dos membros da rede de apoio prim\u00e1ria \u2013 fam\u00edlia e amigos \u2013, at\u00e9 a representa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os que comp\u00f5em a rede de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres do entorno da demandante. Inclui-se, por exemplo: t\u00e9cnicos (as) e\/ou auxiliares do Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social; os (as) agentes comunit\u00e1rios (as) de sa\u00fade; os (as) l\u00edderes religiosos; e as refer\u00eancias comunit\u00e1rias. Importante que a situa\u00e7\u00e3o seja partilhada com algu\u00e9m de confian\u00e7a da mulher, mesmo que isso fique, inicialmente, em sigilo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 3 \u2013 Principais desafios<\/strong> \u2013 A situa\u00e7\u00e3o envolve um perfil de autor agressivo? H\u00e1 risco em potencial de les\u00e3o corporal e\/ou morte? A ofendida depende financeiramente do agressor? T\u00eam filhos em comum ou de outro relacionamento que sejam crian\u00e7as e\/ou adolescentes? Falta apoio familiar e\/ou institucional? Sente culpa em raz\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o vivenciada? Sente-se permanentemente amea\u00e7ada e com medo? Sente compaix\u00e3o pelo agressor? Sente que poderia oferecer-lhe mais uma chance?;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 4 \u2013 Elementos facilitadores<\/strong> \u2013 A independ\u00eancia financeira, embora n\u00e3o seja um fator determinante, \u00e9 um importante facilitador. A decis\u00e3o espont\u00e2nea de que a sa\u00edda da situa\u00e7\u00e3o violenta precisa acontecer geralmente deve-se ao acolhimento e aos apoios das redes sociais, que envolvem o n\u00facleo familiar, amigos, grupos\/coletivos de mulheres, comunidade e membros das organiza\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o governamentais. Se algum desses apoios forem reais, devem ser fortemente explorados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 5 \u2013 Elementos-base para o recome\u00e7o<\/strong> \u2013 Esta \u00e9 a etapa que se firma com refer\u00eancia nas demais, a mais particular delas. Relaciona-se sob tr\u00eas estruturas: Econ\u00f4mica \u2013 qual \u00e9 a particularidade da situa\u00e7\u00e3o? Apoio moral \u2013 familiares e amigos d\u00e3o suporte? Autoconfian\u00e7a \u2013 acredita em si o suficiente para caminhar sozinha?<\/p>\n\n\n\n<p>O cruzamento das cinco primeiras etapas sugere um mapa da situa\u00e7\u00e3o, que permitir\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o de um plano individual de den\u00fancia, tra\u00e7ado minimamente para oferecer \u00e0 mulher melhor clareza no sentido do rompimento do ciclo que, simbolicamente, a aprisiona em uma din\u00e2mica de sofrimento que se estende aos demais membros da fam\u00edlia. Por fim, ap\u00f3s o plano tra\u00e7ado, sem \u00eaxito no rompimento do ciclo violento de forma n\u00e3o conflituosa, o recurso \u00fatil e necess\u00e1rio \u00e9 a den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 6 \u2013 A den\u00fancia<\/strong> \u2013Nessa fase, a mulher deve registrar o boletim de ocorr\u00eancia policial em uma base da Pol\u00edcia Militar ou Pol\u00edcia Civil, relatando, se poss\u00edvel, cronologicamente, as situa\u00e7\u00f5es vivenciadas anteriormente \u2013 viol\u00eancias psicol\u00f3gicas, morais, sexuais, patrimoniais e\/ou f\u00edsicas, al\u00e9m de enfatizar a \u00faltima situa\u00e7\u00e3o violenta sofrida por ela. Em Minas Gerais \u00e9 poss\u00edvel o registro via delegacia virtual.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia:<\/strong> https:\/\/fonte-segura.forumseguranca.org.br\/ plano-de-denuncia-6-etapas-rumo-a-quebra-do-ciclo-de-violencia-domestica-contra-as-mulheres\/ e no corpo da tese intitulada: \u201cMolduras do Feminic\u00eddio [&#8230;]\u201d, dispon\u00edvel em: https:\/\/philos.sophia.com.br\/terminal\/9383\/acervo\/detalhe\/19254<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso da mulher agredida pelo namorado no espa\u00e7o de um elevador gerou uma revolta popular incomum. Isso porque, n\u00e3o foi uma agress\u00e3o corriqueira, daquelas que muitas mulheres deixam passar e que familiares que presenciam arriscam negligenciar. O epis\u00f3dio que repercutiu nesta semana foi chocante at\u00e9 para profissionais de seguran\u00e7a p\u00fablica bastante experimentados na \u00e1rea. 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