Em tempo de pandemia as tradicionais festas juninas são comemoradas à moda antiga

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As festividades voltam a acontecer nos quintais de casa com fogueiras e comidas típicas entre familiares

diretor e marcador da Quadrilha Arrasta Pé (Teófilo Otoni), João Teixeira da Silva Filho – popular “Tó”

Teófilo Otoni – Em tempos de pandemia da Covid-19 (Coronavírus), todo mundo vem sentido o impacto das mudanças na vida pessoal e profissional. Nesta época do ano, em tempos normais já estariam acontecendo as tradicionais festas juninas com fogueiras, barraquinhas com comidas típicas, as animadas quadrilhas, os concursos, o casamento na roça, enfim, só alegria. Mas, neste ano, as festividades estão canceladas devido à necessidade do isolamento social, do distanciamento social, em decorrência da pandemia do coronavírus.

O jeito então é inovar, reinventar. A reportagem do Diário Tribuna ouviu um dos maiores quadrilheiros de Teófilo Otoni, o diretor e marcador da Quadrilha Arrasta Pé, João Teixeira da Silva Filho – popular “Tó”, 35 anos, do Bairro São Jacinto. Ele recorda que, nesta época do ano, as festas juninas já eram uma explosão de alegria na cidade e região. Os quadrilheiros já estavam se preparando para participar de competições interestaduais e municipais, e apresentações em diversas cidades dos vales do Mucuri e Jequitinhonha.

Durante a temporada de 3 a 4 meses de ensaios, o grupo Arrasta Pé também fazia diversas ações sociais como campanha do agasalho, de donativos em geral para ajudar famílias carentes. João destaca que, o mês de maio era efetivamente a época dos ensaios e das expectativas de fazer o melhor para agradar ao público, e no mês de junho já começavam oficialmente as apresentações que se estendiam até primeira quinzena de agosto.

Ele assumiu a quadrilha Arrasta Pé no ano de 2011, mas o grupo já existia. “Ela foi criada pelo meu pai João Teixeira da Silva – “João Soldado” no ano de 1984. A quadrilha é mais velha do que eu, de meu pai passou para meus irmãos – veio Josinei que hoje é reserva da Polícia Militar, posteriormente Josilei que hoje é radialista, e em 2011 eu assumi, tanto a direção da quadrilha, quanto a marcação em geral”, explicou.

João Teixeira disse que tomou gosto pelas quadrilhas porque cresceu no meio, vendo seu pai, seus familiares se envolvendo com festas juninas. “Na verdade nem gosto é, é paixão mesmo, a gente faz isso é por amor à cultura junina”. Mas, ele, afirma que é possível comemorar, voltando às tradições antigas de se festejar em casa mesmo.

“Nós vamos voltar a comemorar como comemorávamos antigamente, cada um em sua casa, com as tradicionais fogueiras e comidas típicas que não podem faltar, a essência das festas juninas. Eu acho que, mesmo cada um em sua casa não podemos deixar de comemorar essas festividades que são as mais tradicionais do Brasil, em especial no Nordeste que é o carro chefe das festas juninas aqui no nosso país”, disse.

O grupo Arrasta Pé fica junto praticamente o ano inteiro. São 4 meses de ensaio mais 2 de apresentações, e no restante do ano, desenvolve outras atividades, esportivas e sociais.

Acompanhe o trabalho do grupo no Instagram: quadrilha_arrasta_pe_

Fotos: João Teixeira

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