Avião da Polícia Militar cai no Vale do Aço e deixa três militares mortos

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Pegasus 17 caiu em Santana do Paraíso durante voo de recheque de habilitação; Governo de Minas decretou luto de três dias.

Destroços da aeronave da Polícia Militar após a queda nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, nesta sexta-feira (9). Três militares morreram no acidente — Foto: Reprodução.

Três militares da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram na queda de uma aeronave da corporação na tarde desta sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço.

As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, e as tenentes Alice dos Santos Almeida, de 34, e Gabriela Emília Soares Resende, de 35. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado (ComAvE).

A aeronave, denominada Pegasus 17, era um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO.

Os três militares da Polícia Militar de Minas Gerais que morreram na queda da aeronave: as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Resende e o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre — Foto: Reprodução/PMMG

Voo de recheque

Segundo a Polícia Militar, o avião decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, e pousou no Aeroporto Regional do Vale do Aço por volta das 16h, pouco antes do acidente.

A tripulação realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento periódico destinado a avaliar a aptidão dos pilotos e manter as certificações exigidas para a atividade aeronáutica.

A corporação informou que a documentação da aeronave e as habilitações dos militares estavam regulares, assim como a manutenção do avião.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na altura do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso.

As causas da queda ainda não foram esclarecidas. A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Questionada sobre a possibilidade de a tripulação ter emitido algum alerta antes do acidente, a Polícia Militar informou que não dispunha dessa informação e ressaltou que seria precipitado apontar uma causa neste momento.

Quem eram os militares

O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, era natural de Belo Horizonte e comandava o Esquadrão de Aviões do ComAvE. Segundo informações da Polícia Militar, ele acumulava mais de 5 mil horas de voo.

A tenente Gabriela Emília Soares Resende, de 35 anos, também era natural de Belo Horizonte. Ela foi a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comando de Aviação do Estado e havia retornado recentemente às atividades após a licença-maternidade.

A tenente Alice dos Santos Almeida, de 34 anos, era natural de Governador Valadares. As duas oficiais tinham aproximadamente 300 horas de voo, conforme as informações divulgadas.

Governo decreta luto oficial

Após o acidente, o Governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em todo o estado em homenagem aos três militares mortos.

A ocorrência mobilizou equipes de resgate e investigação. As circunstâncias da queda seguem sob apuração dos órgãos responsáveis.

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