Gestor anuncia fórum para resolver questões de moradia que envolve a Cemig

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Anúncio foi feito pelo presidente da estatal, após relatos de diversos moradores impactados
por desapropriações, em audiência pública nesta sexta-feira (17)

Desapropriações sem tentativa de diálogo na Região Metropolitana de Belo Horizonte e demolição violenta de casas que ficam às margens da Represa de Três Marias, em Felixlândia (Região Central), foram alguns dos assuntos tratados na audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta sexta-feira (17).
A reunião, solicitada pela presidenta da comissão, deputada Bella Gonçalves, ouviu o presidente da Cemig, Alexandre Ramos Peixoto, na condição de convocado. O gestor, à frente da estatal há dois meses, anunciou a constituição de um fórum composto por diversas instituições para resolver as questões de moradia que envolve a desapropriação de casas próximas às linhas de transmissão e às margens da Represa de Três Marias.
Diversas situações de violência e abuso de poder foram narradas por moradores da RMBH e de municípios às margens da Represa de Três Marias. Luiz Ricardo contou a situação da Vila Ecológica, região do Barreiro, que tem ação judicial contra a Cemig desde 2017. Ele denunciou a falta de diálogo da empresa pública para tratar dos problemas que envolvem a comunidade. “Não dá para derrubar casas que estão debaixo das linhas de transmissão há mais de 20 ou 30 anos sem dialogar. Onde essas pessoas vão ficar? Isso é inadmissível. Hoje nós temos cerca de cinco mil famílias nessa situação.” Luiz Ricardo – Morador Vila Ecológica, região do Barreiro Saorenike Jardim Lima, moradora da ocupação Povo Brasileiro, em Contagem, lembrou-se do vizinho que teve a casa demolida por uma ordem judicial da Cemig. De acordo com ela, além da demora para fazer o exame topográfico na região, em 2022, o processo teria ocorrido de maneira errada. “Em 2023, a Cemig propôs um convênio, na presença de representantes da prefeitura do município, em que a estatal pagaria parcelas dos apartamentos do Minha Casa Minha Vida para algumas famílias removidas e outras receberiam indenização de R$ 140 mil. A Cemig não assinou o contrato e não cumpriu o acordo”, denunciou.
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