{"id":4426,"date":"2020-09-25T01:45:31","date_gmt":"2020-09-25T04:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4426"},"modified":"2020-09-25T09:36:12","modified_gmt":"2020-09-25T12:36:12","slug":"medo-e-vergonha-versus-liberdade-o-percurso-de-maricelia-para-vencer-a-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=4426","title":{"rendered":"Medo e vergonha versus liberdade: o percurso de Maric\u00e9lia para vencer a viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-13.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4427\" width=\"260\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-13.jpg 700w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-13-256x300.jpg 256w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-13-696x815.jpg 696w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/unnamed-13-359x420.jpg 359w\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><figcaption><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>. Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF. Pesquisadora GEPAF\/UFVJM. Coordenadora do Projeto MLV. Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/97197961_2960496577378692_3408206228986265600_n.jpg\" alt=\"\" data-id=\"4428\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/97197961_2960496577378692_3408206228986265600_n.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=4428\" class=\"wp-image-4428\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/97197961_2960496577378692_3408206228986265600_n.jpg 600w, 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wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"702\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-e-St\u00e9phane.jpg\" alt=\"\" data-id=\"4446\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-e-St\u00e9phane.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=4446\" class=\"wp-image-4446\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-e-St\u00e9phane.jpg 500w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-e-St\u00e9phane-214x300.jpg 214w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-e-St\u00e9phane-299x420.jpg 299w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Maric\u00e9lia e St\u00e9phane<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"392\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-em-situa\u00e7\u00e3o-de-viol\u00eancia.jpg\" alt=\"\" data-id=\"4447\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-em-situa\u00e7\u00e3o-de-viol\u00eancia.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=4447\" class=\"wp-image-4447\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-em-situa\u00e7\u00e3o-de-viol\u00eancia.jpg 500w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Maric\u00e9lia-em-situa\u00e7\u00e3o-de-viol\u00eancia-300x235.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Maric\u00e9lia em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Dar visibilidade \u00e0 tem\u00e1tica da viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 mais do que criar um ambiente de sensibiliza\u00e7\u00e3o das pessoas, deveria ser uma responsabilidade de todos que almejam uma sociedade mais justa. Falar de igualdade entre homens e mulheres vai al\u00e9m de problematizar quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de postos de decis\u00e3o ou espa\u00e7o no mercado de trabalho formal. O apre\u00e7o pela igualdade de g\u00eanero demanda mais do que o discurso afetuoso de respeito e reconhecimento da capacidade laborativa feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres alcan\u00e7a todas as dimens\u00f5es da vida social e costuma ficar silenciada no espa\u00e7o dom\u00e9stico, no \u00e2mbito da fam\u00edlia, compreendido socialmente, como um lugar seguro, de aconchego e amor. No entanto, a realidade pr\u00e1tica coloca por terra essa impress\u00e3o de harmonia dos lares e exp\u00f5e toda a viol\u00eancia que o cerca. Viol\u00eancia que parte de membros considerados chefes, geralmente provedores, do sexo masculino, contra crian\u00e7as, adolescentes e suas companheiras \u2013 mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a devida autoriza\u00e7\u00e3o para exposi\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria e imagens a ela relacionadas, conheceremos a seguir, o relato de vida da Maric\u00e9lia Coelho no \u00e2mbito das quase tr\u00eas d\u00e9cadas de casamento. Ela \u00e9 m\u00e3e, residente no munic\u00edpio de Te\u00f3filo Otoni, classe m\u00e9dia, consultora-l\u00edder Natura, independente e livre de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Maric\u00e9lia foi casada por 28 anos, grande parte desse per\u00edodo sob amea\u00e7as, chantagens e medo. Com o psicol\u00f3gico abalado, ficou por dois anos pensando em como sair de casa. Buscou ajuda e come\u00e7ou a fazer terapia. Mesmo fazendo o tratamento, ela achava que teria que permanecer no relacionamento abusivo. \u201cO jeito era eu ficar dentro de casa, calar e me sujeitar. Ouvir aquelas amea\u00e7as e as palavras de desmotiva\u00e7\u00e3o [&#8230;]\u201d. Em geral, as mulheres t\u00eam muita dificuldade em perceber que conseguem caminhar sozinhas porque est\u00e3o inseguras, e por vezes, n\u00e3o encontram apoio de familiares, amigos ou profissionais que as incentivem a romper o ciclo da viol\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio, algumas pessoas importantes na vida da mulher acreditam estar ajudando-a quando a orienta a insistir na manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu pensei muito e o psic\u00f3logo me ajudou a enxergar que eu j\u00e1 me mantinha sozinha, que eu quem pagava as contas, que somente a casa \u00e9 que era comum aos dois e que eu n\u00e3o precisaria passar por aquela situa\u00e7\u00e3o. Coloquei isso na minha cabe\u00e7a: tinha que haver uma