{"id":4143,"date":"2020-09-17T00:53:46","date_gmt":"2020-09-17T03:53:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4143"},"modified":"2020-09-17T00:53:48","modified_gmt":"2020-09-17T03:53:48","slug":"radha-brasil-e-condenada-a-indenizar-por-propaganda-enganosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4143","title":{"rendered":"Radha Brasil \u00e9 condenada a indenizar por propaganda enganosa"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Consumidora acreditou que poderia ganhar R$ 300 mil ao participar de concurso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/noticia-forum-de-varzea-da-palma.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4144\" width=\"517\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/noticia-forum-de-varzea-da-palma.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/noticia-forum-de-varzea-da-palma-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A\u00a0Radha Brasil Edi\u00e7\u00f5es e Servi\u00e7os foi condenada a indenizar uma consumidora em R$ 8 mil por danos morais. A cliente alegou no processo judicial que foi alvo de propaganda enganosa. Com essa decis\u00e3o, a 17\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) manteve a senten\u00e7a da Comarca de V\u00e1rzea da Palma.<\/p>\n\n\n\n<p>A consumidora relatou que recebeu v\u00e1rias mensagens que veiculavam promo\u00e7\u00f5es de forma abusiva, induzindo-a a crer que poderia ser ganhadora de concurso, caso adquirisse os produtos ofertados na propaganda. As cartas e mensagens nominativas e pessoais induziam \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios produtos, entre livros, revistas e CDs, sob a promessa de a cliente estar mais pr\u00f3xima de ficar rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as cartas diziam que a consumidora estaria participando de um sorteio no valor de R$ 300 mil, o que a fazia se sentir \u00fanica e especial e, certamente, com mais chances de se tornar a ganhadora. Umas das cartas dizia: &#8220;Tudo o que precisamos agora \u00e9 do ganhador (nome da mulher), que poder\u00e1 ser\u00a0voc\u00ea!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A consumidora afirmou que lhe trouxe frustra\u00e7\u00e3o a falsa expectativa, criada pela empresa, de que se tornaria rica ap\u00f3s adquirir os produtos e ganhar o pr\u00eamio. A situa\u00e7\u00e3o causou-lhe enorme abalo psicol\u00f3gico e emocional, inclusive um quadro de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o foi julgado procedente e a empresa\u00a0Radha Brasil condenada a pagar R$ 8 mil por danos morais e declarar rescindido o contrato. A empresa deveria ainda restituir todos os valores desembolsados pela consumidora, a serem apurados em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso &#8211;<\/strong> A\u00a0Radha Brasil recorreu, alegando que o material publicit\u00e1rio enviado \u00e0 consumidora informa que se trata de um concurso de pr\u00eamios. Todas as pe\u00e7as promocionais enviadas oferecem produtos e convidam o cliente a participar de alguns concursos, deixando bem claro que o recebimento da recompensa estaria condicionado a um evento futuro, ou seja, a apura\u00e7\u00e3o do ganhador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a empresa, \u00e9 inver\u00eddica a afirma\u00e7\u00e3o de que o recebimento de pr\u00eamios estava condicionado \u00e0 compra de produtos, sendo que alguns sorteios realizados n\u00e3o dependiam dessa aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pediu no recurso que fosse afastado o dever de indenizar a cliente ou reduzido o valor arbitrado em primeira inst\u00e2ncia para a repara\u00e7\u00e3o. Por fim, sustentou