Teófilo Otoni realiza III Encontro de Pretendentes à Adoção

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Conteúdo abordou procedimentos, desafios e orientações a pretendentes e familiares

Realizado pela 3ª vez na Comarca de Teófilo Otoni, encontro permitiu reflexão e diálogo entre pretendentes e famílias que já adotaram (Crédito: Divulgação / TJMG).

A Comarca de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, promoveu, em 8/5, no auditório do Núcleo de Psicologia do Centro Universitário AlfaUnipac, o III Encontro de Pretendentes à Adoção, com o objetivo de informar e esclarecer pessoas que desejam adotar.

 A ação integrou a programação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para as campanhas “Mês da Infância Protegida” e “Maio Laranja”, dedicadas à promoção e à garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, e contou com o apoio da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do TJMG. O evento foi idealizado e organizado pela juíza titular da Vara da Infância e da Juventude e de Cartas Precatórias Cíveis e diretora do Foro da Comarca de Teófilo Otoni, Aline Gomes dos Santos Silva, em parceria com o setor psicossocial da Comarca.

 O encontro contou com a participação de pretendentes à adoção, das psicólogas judiciárias Patrícia Gonçalves de Marilac e Fabíola Pinheiro Barbosa Barreiros e de equipes técnicas das unidades de acolhimento da Comarca. A proposta foi fortalecer espaços de orientação, conscientização, escuta e acolhimento para os pretendentes à adoção.

 A 3ª edição do evento abordou o processo de adoção, o funcionamento do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), a realidade das crianças e dos adolescentes acolhidos no Brasil, além de temas como construção de vínculos, conexão afetiva, importância da preparação dos pretendentes e apadrinhamento afetivo. Nos anos anteriores, o evento foi realizado nos serviços de acolhimento institucional.

O encontro reuniu 20 pessoas, entre pretendentes e equipes técnicas das instituições de acolhimento. Atualmente, a Comarca possui 19 cadastros de pretendentes ativos no SNA (16 casais e três perfis solo). Há 17 crianças e adolescentes aptos para a adoção, com média de idade entre 12 e 17 anos. Desse total, seis apresentam demandas de saúde e alguns fazem parte de grupos de irmãos.

Oportunidades, reflexão e diálogo – De acordo com a juíza Aline Silva, o momento foi marcado por trocas de experiências, reflexões e diálogo sobre múltiplos aspectos envolvidos no processo adotivo: “A adoção deve ser vista, acima de tudo, como um instrumento de garantia do direito da criança e do adolescente à convivência familiar segura, estável e afetiva. Por isso, uma das atividades foi a interação com pessoas que estão um passo adiante no processo. Famílias que já vivenciam a adoção compartilharam relatos emocionantes sobre suas trajetórias, desafios e conquistas, contribuindo para fortalecer e sensibilizar os participantes.” O evento teve como fundamento o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990), que prevê a preparação psicossocial e jurídica dos pretendentes à adoção. Contudo, a magistrada avaliou que o alcance dessas iniciativas é muito maior.

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