{"id":8304,"date":"2021-03-05T09:58:04","date_gmt":"2021-03-05T12:58:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=8304"},"modified":"2021-03-05T09:58:06","modified_gmt":"2021-03-05T12:58:06","slug":"os-40-anos-da-mulher-na-pmmg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?p=8304","title":{"rendered":"Os 40 anos da mulher na PMMG"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/unnamed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8305\" width=\"292\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/unnamed.jpg 650w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/unnamed-286x300.jpg 286w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/unnamed-401x420.jpg 401w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><figcaption><strong>Juliana Lemes da Cruz<\/strong>.<br>Doutoranda em Pol\u00edtica Social \u2013 UFF.<br>Pesquisadora GEPAF\/UFVJM.<br>Coordenadora do Projeto MLV.<br>Contato: <a href=\"mailto:julianalemes@id.uff.br\">julianalemes@id.uff.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fiat-147-e-militares-operacionais.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8306\" width=\"454\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fiat-147-e-militares-operacionais.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fiat-147-e-militares-operacionais-300x208.jpg 300w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fiat-147-e-militares-operacionais-100x70.jpg 100w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Fiat-147-e-militares-operacionais-218x150.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><figcaption><strong>Fiat 147 e militares operacionais<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"842\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Recrutamento-policiais-femininas.jpg\" alt=\"\" data-id=\"8308\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Recrutamento-policiais-femininas.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=8308\" class=\"wp-image-8308\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Recrutamento-policiais-femininas.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Recrutamento-policiais-femininas-214x300.jpg 214w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Recrutamento-policiais-femininas-299x420.jpg 299w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><strong>Recrutamento policiais femininas<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"610\" src=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sargentos-em-1982.jpg\" alt=\"\" data-id=\"8307\" data-full-url=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sargentos-em-1982.jpg\" data-link=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/?attachment_id=8307\" class=\"wp-image-8307\" srcset=\"https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sargentos-em-1982.jpg 600w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sargentos-em-1982-295x300.jpg 295w, https:\/\/diariotribuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Sargentos-em-1982-413x420.jpg 413w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\"><strong>Sargentos em 1982<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Durante um evento na capital mineira h\u00e1 alguns anos, ouvi da palestrante argumentos que soaram coerentes aos meus ouvidos. A expositora era a Coronel PM Luciene, a primeira mulher da Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais a alcan\u00e7ar o \u00faltimo posto da carreira. Ela ingressou na corpora\u00e7\u00e3o em 1981 como sargento, e dois anos depois, por meio de concurso, passou a integrar os quadros de oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela ocasi\u00e3o, a Coronel Luciene contou sua experi\u00eancia na PMMG e problematizava sobre o ingresso das mulheres nas corpora\u00e7\u00f5es militares estaduais no Brasil. Disse o quanto era curioso o uso de uma bolsinha transversal, que continha uma arma de fogo que, a qualquer momento, poderia ser sacada pela policial durante seu turno de servi\u00e7o. Se, por um lado, o ingresso da mulher na pol\u00edcia foi um avan\u00e7o para a \u00e9poca no \u00e2mbito da PMMG, de outro, foi uma estrat\u00e9gia de desconstru\u00e7\u00e3o da imagem desgastada das pol\u00edcias estaduais que haviam acabado de sair do \u00e1pice do regime que marcou de forma intensa, a hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira durante 21 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira turma de policiais femininas foi recrutada por meio de concurso p\u00fablico no ano de 1981. Exigia-se que as mo\u00e7as fossem solteiras, possu\u00edssem 2\u00ba grau, e que tivessem entre 18 e 25 anos. Em 1982 formaram- -se 112 sargentos das 120 candidatas aprovadas nas provas escrita e f\u00edsica. Houve, na ocasi\u00e3o, mais de duas mil inscri\u00e7\u00f5es de candidatas ao ingresso na PMMG. Naquela d\u00e9cada, outros estados da federa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m incorporavam aos seus quadros as mulheres policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a implanta\u00e7\u00e3o da Companhia de Pol\u00edcia Feminina, o Coronel PM Jair Can\u00e7ado Coutinho, comandante geral da PMMG \u00e0 \u00e9poca disse: \u201c[&#8230;] Ela n\u00e3o ir\u00e1 fazer nenhum policiamento \u201cornamental\u201d, se assim se pode dizer. N\u00e3o ser\u00e1 pol\u00edcia de enfeite, de vitrine, mas Pol\u00edcia efetiva, com presen\u00e7a nas ruas, nos logradouros p\u00fablicos, nos locais de divers\u00e3o p\u00fablica, onde quer que haja necessidade. Suas componentes liberar\u00e3o, assim, centenas de homens que se encontram neste tipo de servi\u00e7o, com um envolvimento menor de riscos, para locais e hor\u00e1rios em que a presen\u00e7a deles se faz mais necess\u00e1ria.\u201d (MOMENTO CULTURAL PMMG BLOGPOST, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Do norte ao sul do pa\u00eds, as dificuldades das mulheres no desempenho de atividades historicamente realizadas por homens s\u00e3o incontest\u00e1veis. Pode ser que inicialmente, a mulher policial assumia um papel de cobertura de setores associados ao baixo risco de confronto, mas, com o passar dos anos, as mulheres incorporaram servi\u00e7os associados \u00e0 atividade fim que exigem alto grau de complexidade nas interven\u00e7\u00f5es. Em que pese as diferen\u00e7as biol\u00f3gicas, evidenciadas principalmente pela complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica, as mulheres militares foram demandadas a romper paradigmas e preconceitos que as condicionava a certas tarefas e n\u00e3o a outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as mudan\u00e7as sociais quanto \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de mulheres como trabalhadoras em v\u00e1rias \u00e1reas e setores, a dist\u00e2ncia entre as atividades desempenhadas por policiais masculinos e femininos vem se encurtando, conferindo espa\u00e7o \u00e0 possibilidade do exerc\u00edcio de determinadas atribui\u00e7\u00f5es \u00e0s mulheres, respeitadas as diferen\u00e7as entre os g\u00eaneros e respectivas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Decerto, a PMMG ganhou novos contornos na sua configura\u00e7\u00e3o a partir do ingresso das mulheres na corpora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as quatro d\u00e9cadas de ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os comuns a homens e mulheres em uma institui\u00e7\u00e3o historicamente masculinizada e que completa neste ano 246 anos de exist\u00eancia, as mulheres ainda t\u00eam desafios latentes a superar em raz\u00e3o da inevit\u00e1vel chegada das novas gera\u00e7\u00f5es de policiais femininas \u00e0 PMMG.<\/p>\n\n\n\n<p>(Refer\u00eancia e imagens: Se\u00e7\u00e3o de Mem\u00f3ria e Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Cultural da PMMG. Dispon\u00edvel em:https:\/\/momentoculturalpmmg. blogspot.com\/2021\/01\/ policia-feminina-recrutamento-e-selecao.html?m=1 . Instagram: pmmg_historiaecultura).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante um evento na capital mineira h\u00e1 alguns anos, ouvi da palestrante argumentos que soaram coerentes aos meus ouvidos. A expositora era a Coronel PM Luciene, a primeira mulher da Pol\u00edcia Militar de Minas Gerais a alcan\u00e7ar o \u00faltimo posto da carreira. 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