que a consumidora n\u00e3o fez prova do dano material, sendo indevida a restitui\u00e7\u00e3o do valor de R$ 7 mil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campanha publicit\u00e1ria <\/strong>&#8211; Para a relatora, desembargadora Aparecida Grossi, \u00e9 imprescind\u00edvel que as empresas forne\u00e7am ao consumidor as informa\u00e7\u00f5es essenciais sobre o produto e sua compra, de forma clara e objetiva, evitando que a mensagem dos an\u00fancios seja interpretada de forma equivocada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 importante considerar, principalmente em campanhas publicit\u00e1rias como a retratada nos autos, dirigida pessoalmente ao consumidor, o perfil e caracter\u00edsticas do seu p\u00fablico-alvo, bem como o seu grau de conhecimento e, consequentemente, hipossufici\u00eancia, a fim de que se respeite a sua integridade e dignidade, e que n\u00e3o se retire proveito de suas condi\u00e7\u00f5es particulares de inexperi\u00eancia&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada, portanto, considerou que a consumidora foi induzida ao erro pela empresa, n\u00e3o restando d\u00favidas acerca da natureza il\u00edcita da conduta &#8211; a pr\u00e1tica de publicidade enganosa e abusiva. A indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 8 mil foi mantida, pois, conforme a relatora, se mostra justa aos transtornos, inquieta\u00e7\u00f5es e dissabores suportados.<\/p>\n\n\n\n<p>A desembargadora declarou a rescis\u00e3o do contrato, diante da pr\u00e1tica de ato il\u00edcito, e determinou a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos pela cliente, cujo montante deve ser apurado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a. Os desembargadores Roberto Soares\u00a0de Vasconcellos Paes e Amauri Pinto Ferreira votaram de acordo com a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Consulte o&nbsp;<a href=\"https:\/\/yraawiytiinerle.i-mpr.com\/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGd3d3NS50am1nLmp1cy5iciUyRmp1cmlzcHJ1ZGVuY2lhJTJGcGVzcXVpc2FOdW1lcm9DTkpFc3BlbGhvQWNvcmRhby5kbyUzQmpzZXNzaW9uaWQlM0QyQzJERDFDMTBFQjg3MDJBRDRBMDE2ODQzQzY4NjRCOS5qdXJpX25vZGUyJTNGbnVtZXJvUmVnaXN0cm8lM0QxJTI2dG90YWxMaW5oYXMlM0QxJTI2bGluaGFzUG9yUGFnaW5hJTNEMTAlMjZudW1lcm9VbmljbyUzRDEuMDcwOC4xMC4wMDM3OTItNiUyNTJGMDAxJTI2cGVzcXVpc2FOdW1lcm9DTkolM0RQZXNxdWlzYXI6MTYzNjIzOTQ4OnRyaWJ1bmFkb211Y3VyaUBnbWFpbC5jb206ZWM1M2Vh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;<\/a>na \u00edntegra e&nbsp;<a href=\"https:\/\/yraawiytiinerle.i-mpr.com\/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGd3d3NC50am1nLmp1cy5iciUyRmp1cmlkaWNvJTJGc2YlMkZwcm9jX3Jlc3VsdGFkbzIuanNwJTNGdGlwb1Blc3F1aXNhMiUzRDElMjZ0eHRQcm9jZXNzbyUzRDEwNzA4MTAwMDM3OTI2MDAxJTI2bm9tZVBlc3NvYSUzRCUyNnRpcG9QZXNzb2ElM0RYJTI2bmF0dXJlemFQcm9jZXNzbyUzRDAlMjZzaXR1YWNhb1BhcnRlJTNEWCUyNmNvZGlnb09BQjIlM0QlMjZ0aXBvT0FCJTNETiUyNnVmT0FCJTNETUclMjZudW1lcm8lM0QyMCUyNnNlbGVjdCUzRDElMjZsaXN0YVByb2Nlc3NvcyUzRDEwNzA4MTAwMDM3OTI2MDAxJTI2dGlwb0NvbnN1bHRhJTNEMSUyNm5hdHVyZXphJTNEMCUyNmF0aXZvQmFpeGFkbyUzRFglMjZjb21yQ29kaWdvJTNEMDAyNDoxNjM2MjM5NDg6dHJpYnVuYWRvbXVjdXJpQGdtYWlsLmNvbToyNjVmNWY=\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acompanhe o caso&nbsp;<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional &#8211;\u00a0Ascom<br>Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais &#8211; TJMG<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consumidora acreditou que poderia ganhar R$ 300 mil ao participar de concurso A\u00a0Radha Brasil Edi\u00e7\u00f5es e Servi\u00e7os foi condenada a indenizar uma consumidora em R$ 8 mil por danos morais. 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