Candidato ao governo de Minas afirmou que entrega do prédio não representa uma conquista se a unidade não oferecer atendimento pleno; hospital iniciou abertura gradual dos serviços
O candidato ao governo de Minas Gerais pelo PDT, Alexandre Kalil, criticou o funcionamento do Hospital Regional de Teófilo Otoni durante visita à cidade nesta sexta-feira (11). O ex-prefeito de Belo Horizonte questionou o número de leitos em operação e afirmou que a entrega do prédio não pode ser considerada uma conquista se a unidade ainda não oferece atendimento completo à população.
Segundo Kalil, quatro meses após a inauguração, apenas 40 dos leitos previstos estariam em funcionamento. O Hospital Regional foi projetado para contar com 432 leitos, incluindo unidades de internação, leitos de UTI, pronto-socorro, centro cirúrgico e atendimento neonatal.

Durante as declarações, o candidato também criticou o governador Mateus Simões (PSD). Kalil afirmou que o chefe do Executivo estadual esteve recentemente em Teófilo Otoni, mas “não teve coragem nem de ir lá”, referindo-se ao hospital.
O candidato ainda alegou que a unidade não teria médicos suficientes nem atendimento pleno, apesar das promessas feitas ao longo dos últimos anos.
Visita à Feira Coberta e ao Mercado Municipal
As declarações foram feitas durante uma agenda política na cidade. Kalil visitou a Feira Coberta, no bairro Bela Vista, onde almoçou com apoiadores, esteve no Mercado Municipal e concedeu entrevistas a três rádios locais.
Ele estava acompanhado da candidata a deputada estadual pelo PDT, Eriadna Ruas.
Durante a passagem pelo município, Kalil também afirmou que Teófilo Otoni é uma cidade estratégica para o Vale do Mucuri e criticou o que classificou como abandono da região.
“Vir a Teófilo Otoni é tão importante que eu estou aqui pela segunda vez. É a principal cidade do Vale do Mucuri. E está abandonada há 12 anos. Eu vim dizer que este abandono tem que acabar”, declarou.
Hospital foi construído com recursos do acordo de Brumadinho
As obras do Hospital Regional de Teófilo Otoni foram financiadas com recursos previstos no Acordo Judicial de Reparação relacionado ao rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho.
A unidade será administrada pelo Instituto Mário Penna, por meio de um contrato de gestão com duração de 20 anos firmado com o Governo de Minas.
O projeto prevê 432 leitos, além de pronto-socorro, centro cirúrgico com 12 salas, unidades de terapia intensiva e cinco leitos destinados ao atendimento neonatal.
A inauguração oficial ocorreu em maio, e a abertura dos serviços tem sido realizada de forma gradual.
Instituto prevê ampliação dos atendimentos
De acordo com balanço divulgado pelo Instituto Mário Penna em agosto, a previsão era de que o hospital alcançasse 100 leitos em funcionamento até setembro, número superior aos 40 leitos mencionados por Kalil durante a visita.
A diferença entre os números pode estar relacionada ao período de referência de cada informação. O candidato citou uma estimativa durante sua agenda na cidade, enquanto o instituto divulgou uma previsão de ampliação gradual dos serviços.
Saúde é prioridade no plano de governo
Durante a visita, Kalil reforçou que a saúde será uma das prioridades de seu plano de governo. Entre as propostas apresentadas pelo candidato está o compromisso de colocar em funcionamento integral os cinco hospitais regionais previstos para Minas Gerais.
Segundo Kalil, a ativação completa dessas unidades ajudaria a reduzir os chamados vazios assistenciais e evitaria que pacientes precisassem viajar longas distâncias em busca de atendimento especializado.
O candidato também defendeu a ampliação dos investimentos em saúde por meio da revisão de gastos da máquina pública e de isenções fiscais. Ele citou ainda a experiência de sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte, quando afirma ter destinado 27% do orçamento municipal à área.
O espaço permanece aberto para manifestação do governador Mateus Simões ou de sua equipe de campanha sobre as críticas apresentadas por Alexandre Kalil.









