Presépios unem religiosidade e fortalecem ofício artesanal no Vale do Jequitinhonha

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Período natalino impulsiona as vendas de peças que representam o nascimento do Menino Jesus, e movimenta os ateliês da região

Na região onde o artesanato em barro é protagonista e fortalece a renda dos artesãos, o período natalino também representa aumento nas vendas. Ceramistas do Vale do Jequitinhonha esperam que a data seja de
faturamento muito superior à média dos demais meses. “Por conta do Natal, faço esculturas para compor o presépio. São confeccionadas peças que representam o Menino Jesus, Maria, José, os Três Reis Magos, o anjo e os animais”, conta a artesã da comunidade de Campo Alegre, Rita Gomes. A produção se concentra nos meses de setembro e outubro, mas durante todo ano ela recebe encomendas, pois os
clientes querem garantir as peças para a montagem do presépio. “São peças exclusivas e limitadas que exigem técnica e são feitas graças a muito saber”, destaca.
Nos demais meses do ano, o faturamento da ceramista tem origem nas famosas bonecas-moringas, vasos e utilitários. Agora, ela utiliza dos traços fortes, inspirados nas pessoas do Vale e no imaginário popular, para moldar o presépio. A modelagem no barro é histórica pois, diante da ausência de recursos
e tecnologia, a solução manual ajudava na manifestação da fé nas casas e igrejas.
Hoje, a tradição garante emprego e renda para muitas artesãs da região, e os presépios, assim como diversos artesanatos em cerâmica, já fazem parte da coleção da marca território Vale do Jequitinhonha, apoiada pelo Sebrae Minas. “A marca busca destacar a origem dos produtos, proteger os artesãos de
cópias e incentivar o artesanato como fonte de renda”, explica o gerente da entidade na Regional Jequitinhonha e Mucuri, Rogério Fernandes.

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