{"id":32284,"date":"2025-12-23T11:48:31","date_gmt":"2025-12-23T14:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=32284"},"modified":"2025-12-23T11:48:31","modified_gmt":"2025-12-23T14:48:31","slug":"sitio-cascalho-historias-de-superacao-na-cafeicultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=32284","title":{"rendered":"S\u00edtio Cascalho: hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o na cafeicultura\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>S\u00edtio do Cascalho<\/strong>, em Nat\u00e9rcia, no Sul de Minas, faz jus ao nome. Por l\u00e1, o solo repleto de pedregulhos \u00e9 sin\u00f4nimo de desafios, mas tamb\u00e9m marca registrada do esfor\u00e7o e da resili\u00eancia que atravessam quatro gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia de <strong>Leandro Henrique da Silva Almeida<\/strong>. Uma hist\u00f3ria iniciada h\u00e1 quase um s\u00e9culo e que hoje se traduz em uma lavoura onde <strong>90% da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de caf\u00e9 especial<\/strong>.<\/p>\n<h3><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n<p>O bisav\u00f4 de Leandro chegou \u00e0 regi\u00e3o h\u00e1 cerca de 100 anos e iniciou o cultivo de mandioca e a cria\u00e7\u00e3o de gado para subsist\u00eancia. Com o passar do tempo, o av\u00f4, <strong>Vicente Ol\u00edmpio<\/strong>, deu continuidade ao trabalho e, al\u00e9m da mandioca e da pecu\u00e1ria, passou a produzir arroz. Na \u00e9poca, apenas o excedente era comercializado.<\/p>\n<p>O caf\u00e9 s\u00f3 chegou ao S\u00edtio do Cascalho anos mais tarde, quando a cafeicultura ganhou for\u00e7a no munic\u00edpio. Foi nesse momento que o av\u00f4 decidiu investir na produ\u00e7\u00e3o. Segundo Leandro, o primeiro plantio foi feito de forma totalmente manual, com uso de enxada e muito esfor\u00e7o para manejar o solo cheio de cascalho. O resultado foi cerca de <strong>mil p\u00e9s de caf\u00e9<\/strong>, que renderam <strong>12 sacas colhidas<\/strong>.<\/p>\n<p>Com a experi\u00eancia acumulada pelos antepassados, o pai de Leandro, <strong>M\u00e1rcio Batista<\/strong>, decidiu dar mais um passo. Vendeu dois garrotes e investiu em mudas, adubo e no manejo da terra. Ainda na d\u00e9cada de 1990, conseguiu um trator emprestado, o que garantiu um preparo mais eficiente do solo. O esfor\u00e7o deu resultado: no primeiro ano, foram <strong>tr\u00eas mil mudas plantadas<\/strong>, que se multiplicaram ao longo dos anos gra\u00e7as ao trabalho conjunto da fam\u00edlia.<\/p>\n<h3><strong>Desafios e sucess\u00e3o familiar<\/strong><\/h3>\n<p>H\u00e1 seis anos, a fam\u00edlia enfrentou um dos momentos mais dif\u00edceis de sua hist\u00f3ria: uma tempestade de granizo destruiu <strong>80% da lavoura<\/strong>. Diante da adversidade, Leandro, rec\u00e9m-formado no ensino m\u00e9dio, retornou ao s\u00edtio e buscou outros empregos para ajudar a fam\u00edlia, enquanto o pai se dedicava \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2502 <em>\u201cA natureza nos ensina muita coisa, principalmente a resili\u00eancia. Ver meu pai reconstruir a lavoura, n\u00e3o desistindo do que sempre foi o nosso sustento, isso formou o meu car\u00e1ter, aumentou a minha f\u00e9 e, depois de passar por isso e ver a reconstru\u00e7\u00e3o, tudo se torna mais satisfat\u00f3rio\u201d<\/em>, lembra Leandro.<\/p>\n<p>Essa trajet\u00f3ria foi registrada em um dos cap\u00edtulos do livro <strong>\u201cOs jovens, as gerais e o agro\u201d<\/strong>, projeto da Faemg do qual Leandro foi convidado a participar.<\/p>\n<h3><strong>Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Desde ent\u00e3o, a fam\u00edlia se uniu ainda mais em torno da cafeicultura. Leandro conta que realizou <strong>todos os cursos do Senar voltados ao caf\u00e9<\/strong>, al\u00e9m de capacita\u00e7\u00f5es no Instituto Federal de Minas Gerais, campus Muzambinho. Atualmente, ele cursa <strong>Agronomia<\/strong>. Com essa bagagem, passou a sugerir melhorias no p\u00f3s-colheita, na separa\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os por talh\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o de lotes distintos e na identifica\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas de cada caf\u00e9.<\/p>\n<p>Hoje, o S\u00edtio do Cascalho conta com cerca de <strong>30 mil p\u00e9s de caf\u00e9<\/strong>, sendo <strong>20 mil<\/strong> pertencentes a M\u00e1rcio e <strong>10 mil<\/strong> a Leandro. Juntos, produzem aproximadamente <strong>200 sacas por safra<\/strong>, com <strong>90% de caf\u00e9 especial<\/strong>. Parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada com cafeterias de Belo Horizonte, enquanto o restante \u00e9 destinado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, com torra e empacotamento. Atualmente, s\u00e3o <strong>50 pacotes por m\u00eas<\/strong>, com expectativa de crescimento.<\/p>\n\n<p>\u2502 <em>\u201cO caf\u00e9 vai continuar sendo o sustento da minha fam\u00edlia, mas pretendo melhorar o n\u00edvel tecnol\u00f3gico das lavouras, com maior produtividade e com foco maior em qualidade\u201d<\/em>, planeja Leandro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O S\u00edtio do Cascalho, em Nat\u00e9rcia, no Sul de Minas, faz jus ao nome. Por l\u00e1, o solo repleto de pedregulhos \u00e9 sin\u00f4nimo de desafios, mas tamb\u00e9m marca registrada do esfor\u00e7o e da resili\u00eancia que atravessam quatro gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia de Leandro Henrique da Silva Almeida. 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