Concessionária sinaliza possível mudança na localização de pórticos no Vale do Jequitinhonha após pressão de comunidades. Cobrança começa em dezembro

A Ecovias das Gerais admitiu, em audiência pública realizada nesta semana pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a possibilidade de rever a localização de alguns pórticos de pedágio na BR-116, mas descartou isenção para moradores das comunidades afetadas.
O encontro, solicitado pelo deputado Doutor Jean Freire (PT), reuniu prefeitos, vereadores e lideranças de municípios do Vale do Jequitinhonha, como Itaobim, Medina e Catuji, onde estão previstos pontos de cobrança pelo sistema Free Flow. Moradores temem impacto direto sobre trabalhadores, estudantes e pequenos produtores que dependem da rodovia diariamente.
Como alternativa à isenção, a concessionária citou o Desconto de Usuário Frequente (DUF), com abatimentos progressivos para quem utiliza os trechos pedagiados com regularidade. Motocicletas não serão tarifadas.

Segundo a diretora-superintendente da Ecovias, Amanda Cruvinel Marçal, a empresa já concluiu estudos técnicos e sociais sobre o reposicionamento de pórticos, mas mudanças acima de cinco quilômetros dependem de aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A cobrança das tarifas deve começar em dezembro, após a conclusão de obras emergenciais previstas em contrato, que soma R$ 13,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos — incluindo o aguardado Contorno Viário de Teófilo Otoni.









