Advogada é morta pelo ex-companheiro em estacionamento de Governador Valadares; autor tira a própria vida

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Uma advogada criminalista de 45 anos foi assassinada a tiros na noite desta terça-feira (16), em um estacionamento localizado na Rua Belo Horizonte, no centro de Governador Valadares (MG). Após cometer o crime, o autor dos disparos, identificado como o ex-companheiro da vítima, atirou contra si e morreu ainda no local. A vítima possuía medida protetiva e, segundo registros, no último domingo havia registrado ocorrência contra o ex-companheiro por descumprimento de ordem judicial. A equipe da Polícia Militar responsável pelo atendimento a casos de violência doméstica chegou a tentar contato com a advogada, mas não a encontrou em sua residência.
A Dra. Ana Paula era conhecida na região por sua atuação na área criminal, tendo participado de júris também no município de Itambacuri (MG). Nas redes sociais, uma de suas últimas publicações chamava atenção para a importância do combate ao feminicídio. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi identificada como Ana Paula Rocha de Jesus.
Quando as equipes chegaram ao estacionamento, ela já estava sem sinais vitais. Próximo ao corpo foi encontrado Lucas Gomes Pinto, apontado como autor do feminicídio, também morto.

As investigações apontam que Ana Paula chegou ao estacionamento por volta das 18h25 para buscar o veículo, que costumava permanecer guardado no local. Pouco depois, Lucas entrou no estabelecimento e foi em direção à advogada. Ao notar a presença do ex-companheiro, Ana Paula tentou deixar o local, mas foi alcançada. Segundo a polícia, o homem efetuou diversos disparos de arma de fogo e, mesmo após a vítima cair, continuou atirando. Em seguida, voltou a arma contra si.
A perícia constatou, preliminarmente, que Ana Paula foi atingida por três tiros, que acertaram as regiões do pescoço, quadril e seio esquerdo. Lucas apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo na região do tórax, com saída na região lombar. Ainda conforme a Polícia Militar, o casal estava em processo de separação e havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo os dois, incluindo uma ocorrência por descumprimento de medida protetiva. Em razão desse histórico, a vítima era acompanhada preventivamente pela PM desde 2025.
Após os trabalhos da perícia, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Governador Valadares. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todos os detalhes do caso, tratado inicialmente como feminicídio seguido de suicídio.

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