{"id":4118,"date":"2020-09-16T23:35:15","date_gmt":"2020-09-17T02:35:15","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4118"},"modified":"2020-09-16T23:35:16","modified_gmt":"2020-09-17T02:35:16","slug":"atlas-da-violencia-2020-populacao-lgbtqi-perfil-dos-homicidios-e-armas-de-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4118","title":{"rendered":"Atlas da viol\u00eancia 2020: popula\u00e7\u00e3o LGBTQi+, perfil dos homic\u00eddios e armas de fogo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4120\" width=\"237\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-8.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-8-256x300.jpg 256w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-8-696x815.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-8-359x420.jpg 359w\" sizes=\"(max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><figcaption><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>. Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF. Pesquisadora GEPAF\/UFVJM. Coordenadora do Projeto MLV. Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Sem-t\u00edtulo-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4119\" width=\"534\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Sem-t\u00edtulo-2.png 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Sem-t\u00edtulo-2-300x105.png 300w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Conforme mencionado em edi\u00e7\u00e3o anterior, sigo com a exposi\u00e7\u00e3o dos principais argumentos do documento 2020 do Atlas da viol\u00eancia. A constru\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo sobre a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+, que inovou ao destacar a sua invisibiliza\u00e7\u00e3o na sociedade, teve a colabora\u00e7\u00e3o do Ca\u00ea Vasconcelos, que \u00e9 jornalista da Ponte Jornalismo e homem transexual. Este estudo explica que LGBTQI+ \u201c\u00e9 a sigla para l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transg\u00eaneros, queer intersexuais [&#8230;] e o sinal \u201c+\u201d, foi utilizado para fazer alus\u00e3o \u00e0 visibilidade de casos de assassinatos de heterossexuais sob motiva\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas, tendo sido a v\u00edtima confundida com gays ou l\u00e9sbicas, al\u00e9m de incluir, tamb\u00e9m, outros grupos n\u00e3o representados imediatamente pela sigla LGBTI\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a tem\u00e1tica, o estudo aponta que pela escassez de indicadores, a incorpora\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es sobre a identidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual no pr\u00f3ximo recenseamento (censo demogr\u00e1fico do IBGE) seria de singular import\u00e2ncia. Assim como, que estas vari\u00e1veis colaborem com as estat\u00edsticas estando dispon\u00edveis no momento dos registros dos boletins de ocorr\u00eancia do campo da seguran\u00e7a p\u00fablica. Mudan\u00e7as nesse sentido podem colaborar para a elabora\u00e7\u00e3o e aplicabilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas a esta popula\u00e7\u00e3o pelo Estado. Uma vez que, dentre as m\u00faltiplas fontes acessadas, o maior potencial de identifica\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas LGBTQI+ s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica. Entre 2011 e 2017 houve aumento das den\u00fancias de homic\u00eddio desta popula\u00e7\u00e3o em 127%. No entanto, houve redu\u00e7\u00e3o de 28% em 2018. De outro modo, as tentativas de homic\u00eddio aumentaram 88% entre 2017 e 2018, \u201co \u00e1pice da s\u00e9ria hist\u00f3rica\u201d, segundo o documento. O alerta tamb\u00e9m considera a improv\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o da subnotifica\u00e7\u00e3o dos casos, o que sinaliza a persistente invisibiliza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao cap\u00edtulo dedicado ao perfil dos homic\u00eddios no Brasil, o estudo analisou os microdados dos mais de 638 mil homic\u00eddios registrados entre 2008 e 2018, conforme informa\u00e7\u00f5es do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (SIM\/ MS), onde deste total, 91,8% dos mortos eram homens. Em ambos os sexos, a expressiva maioria eram solteiros (mulheres \u2013 71% e homens \u2013 80,4%). Quanto ao instrumento causador da morte, em 77,1% das mortes masculinas e 53,7% das mortes femininas foram utilizadas armas de fogo. E menos de 30% das v\u00edtimas dos sexo masculino e menos de 15% das v\u00edtimas do sexo feminino perderam a vida por meio de instrumento cortante. Quanto ao local do assassinato, 69,4% dos homens foram mortos na rua ou estrada, enquanto que as mulheres foram 45,1%. Um local que chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a diferen\u00e7a percentual quando o local \u00e9 a resid\u00eancia, onde registra-se a vitimiza\u00e7\u00e3o de 14,4% dos homens e 38,9% das mulheres. Os meses que mais ocorreram as mortes foram dezembro, janeiro e mar\u00e7o, tendo queda, especialmente, em junho e julho. Os finais de semana s\u00e3o destaque no n\u00famero de homic\u00eddios para ambos os sexos e quanto aos hor\u00e1rios, os homic\u00eddios tiveram seu \u00e1pice entre 20h e 00h.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as armas de fogo, o documento alerta para a respectiva flexibiliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, o que segue na contram\u00e3o das pesquisas e evid\u00eancias cient\u00edficas que apontam que os impactos \u00e0 sociedade poder\u00e3o durar d\u00e9cadas. Destaque para as mudan\u00e7as legislativas por meio de decretos que capitanearam a fragiliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de controle e registro. Acrescido a isso, o aumento perigoso da venda de armas de fogo e muni\u00e7\u00e3o, quase 200% no primeiro semestre de 2020. As maiores propor\u00e7\u00f5es de mortes por armas de fogo, dentre os homic\u00eddios nos estados foram identificados no Rio Grande do Norte (89,8%), Cear\u00e1 (85,8%) e Sergipe (84,6%). Minas Gerais registrou 66,3% dos assassinatos por armas de fogo. <\/p>\n\n\n\n<p>Pela densidade das informa\u00e7\u00f5es, o t\u00f3pico sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas em evid\u00eancias ser\u00e1 desenhado em separado, de modo que os argumentos de outros estudos sejam tamb\u00e9m incorporados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o em uma pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da coluna Interfaces. (Fonte: IPEA e FBSP, Atlas da Viol\u00eancia 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ www.ipea.gov.br\/atlasviolencia\/download\/24\/ atlas-da-violencia-2020).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme mencionado em edi\u00e7\u00e3o anterior, sigo com a exposi\u00e7\u00e3o dos principais argumentos do documento 2020 do Atlas da viol\u00eancia. A constru\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo sobre a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQI+, que inovou ao destacar a sua invisibiliza\u00e7\u00e3o na sociedade, teve a colabora\u00e7\u00e3o do Ca\u00ea Vasconcelos, que \u00e9 jornalista da Ponte Jornalismo e homem transexual. Este [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rop_custom_images_group":[],"rop_custom_messages_group":[],"rop_publish_now":"initial","rop_publish_now_accounts":[],"rop_publish_now_history":[],"rop_publish_now_status":"pending","footnotes":""},"categories":[25,24],"tags":[1418,1194,1569],"class_list":["post-4118","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-opiniao","tag-atlas-da-violencia-2020","tag-juliana-lemes","tag-populacao-lgbtqi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4118"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4121,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4118\/revisions\/4121"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}