
A história das instituições públicas revela que nem
toda corrupção se materializa em cifras desviadas ou contratos fraudulentos. Há uma forma mais sutil — e, por vezes, mais devastadora de degradação institucional: a corrupção da verdade. Nesse contexto, emerge a figura da venditio fumis, prática que consiste em vender ilusões como se fossem realizações, promessas como se fossem políticas públicas e intenções como se fossem resultados concretos. Em tempos de incerteza, a verdade torna-se um ato de coragem. E resistir à venditio fumis é, antes de tudo, um compromisso ético com o futuro — um gesto de rebeldia contra a banalização da mentira e uma afirmação da dignidade republicana.
Por Jeferson Botelho
Professor de Direito Penal e de Processo Penal.
-Escritor e autor de obras jurídicas. Advogado em Minas Gerais. – Especialista no combate à Corrupção, ao Terrorismo e ao Crime Organizado pela Universidade de Salamanca – Espanha.
Saiba mais aqui:










