{"id":8142,"date":"2021-02-26T14:34:10","date_gmt":"2021-02-26T17:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=8142"},"modified":"2021-02-26T14:34:12","modified_gmt":"2021-02-26T17:34:12","slug":"radicalizacao-na-proibicao-da-venda-de-bebidas-impoe-lei-seca-em-alguns-municipios-mineiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=8142","title":{"rendered":"Radicaliza\u00e7\u00e3o na proibi\u00e7\u00e3o da venda de bebidas imp\u00f5e Lei Seca em alguns munic\u00edpios mineiros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Veto \u00e0s vendas de bebidas alco\u00f3licas em diversas cidades pode trazer preju\u00edzos \u00e0 economia e perda de empregos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3dd8ded37cd8c0107cc7e362411b061fdecf640a4abf91415ac3ed1b4d94e948.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8143\" width=\"465\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3dd8ded37cd8c0107cc7e362411b061fdecf640a4abf91415ac3ed1b4d94e948.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/3dd8ded37cd8c0107cc7e362411b061fdecf640a4abf91415ac3ed1b4d94e948-300x166.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Munic\u00edpios mineiros est\u00e3o radicalizando a proibi\u00e7\u00e3o da venda de bebidas alco\u00f3licas, impondo preju\u00edzos a empreendedores e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de forma geral. H\u00e1 casos em que \u00e9 vedada de forma completa essa comercializa\u00e7\u00e3o, como em Arax\u00e1. Para a\u00a0Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (FIEMG), a medida \u00e9 antijur\u00eddica e inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o da venda de bebidas em bares e restaurantes foi uma atitude tomada, por diversos munic\u00edpios, no intuito de frear o risco de contamina\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus e controlar, desta maneira, a curva ascendente de casos, principalmente durante a primeira onda de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a. Agora, o enrijecimento da medida \u00e9 visto como desproporcional pela FIEMG, por trazer danos \u00e0 sociedade. &#8220;O consumo dos produtos, em casa, n\u00e3o pode ser considerado um risco para a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o presidente do\u00a0Sindicato das Ind\u00fastrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais\u00a0(SINDBEBIDAS), M\u00e1rio Marques.<br><br>O caso de Arax\u00e1 \u00e9 simb\u00f3lico. A prefeitura municipal publicou, no \u00faltimo dia 16, o Decreto 110\/2021 que pro\u00edbe, pelo per\u00edodo de 15 dias, a venda de bebidas. A medida atinge n\u00e3o apenas bares e restaurantes, mas todos os estabelecimentos locais, aplicativos de entregas (delivery) e, tamb\u00e9m, a retirada no local, restringindo, dessa maneira, o direito do cidad\u00e3o de consumir o produto em sua pr\u00f3pria casa. Na pr\u00e1tica, uma Lei Seca foi imposta no munic\u00edpio.<br><br>Em outras cidades, atitudes semelhantes foram tomadas, como em Camanducaia, em que foi imposto um toque de recolher, vigente das 23h \u00e0s 6h. J\u00e1 em Uberl\u00e2ndia, est\u00e1 vedada a venda de bebidas no per\u00edodo de 18h \u00e0s 5h, de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana, a medida tomada foi o fechamento total dos estabelecimentos.<br><br>&#8220;O que est\u00e1 acontecendo pode abrir precedentes para outros munic\u00edpios em todo o estado, acarretando um dano incalcul\u00e1vel para o setor e para a sociedade&#8221;, afirma Marques. Ele alerta que outros munic\u00edpios da regi\u00e3o podem seguir o exemplo de Arax\u00e1. Desta maneira, decretos parecidos podem ser publicados por mais seis cidades: Perdizes, Tapira, Pedrin\u00f3polis, Santa Juliana, Ibi\u00e1, Campos Altos e Pratinha.<br><br>Para o empres\u00e1rio, medidas de restri\u00e7\u00f5es r\u00edgidas como as tomadas nesses munic\u00edpios, v\u00e3o impactar, negativamente, toda a cadeia produtiva que gira em torno da fabrica\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas. &#8220;Todos ser\u00e3o atingidos: as ind\u00fastrias de bebidas, os comerciantes, os supermercados, hot\u00e9is, bares e restaurantes, assim como quem atua na log\u00edstica de entrega e distribui\u00e7\u00e3o&#8221;, refor\u00e7a.<br><br>O presidente do SINDBEBIDAS acrescenta que, al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico, outra quest\u00e3o traz preocupa\u00e7\u00e3o para as lideran\u00e7as do setor \u00e9 o risco da venda clandestina de bebidas. &#8220;Essa medida, que restringe a venda de bebidas alco\u00f3licas at\u00e9 por meio de aplicativos de entregas e retiradas locais, pode tornar o produto, que \u00e9 vendido legalmente no pa\u00eds, em algo il\u00edcito, fomentando a venda ilegal e levando tamb\u00e9m preju\u00edzo aos cofres p\u00fablicos&#8221;, ressalta Marques.<br><br>M\u00e1rio Marques ainda esclarece que a venda de bebidas representa 4% do PIB nacional, sendo que o setor \u00e9 o terceiro em arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS, perdendo apenas para os setores petrol\u00edfero e automotivo. Na \u00e1rea de servi\u00e7os, 70% de arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 proveniente da venda de bebidas e em estabelecimentos como os bares, 95% da receita \u00e9 fruto da venda de cerveja. &#8220;Ser\u00e1 um preju\u00edzo em cascata&#8221;, refor\u00e7a o empres\u00e1rio, ponderando que entende a gravidade da situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, mas que estabelecer uma Lei Seca n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o.<br><br>&#8220;O setor produtivo \u00e9 sens\u00edvel, compreende e apoia as medidas sanit\u00e1rias que visam o controle da pandemia. Entretanto, a restri\u00e7\u00e3o da venda de bebidas, principalmente em estabelecimentos que fornecem para o consumo dom\u00e9stico, como supermercados e aplicativos de entrega, n\u00e3o ir\u00e1 resolver a crise&#8221;, afirma o presidente do SINDBEBIDAS.<br><br>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (FIEMG), em defesa dos interesses do setor produtivo e em apoio ao SINDBEBIDAS, considera as medidas que restringem a comercializa\u00e7\u00e3o de bebidas nos munic\u00edpios de Arax\u00e1, Patroc\u00ednio, Patos de Minas, Uberl\u00e2ndia, Camanducaia e Santana do Riacho como desproporcional, antijur\u00eddica e inconstitucional.<br><br>Para a Federa\u00e7\u00e3o, a proibi\u00e7\u00e3o, ainda que tempor\u00e1ria, de comercializa\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e fornecimento de bebida alco\u00f3lica ofende gravemente princ\u00edpios constitucionais, como o da Legalidade, da Liberdade de Trabalho, de Livre Iniciativa, de Propriedade Privada, da Livre Concorr\u00eancia e dos direitos do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao impor restri\u00e7\u00f5es sobre as atividades industriais, o munic\u00edpio de Arax\u00e1 atenta contra a ind\u00fastria de um modo geral, em especial a de bebidas, setor este indispens\u00e1vel e totalmente dependente do com\u00e9rcio para continuar gerando valor, empregos e garantia de produtos para toda a cadeia produtiva&#8221;, afirma\u00a0Fl\u00e1vio Roscoe, presidente da FIEMG.<\/p>\n\n\n\n<p>(FIEMG)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veto \u00e0s vendas de bebidas alco\u00f3licas em diversas cidades pode trazer preju\u00edzos \u00e0 economia e perda de empregos Munic\u00edpios mineiros est\u00e3o radicalizando a proibi\u00e7\u00e3o da venda de bebidas alco\u00f3licas, impondo preju\u00edzos a empreendedores e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de forma geral. 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