{"id":31381,"date":"2025-09-29T16:10:31","date_gmt":"2025-09-29T19:10:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=31381"},"modified":"2025-09-29T16:13:55","modified_gmt":"2025-09-29T19:13:55","slug":"nossa-india-do-dia-a-diatransito-de-teofilo-otoni-expoe-abandono-do-poder-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=31381","title":{"rendered":"Nossa \u00cdndia do dia a dia:Tr\u00e2nsito de Te\u00f3filo Otoni exp\u00f5e abandono do poder p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"545\" height=\"391\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/india.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31382\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/india.jpg 545w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/india-300x215.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O tr\u00e2nsito de Te\u00f3filo Otoni, cada vez mais ca\u00f3tico, tornou-se um retrato do descaso das autoridades com a mobilidade urbana. Um trajeto que antes demandava cerca de 10 minutos, como o percurso entre a Pra\u00e7a Lions Clube e o bairro Gr\u00e3o-Par\u00e1, hoje ultrapassa facilmente 30 minutos. O problema, longe<br>de ser pontual, se arrasta h\u00e1 anos e revela a falta de planejamento e de responsabilidade dos gestores p\u00fablicos. O chamado \u201chor\u00e1rio de pico\u201d na cidade j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser considerado restrito: vai das 6h30 \u00e0s 19h30, praticamente o dia inteiro. Motoristas, motociclistas, pedestres e at\u00e9 ciclistas enfrentam diariamente congestionamentos, desorganiza\u00e7\u00e3o e risco de acidentes, sem que nenhuma a\u00e7\u00e3o efetiva seja tomada pelo poder municipal. O in\u00edcio do colapso \u00e9 apontado por muitos como consequ\u00eancia<br>da mudan\u00e7a promovida em 2006, quando a Teotrans deixou de ser uma autarquia com poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o para se tornar apenas uma divis\u00e3o de tr\u00e2nsito. Na \u00e9poca, o ent\u00e3o prefeito Get\u00falio Neiva atendeu a press\u00f5es populares contra multas de tr\u00e2nsito. Resultado: em vez de corrigir comportamentos irregulares, a administra\u00e7\u00e3o retirou os instrumentos de controle, deixando a cidade entregue ao improviso. Na gest\u00e3o atual, a desordem alcan\u00e7ou o \u00e1pice. Por decis\u00e3o judicial, o contrato entre a Prefeitura Municipal e a SPE Park, empresa respons\u00e1vel pela gest\u00e3o do estacionamento rotativo, foi<br>encerrado. A medida representou um retrocesso significativo. O estacionamento rotativo \u00e9 considerado fundamental em centros urbanos por trazer benef\u00edcios como maior disponibilidade de vagas, dinamismo no com\u00e9rcio local, gera\u00e7\u00e3o de receita para o munic\u00edpio, oportunidades de emprego para dezenas de jovens, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00e3o e fluidez do tr\u00e2nsito. A aus\u00eancia desse sistema agrava a escassez de<br>vagas no centro e intensifica a confus\u00e3o no tr\u00e1fego. N\u00e3o estamos dizendo que a SPE Park devesse continuar, mas a Prefeitura deveria ter, no m\u00ednimo, uma a\u00e7\u00e3o que fizesse o tr\u00e1fego melhorar, e n\u00e3o<br>deixar as coisas como est\u00e3o. Soma-se a isso o fluxo constante de carretas circulando por ruas estreitas<br>do centro, pouco mudadas desde a constru\u00e7\u00e3o das vias no s\u00e9culo XVIII, o que evidencia a falta de qualquer planejamento urbano compat\u00edvel com as demandas atuais da cidade. O cen\u00e1rio de abandono se agravou ap\u00f3s a pandemia, per\u00edodo em que motoristas se acostumaram a desrespeitar sem\u00e1foros e regras b\u00e1sicas de circula\u00e7\u00e3o. Sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, infra\u00e7\u00f5es como avan\u00e7o de sinal, estacionamento em fila dupla, motos em contram\u00e3o e caos em frente \u00e0s escolas se tornaram rotina.<br>A omiss\u00e3o do poder p\u00fablico \u00e9 evidente. Agentes de tr\u00e2nsito, vereadores e gestores parecem n\u00e3o vivenciar a realidade das ruas, ou preferem ignor\u00e1-la. Para completar o quadro, cresce a circula\u00e7\u00e3o das chamadas<br>bicicletas el\u00e9tricas, ainda sem regulamenta\u00e7\u00e3o, disputando espa\u00e7o entre carros e pedestres, aumentando<br>riscos e desordem. O resultado \u00e9 um tr\u00e2nsito desgovernado, que rouba tempo e paci\u00eancia dos cidad\u00e3os<br>e exp\u00f5e o descompromisso das autoridades municipais com um problema que impacta a vida de todos.<br>A cidade clama por planejamento, fiscaliza\u00e7\u00e3o e coragem pol\u00edtica para enfrentar interesses e priorizar<br>a coletividade. Enquanto nada \u00e9 feito, Te\u00f3filo Otoni segue afundada em seu pr\u00f3prio caos \u2014 a \u201c\u00cdndia do Vale do Mucuri\u201d \u2014 onde cada sa\u00edda \u00e0s ruas se torna um teste de paci\u00eancia e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tr\u00e2nsito de Te\u00f3filo Otoni, cada vez mais ca\u00f3tico, tornou-se um retrato do descaso das autoridades com a mobilidade urbana. Um trajeto que antes demandava cerca de 10 minutos, como o percurso entre a Pra\u00e7a Lions Clube e o bairro Gr\u00e3o-Par\u00e1, hoje ultrapassa facilmente 30 minutos. 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