Vale do Jequitinhonha é conhecido como polo nacional do lítio, e projetos de terras raras colocam o Sul de Minas no radar do setor; especialistas veem oportunidades e desafios

Além do lítio do Vale do Jequitinhonha, as terras raras do Sul de Minas passaram a ocupar espaço no mapa da mineração mineira, segundo reportagem da Rádio Itatiaia. Projetos de minerais críticos levam a atividade a regiões que antes não tinham esse perfil, com expectativa de novos investimentos.
Jequitinhonha e lítio
O ex-presidente da Vale e do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, lembra que a descoberta de lítio criou o chamado Vale do Lítio, mas que a queda do preço do mineral impediu a concretização de vários projetos anunciados. “Um dia vão se concretizar”, afirma.
Sul de Minas
Segundo Karla Franco, gerente de sustentabilidade de uma mineradora em Poços de Caldas, a formação do Planalto Vulcânico, há cerca de 80 milhões de anos, e a ação do clima tropical criaram uma argila na qual as terras raras ficam mais disponíveis para o processamento.
Distribuição dos benefícios
Para o consultor da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig), Waldir Salvador, levar a mineração a novas regiões é importante, já que poucos dos municípios mineradores do estado sentem os benefícios da atividade. Ele afirma que a expansão precisa ser organizada, por causa dos impactos nas cidades que passam a receber a atividade.
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