solu\u00e7\u00e3o. Chegou ao ponto de apenas o olhar dele me dar medo. Quando ele sa\u00eda de casa era um al\u00edvio, mas quando o port\u00e3o batia, indicando que ele havia chegado, nosso cora\u00e7\u00e3o ia a mil \u2013 meu e de minha filha. A gente n\u00e3o sabia como essa pessoa ia chegar dentro de casa. Era as vezes muito agressivo. Ele nunca foi de me bater, mas me amea\u00e7ava. Fazia de tudo para eu n\u00e3o sair de casa. Em certo ponto da terapia eu vi que a casa n\u00e3o tinha tanta import\u00e2ncia pra mim, porque eu queria viver, queria ser feliz. Uma certa noite ele chegou muito b\u00eabado, muito agressivo, s\u00f3 falava em matar, matar e matar. Eu tinha medo, mas ainda era suport\u00e1vel. Nesse dia, eu decidi que n\u00e3o daria mais. Eu j\u00e1 estava fortalecida e vi que aquele era o momento. Eu sa\u00ed com a roupa do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Maric\u00e9lia relatou ainda que ela sofria muito nesse relacionamento, mas tinha sua ocupa\u00e7\u00e3o. Disse que houve um per\u00edodo em que ela focou toda sua energia no trabalho, sabendo que a situa\u00e7\u00e3o que ela passava n\u00e3o deveria afetar a sua fonte de renda. \u201cEu n\u00e3o poderia deixar o problema acabar comigo e com o meu trabalho. Na verdade, comigo, j\u00e1 tinha acabado: do jeito que eu estava, parecia que um vento me derrubaria, de t\u00e3o fraca, velha, feia, desanimada, desmotivada, n\u00e3o tinha \u00e2nimo pra nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, estou 30 anos mais nova do que eu estava naquela fase da minha vida. Eu acredito que n\u00e3o se pode desanimar, tem que buscar ajuda. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! Mas depois que voc\u00ea coloca o p\u00e9 pra fora, a liberdade n\u00e3o tem pre\u00e7o. N\u00e3o tem nada que pague: n\u00e3o tem casa, n\u00e3o tem dinheiro. Eu fiquei muitos anos sofrendo pensando em casa. Hoje, eu e minha filha trabalhamos e pagamos nosso aluguel. E pago com orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o, porque hoje eu estou liberta, eu estou livre e isso n\u00e3o tem pre\u00e7o. Eu vejo que algumas mulheres, as vezes, conseguem sair, mas acabam voltando para a rela\u00e7\u00e3o violenta porque n\u00e3o tem uma renda ou n\u00e3o querem ficar na casa da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho \u00e9 um ref\u00fagio e uma fonte de renda. Coloque na sua cabe\u00e7a que voc\u00ea pode. Quando eu sa\u00ed de casa eu pensei: eu posso, eu tenho condi\u00e7\u00f5es, eu n\u00e3o preciso viver uma vida desse jeito. Eu n\u00e3o preciso ficar mendigando aten\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m, aguentando a humilha\u00e7\u00e3o dos outros. Vamos fazer cinco anos de liberdade e essa liberdade n\u00e3o tem pre\u00e7o. Tem algumas fotos aqui que eu olho e tenho vergonha, mas ao mesmo tempo eu tenho orgulho de ter sobrevivido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maric\u00e9lia confessou que fica triste ao olhar as fotos, ver como estava e como deixou chegar \u00e0quele ponto. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, diz se sentir alegre e muito orgulhosa por ter conseguido superar aquela situa\u00e7\u00e3o. Por isso, exp\u00f5e abertamente o que passou na sua vida. Ela deixa- -nos nesta edi\u00e7\u00e3o uma mensagem de incentivo \u00e0 todas as mulheres que acham que o que elas est\u00e3o passando n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o. Ela compartilha que nessa fase h\u00e1 amea\u00e7as, a mulher n\u00e3o enxerga sa\u00edda e isso \u00e9 normal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente realmente n\u00e3o v\u00ea uma solu\u00e7\u00e3o. A gente acha que a pessoa vai matar a gente, insiste que a gente n\u00e3o \u00e9 capaz, que n\u00e3o vivemos sem ele&#8230;o psicol\u00f3gico da gente fica muito abalado Casamento n\u00e3o \u00e9 pris\u00e3o, \u00e9 ter companheirismo, \u00e9 andar junto, \u00e9 um ajudar o outro, n\u00e3o um colocar o outro pra baixo. Eu superei as dores, hoje eu consigo falar sobre; hoje eu n\u00e3o tenho medo; hoje eu quero servir de exemplo para outras mulheres. A palavra de hoje \u00e9 supera\u00e7\u00e3o!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo silenciadas por medo e vergonha, sob o tradicional discurso da preserva\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, no molde perfeito e esperado socialmente, muitas mulheres est\u00e3o compreendendo que falar sobre o assunto para outras mulheres, pode ajudar a transformar vidas e reorientar o sentido da fam\u00edlia. De modo que a liberdade de seus membros seja um condicionante fundamental para ser considerada, de fato, um lar livre de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante ressaltar que Maric\u00e9lia contou com o apoio de sua filha, de uma amiga que a acolheu em sua casa por 15 dias, com o acompanhamento dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica e justi\u00e7a, al\u00e9m de profissionais qualificados que a direcionaram para que rompesse o ciclo violento. Maric\u00e9lia \u00e9 apenas uma, dentre tantas, que vivenciam situa\u00e7\u00f5es similares e ainda n\u00e3o despertaram para a liberdade. Por um lado, porque falar sobre isso constrange, por outro, a tem\u00e1tica ainda \u00e9 bastante negligenciada em todos os c\u00edrculos sociais e vista como uma demanda secund\u00e1ria, n\u00e3o reconhecida o bastante para ser incorporada \u00e0 agenda p\u00fablica como prioridade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dar visibilidade \u00e0 tem\u00e1tica da viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 mais do que criar um ambiente de sensibiliza\u00e7\u00e3o das pessoas, deveria ser uma responsabilidade de todos que almejam uma sociedade mais justa. 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