Médico tem prisão preventiva decretada após ataque à companheira em Setubinha

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Juiz entendeu que há indícios de tentativa de feminicídio e destacou a gravidade da violência praticada contra a vítima

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do médico suspeito de agredir brutalmente a companheira em Setubinha, no Vale do Mucuri. Segundo a decisão judicial, há elementos que apontam para a prática de tentativa de feminicídio em um contexto de violência doméstica e familiar.

A decisão foi assinada pelo juiz Frederico Maia Santos, da Comarca de Malacacheta, durante a audiência de custódia. Na avaliação do magistrado, as informações reunidas até o momento indicam que o caso apresenta elevada gravidade e justificam a manutenção da prisão do investigado.

Juiz aponta violência extrema

Na decisão, o magistrado destacou que a forma como o crime teria sido praticado demonstra “acentuada periculosidade concreta” do suspeito.

Entre os elementos considerados estão as agressões prolongadas, o uso de arma branca, ameaças de morte, o transporte da vítima desacordada para um local ermo e a tentativa de ocultar seu paradeiro.

Para o juiz, essas circunstâncias reforçam a necessidade de manter o investigado preso durante o andamento das investigações.

Proteção da vítima

A decisão também ressalta que a prisão preventiva é necessária para garantir a integridade física e psicológica da vítima.

Segundo o magistrado, a liberdade do investigado representa risco concreto à mulher e à ordem pública, motivo pelo qual medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para assegurar sua proteção.

O caso segue sob investigação, e o processo deverá prosseguir com a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

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