{"id":35147,"date":"2026-09-08T13:28:54","date_gmt":"2026-09-08T16:28:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=35147"},"modified":"2026-09-08T14:27:59","modified_gmt":"2026-09-08T17:27:59","slug":"justica-suspende-atividades-da-sigma-lithium-apos-acao-de-comunidades-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=35147","title":{"rendered":"Justi\u00e7a suspende atividades da Sigma Lithium ap\u00f3s a\u00e7\u00e3o de comunidades quilombolas"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><sub><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal envolve comunidades quilombolas de Ara\u00e7ua\u00ed e Itinga e aponta risco de impactos decorrentes da atividade mineradora<\/mark><\/sub><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-1024x575.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35148\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-300x168.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-768x431.jpg 768w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-696x391.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-1068x599.jpg 1068w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo-749x420.jpg 749w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Foto-FRED-MAGNO_O-Tempo.jpg 1162w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub>Justi\u00e7a Federal determina suspens\u00e3o das atividades do Projeto Grota do Cirilo, da Sigma Lithium, no Vale do Jequitinhonha &#8211; <strong>Foto: FRED MAGNO\/O Tempo<\/strong><\/sub><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal determinou a suspens\u00e3o das licen\u00e7as ambientais e das atividades de minera\u00e7\u00e3o da Sigma Lithium no projeto Grota do Cirilo, entre Ara\u00e7ua\u00ed e Itinga, no Vale do Jequitinhonha. A decis\u00e3o foi tomada na sexta-feira (4), pela Vara Federal de Te\u00f3filo Otoni, ap\u00f3s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica apresentada pela Federa\u00e7\u00e3o das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o questiona o processo de licenciamento e afirma que comunidades quilombolas potencialmente afetadas pela minera\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram consultadas. Entre os grupos citados est\u00e3o as comunidades Ba\u00fa, Genipapo Pintos e Jenipapo II.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais pontos da disputa \u00e9 a dist\u00e2ncia entre as comunidades e a \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o. A Sigma sustenta que os grupos est\u00e3o fora do raio de oito quil\u00f4metros considerado no licenciamento. Dados apresentados pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), por\u00e9m, apontam que o territ\u00f3rio quilombola do Ba\u00fa est\u00e1 a aproximadamente 2,7 quil\u00f4metros da \u00e1rea diretamente afetada pelo empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da diverg\u00eancia, a Justi\u00e7a determinou a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia para definir com precis\u00e3o a dist\u00e2ncia entre o territ\u00f3rio tradicional e a \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz tamb\u00e9m considerou que a continuidade das atividades poderia provocar danos \u00e0s comunidades, especialmente em raz\u00e3o do uso de explosivos e da movimenta\u00e7\u00e3o de terras durante as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sigma contesta<\/h3>\n\n\n\n<p>A Sigma Lithium contesta as acusa\u00e7\u00f5es e afirma que n\u00e3o apresentou informa\u00e7\u00f5es falsas \u00e0s autoridades ambientais. Ap\u00f3s a decis\u00e3o, a empresa informou que ainda n\u00e3o havia sido formalmente notificada e que adotaria as medidas jur\u00eddicas cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o judicial ocorre poucas semanas depois de a empresa ter enfrentado um embargo parcial determinado pela Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (Feam).<\/p>\n\n\n\n<p>Em fiscaliza\u00e7\u00e3o realizada em maio, o \u00f3rg\u00e3o apontou irregularidades ambientais, entre elas capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em nascente sem a devida outorga e aterramento de quatro cursos d\u2019\u00e1gua. Tamb\u00e9m foram identificadas interven\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s opera\u00e7\u00f5es das cavas Norte e Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sigma nega as irregularidades e informou que iniciou negocia\u00e7\u00f5es para um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o governo de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso deve ter novos desdobramentos na Justi\u00e7a e nos \u00f3rg\u00e3os ambientais, enquanto comunidades tradicionais e a empresa defendem posi\u00e7\u00f5es distintas sobre os impactos e os procedimentos de licenciamento do empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confira todos os detalhes, documentos, posicionamentos e os pr\u00f3ximos passos do caso na reportagem completa da edi\u00e7\u00e3o impressa do Di\u00e1rio Tribuna.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal envolve comunidades quilombolas de Ara\u00e7ua\u00ed e Itinga e aponta risco de impactos decorrentes da atividade mineradora A Justi\u00e7a Federal determinou a suspens\u00e3o das licen\u00e7as ambientais e das atividades de minera\u00e7\u00e3o da Sigma Lithium no projeto Grota do Cirilo, entre Ara\u00e7ua\u00ed e Itinga, no Vale do Jequitinhonha. 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